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26 de ago. de 2013

Música Borderline: Rumour Has It - Adele


* Rá. Espírito Adele hoje, DI-VA maravilhosa. Essa música arrasa e não tem a mensagem "você me deixou e eu vou morrer."

RUMOUR HAS IT 




Dizem Por Aí

Ela, ela não é real,
Ela não vai ser capaz de te amar como eu irei,
Ela é uma estranha,
Você e eu temos história,
Ou você não se lembra?
Claro, ela tem tudo,
Mas, querido, isso é realmente o que você quer?

Abençoe sua alma, você tem sua cabeça nas nuvens,
Ela te fez de tolo,
E, garoto, ela está te deixando para baixo,
Ela fez seu coração derreter,
Mas você está frio até sua alma
Agora dizem por aí que ela não tem mais o seu amor

Dizem por aí (8x)

Ela tem metade da sua idade,
Mas eu acho que essa é a razão pela qual você ficou,
Ouvi dizer que você tem sentido minha falta,
Você tem dito coisas ás pessoas que não deveria
Como quando nos arrastamos e ela não está por perto,
Você não ouviu os rumores?

Abençoe sua alma, você tem, você está com cabeça nas nuvens,
Você me fez de tola
E, garoto, você está me deixando para baixo,
Você fez meu coração derreter, mas eu estou com frio até a alma,
Mas dizem por aí que eu sou aquela por quem você a está deixando

Dizem por aí (8x)

Todas estas palavras sussurradas em meu ouvido,
Conte uma história que eu não suporto ouvir,
Só porque eu disse isso, não quer dizer que eu quis dizê-lo,
As pessoas dizem coisas malucas,
Só porque eu disse isso, não significa que eu quis dizê-lo,
Só porque você ouviu,

Dizem por aí... (repete)

Mas dizem por aí que ele é aquele por quem eu estou deixando você

.............................

* Tô legendando um documentário novo sobre o Borderline pra vocês, galera. Tá dando trabalho, mas vai valer a pena. Meu muito obrigada à Val, parceira pra me ajudar a terminar esta tarefa. Lindona, você não faz idéia do quanto é importante!! (my preshious... aiuheiauheiuhae)


Ah! Não se esqueçam: Vocês podem SIM criar uma vida que vale a pena ser vivida!!

Uma palavrinha rápida pra todo mundo:


Férias!


Não se esqueçam que esta é a última semana para concorrer ao livro "Pare de Pisar em Ovos" que o blog tá sorteando junto com a editora Fontanar. Regras na página SORTEIO!



7 de mar. de 2013

Eu e o amor borderline




Eu sempre tive relacionamento conturbados. Meu primeiro namorado morava em Curitiba e eu em Recife, nos conhecemos pela internet e eu acabei num arroubo me mudando para lá, apesar de nosso namoro estar em crise. Nossa vida foi extremamente difícil, eu tinha surtos onde ele tinha que me segurar para eu não correr pra janela me jogar, então eu o esmurrada, arranhava, batia na cara... Muitas vezes me cortava no braço com uma faca para poder suportar a dor. Hoje, olhando pra trás, vejo que todos estes acontecimentos estão relacionados com o TPB (transtorno de personalidade borderline), era um medo irracional de ser abandonada, de ficar sozinha numa cidade que eu não conhecia direito, ao mesmo tempo uma raiva louca quando ele ameaçava me deixar. comecei a fazer chantagens dizendo que se ele me deixasse eu me mataria (já havia tentado uma vez, quando ele me traiu). Isso me fazia muito mal, pois meu ego estava despedaçado pelo sentimento que alguém só estava comigo porque eu ameaçava me matar.

Um dia as ameaças não surtiram mais efeito, ele arranjou outra pessoa e me deixou. Fiquei um mês no quarto, com minhas companheiras que eu dividia apartamento a me alimentar na boca. Elas não me deixavam chegar perto nem de uma faca de pão, com medo de eu tentar suicídio de novo. Mas graças a Deus ele foi muito compreensivo comigo, eu ligava constantemente e ele me atendia, conversava, sem me dar esperanças, mas me ouvia... Então eu fui compreendendo que o relacionamento havia acabado, porém eu era importante para ele (eu tenho essa necessidade de saber meu valor pelo outro, meu julgamento não importa, até porque este vai ser com certeza depreciativo) e que seria para sempre. Voltei a estudar, pouco a pouco conseguia sair de casa. Ainda fiquei ligada a ele por um ano inteiro. Mandava presentes e deixava no apartamento dele, chorava constantemente, mas consegui trabalhar, recomeçar a vida.

Nesta época eu não estava em tratamento. Hoje, analisando, penso que foi o começo dos sintomas do TPB. A dor que eu sentia, não dá pra explicar. Cada briga nossa era épica, eu totalmente descontrolada, graças a Deus ele era bem calmo, pois se ele resolvesse revidar os tapas que eu dava na cara dele, eu estaria ferrada. Mas eu não sabia o que estava acontecendo. Pra mim, esta dor, este sofrimento absurdo era parte de mim, por "sentir tudo com muita intensidade". Eu havia feito terapia antes e, se eu tivesse sido diagnosticada, talvez muito seria evitado. Na verdade um bom pedaço de minha vida teria sido mais leve, sem este sofrimento que me perseguiu e me persegue até hoje. Não dá pra falar sobre a dor, o desânimo, a sensação de que estamos sozinhos e um desespero por isso...

E meu primeiro namorado, o que aconteceu? Ele hoje está casado, com a mulher pela qual ele me trocou. Sou extremamente grata pela paciência dele comigo, pela compreensão mesmo sem sabermos os porquês de minhas reações extremas. Acho que foi o namorado que mais me ajudou e hoje me dou conta disso, do fardo que ele carregava.

Mais um pouco da trilha sonora destes meus dias...

Adele - Turning Tables



5 de mar. de 2013

Devaneios no divã


Então, eu estava pensando... Tudo aconteceu porque eu tenho um comportamento borderline, então minhas reações são mais extremas que o normal?
Eu fiquei 5 anos num relacionamento com um cara que muitas vezes era grosso, não me apoiava em muita coisa, mandava eu me foder ou tomar no cu em discussões muito frequentemente, suportei 1 ano sem sexo (por neuras dele) sem traí-lo por medo de ficar sozinha, do abandono? Por que eu não fiz o que qualquer uma teria feito nessa situação, que seria EU terminar? Por que agora eu sofro e minha mente fica me pregando peças fazendo-me lembrar só dos momentos legais, para então sofrer miseravelmente?

Então ser Borderline é isso? É grudar nos amigos, é se sentir rejeitada ou mal-amada por qualquer "não" que falam? É se sentir incapaz no trabalho e logo depois muito mais capaz que os outros?
Não dá pra explicar como me sinto. Na verdade como sempre me senti. Como se eu não pertencesse a lugar nenhum. Faço um esforço imenso para me encaixar, mas no fundo sempre sei que meu lugar é lugar nenhum. Ou sou muito gorda, muito feia, pouco interessante, pouco inteligente ou muito inteligente, ou muito velha, ou nova demais ou...ou...

Coisas que a terapia faz com a gente. Fico pensando, lembrando das coisas que falei, (re)passando tudo como uma cena de filme em que assisto de longe para tentar entender de onde vem este sofrimento todo. Faz um mês que houve o término de meu namoro e ainda dói como se tivesse sido ontem. As lembranças são tão nítidas, a dor e tão real, outro filme passando na minha cabeça sem parar. Ele se mescla a tantas outras passagens da minha vida aonde tudo foi terrivelmente insuportável que eu pensava que a morte seria um presente.

Espero mais devaneios. Um de meus remédios acabou, a Quetiapina, meu antipsicótico amado. Não tenho receita, pois minha psiquiatra me deu as caixas e aparentemente ela não fez as contas direito. Ah claro, como devia ser, ninguém atende no consultório dela. Delícia. Alguém sabe as consequências disso?

Agora um pouquinho de Adele, que acompanhou minhas lágrimas de hoje. Acho que ela é a companheira perfeita das almas atormentadas e de corações despedaçados.