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Mostrando postagens com marcador dissociação. Mostrar todas as postagens
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9 de ago. de 2013
Dissociação
Postado por
Nathalia Musa
(post da minha colaboradora Perséfone!)
É bem difícil explicar esse sintoma, os que já tiveram devem entender melhor, mas pelo que pesquisei a experiência é bem de cada um.
Nós borders somos bem seletivos, eu sou o cúmulo da seletividade então escolho até memórias. Existem lapsos de memória meus que tem duração de meses, o maior foi de um ano. Onde estive durante esse tempo? Dissociada. A verdade é que sempre há algo que me incomoda tant na realidade que eu resolvo tirar "férias" de mim. Não é bem resolver por que não tem um processo pelo qual você consiga "ir".
Eu não bebo nem uso drogas, pelo menos as não prescritas, mas sou viciada em leitura. Quando a realidade começa a ficar sufocante eu começo a ler mais. Em doze dias li quinze livros. E eu comecei a viver os livros aquelas "realidades ficcionais" (bom paradoxo), se tornaram mais reais do que a minha realidade, de acordo com as pessoas a minha volta eu ficava lendo e dormindo, comia lendo e nem queria tomar banho. Dormia exausta, às vezes com enxaqueca vomitando, ler sem parar tem esse inconveniente. Eu não lembro ao certo o que aconteceu. Quando você tem uma convulsão, você se bate toda é capaz de arrancar a própria língua, as pessoas tem que te segurar e impedir você de serrar os dentes, quando passa você não lembra de nada, mas as pessoas ao seu redor estão chocadas e com medo de você, você vê os hematomas mas não sabe direito porque todos estão agindo como se você fosse quebrar, certo? Bem, a dissociação é assim.
Assustador, mas o que estou tentando aprender é a não precisar "adoecer" para sair de uma realidade sufocante. Se nós formos sinceros conosco e com os outros, dizer que aquela atitude te machuca, que você não suporta, é melhor do que "fugir". Muito difícil fazer isso, as outras pessoas não entendem o porquê de eu não suportar coisas tão normais. Mas eu não suporto e pronto. Ajuda se entender e se aceitar, pra isso é necessária a terapia.
.............................
como se acalmar usando a música!
Com mais de 500 mil exemplares vendidos somente nos EUA, "Pare de pisar em ovos" lida com um tema marcante nos dias atuais: o transtorno de personalidade borderline (TPB). Este livro busca entender este transtorno destrutivo, estabelecer limites e incentivar amigos ou familiares com o transtorno a deixar de lado comportamentos perigosos. Ele discute as últimas pesquisas sobre um problema caracterizado pelo limite das emoções e apresenta técnicas de comunicação e estratégias de enfrentamento para que o leitor possa equilibrar seu relacionamento com um borderline.
O Blog Borderline-Girl está sorteando, em parceria com a Editora Fontanar, dois exemplares deste livro. Para concorrer basta seguir estes passos:
- Curtir a página da Editora Fontanar e o Vivendo a Vida com Borderline
Vivendo a Vida com Borderline
Editora Fontanar
- Ser seguidor do blog Borderline-Girl
- Preencher e enviar o formulário na página SORTEIO.
O sorteio acontecerá dia 20/08!
Marcadores:dissociação,podcast,terapia dialética comportamental,TPB | 5
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8 de jun. de 2013
Sonhar com a realidade e viver o sonho (Dissociação)
Postado por
Miss Danielle de Barbarrac
Desde muito cedo eu sempre sonhei acordada. A dissociação se apresentou para mim por diversas formas e níveis.
Por tantas vezes viajei até as estrelas, bebi águas de fontes europeias, senti o calor desumano do sol árabe, senti o frio dos pólos ou nadei nas mais límpidas águas do pacifico. Tudo isso trancada em meu quarto.
Já tive muitos nomes, já revivi momentos bons milhares de vezes. Já adiantei acontecimentos futuros de qualquer época. Basta que eu me distraia um pouco e o tempo real deixa de existir. Minha vida vira um sonho e o sonho à realidade. O que é o sonho? O que é a realidade? Já não sei mais. Sinto o calor de um abraço ou a dureza de um murro realmente em minha pele. Dentro da minha mente existe um universo inteiro que não é menos digno do que o que vivo apenas diferente. Nele não me sinto sozinha, sou quem desejo ser. Tenho todo o carinho e atenção do mundo. Construo uma atmosfera rapidamente e ali me abrigo sob os beijos apaixonados de quem eu desejar.
Há também vezes que o que vejo não é necessariamente o que desejo. Quando eu era mais jovem acreditava ser “a enviada” e ter poderes mediúnicos. Ouvia vozes, diálogos e seres humanos ou não se materializavam frente a mim. Ter deixado de crer nisso não me fez parar de ver apenas transformou meu nome de “a enviada” para “a louca”.
Até hoje nenhuma das 9 escolas que estudei nunca deixou de exigir ou ao menos recomendar apoio psicológico durante o ano letivo – “apenas uma menina avoada” – pensavam meus pais, mal eles sabiam o tamanho daquilo e que só iria piorar...
Cheguei a desejar tomar algo que me fizesse entrar em coma profundo e que eu só acordasse quando esse mundo pudesse me aceitar e tivesse algo a minha altura para oferecer. Sabia que isso jamais aconteceria, não a parte do coma, mas a do mundo.
Por esse motivo desejei tantas vezes morrer. A pós-morte mesmo sendo um mistério para mim, ainda assim me parecia ter mais chances de felicidade plena que minha própria vida.
Realmente não espero que o mundo real deixe de existir, apenas desejo do fundo do coração poder gostar um dia da minha realidade e de mim mesma. Não um pouco, mas completamente.
Marcadores:comportamento borderline,dissociação | 4
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14 de mai. de 2013
Dissociação e o 'Não-Viver'
Postado por
Anônimo
Eu sou um robô. O que mais posso dizer? Eu sou um robô, sim senhor. Sou feita de carne, osso e vísceras, como toda gente. Mas sou um robô. Sinto-me assim e está difícil mudar isso. Estou no "modo automático" há muito tempo; penso, sinto, faço tudo automaticamente, como se todas as coisas perdessem o sentido para mim.
Frequentemente vejo mundo como se eu estivesse fora do meu corpo (sou um robô de alma livre). Eu cresço, eu diminuo e não dá mais para viver assim.
Sou um robô, sou irreal e preciso de ajuda.
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Por que estou contando meu caso, fato tão comum na TPB (a dissociação) e que certamente todos ou quase todos borders já passaram?
Porque às vezes nada é tão simples como se imagina e preciso escrever pra ser compreendida.
Quase 3 anos de tratamento e continuo cavando meu poço (cheguei no fundo dele há tempos). Meu quadro de dissociação é o grande vilão da minha história mal escrita. Das minhas inúmeras tentativas de suicídio, a maioria foi durante uma crise dissociativa.
Sei que algumas atitudes minhas pioram o quadro, como a bebida em excesso. Mas eu não tenho mais forças pra lutar, pra dizer não a uma lâmina, dizer que não quero a próxima dose de vodka... O apoio de minha família é essencial, mas inexistente.
No meu estado atual, uma internação seria mais que bem vinda e tenho consciência disso.
O que você acham? Como posso procurar essa ajuda sozinha?
P.S.: nunca pensei que era tão bom desabafar em um blog.
29 de abr. de 2013
Transtorno de Personalidade Borderline e a Dissociação
Postado por
Nathalia Musa
Critérios Diagnósticos para Transtorno da Personalidade Borderline:
Um padrão invasivo de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, auto-imagem e afetos e acentuada impulsividade, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos, como indicado por cinco (ou mais) dos seguintes critérios:
(1) esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginado.
Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5
(2) um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização
(3) perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento de self
(4) impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (por ex., gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, direção imprudente, comer compulsivamente).
Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5
(5) recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante
(6) instabilidade afetiva devido a uma acentuada reatividade do humor (por ex., episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade geralmente durando algumas horas e apenas raramente mais de alguns dias)
(7) sentimentos crônicos de vazio
(8) raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (por ex., demonstrações freqüentes de irritação, raiva constante, lutas corporais recorrentes)
(9) ideação paranóide transitória e relacionada ao estresse ou severos sintomas dissociativos
Resolvi fazer uma série de posts explicando cada um destes 9 itens, para que até eu possa compreender melhor o que tenho e que não tenho.
(9) Ideação paranóide transitória e relacionada ao estresse ou severos sintomas dissociativos
Você alguma vez já chegou em casa do trabalho sem lembrar como o fez? Você faz este trajeto tantas vezes que seu cérebro deixa seus olhos e reflexos dirigirem. Este sentimento de se estar "fora de si mesmo" é um tipo suave de dissociação.
Porém as pessoas que dissociam gravemente se sentem irreais, estranhas, dormentes ou desconectadas. Elas podem ou não lembrar o que aconteceu exatamente enquanto eles estavam "fora". O grau de dissociação pode variar de um trajeto trabalho-casa para dissociações extremas caracterizadas pelo transtorno de personalidades múltiplas, agora chamado Transtorno Dissociativo de Identidade.
Os indivíduos com TPB podem dissociar em diferentes níveis para escapar de sentimentos ou situações dolorosas. Quanto mais estressante for a situação, maior a chance da pessoa dissociar. Em casos extremos, pacientes com o TPB podem até perder contato com a realidade por um curto período de tempo. Se o borderline da sua vida reportar memórias de situações em comum que sejam diferentes das suas, dissociação pode ser uma explicação possível.
Karen (Bordeline)
"As vezes me sinto como um robô me movimentando. Nada parece real. Meus olhos se nublam, é como se um filme estivesse passando ao meu redor. Meu terapeuta diz que eu pareço perdida, como se eu estivesse desligada em um lugar onde nem mesmo ela pode me alcançar. Quando retorno, as pessoas me dizem que eu fiz ou disse certas coisas as quais não consigo me lembrar"
(fontes: PsiqWeb e o livro "Stop Walking on Egg Shells" - Paul T. Mason, MS e Randi Kreger)
* A pergunta que não quer calar: Sou uma border que dissocia? Acho que sim. Não nos níveis extremos relatados acima, porém eu tenho sim meu "lugar feliz" para onde vou quando não quero me lembrar de algo, principalmente antes de dormir, naqueles minutos que antecedem o sono, os quais não nos resta outra escolha senão pensar.
Neste lugar, eu sou quem eu quero e crio situações em minha mente que nunca aconteceriam na realidade. Sou magra, bonita, desejada por todos. As vezes estas criações são estórias românticas imaginadas somente por mim, onde aquele rapaz vai me arrebatar ao som de uma música arrebatadora ou quem sabe, meu ex vai acordar e perceber a pessoa maravilhosa que sou, vai me ligar pedindo desculpas e seremos felizes para sempre.
Então, neste meu mundo, não preciso pensar em problemas, em cortes, em lágrimas e na minha situação. Na verdade isso ocorre há muito tempo e eu achava que era simplesmente uma parte infantilizada de minha alma, que insistia em criar este mundo imaginário (o qual vivemos com frequência na infância) para me fazer sentir segura. quando eu estava bem não precisava deste recurso, pois minhas memórias eram agradáveis e podia me apegar a elas para dormir em paz. Porém quando tudo ficava mais negro eu me abrigava neste recurso de minha mente e lá ficava, aonde nenhum problema pudesse me alcançar. Ou as vezes até em situações cotidianas, como em um ônibus ou no trajeto de caminhada até o trabalho, principalmente se minha cabeça estava cheia.
Saber da dissociação me tirou pelo menos este peso de me sentir uma criançona que fica sonhando aos 33 anos com uma vida perfeita de filme de Hollywood para conseguir dormir. Sim, continuo recorrendo a isso. Mas quero conseguir dizer um dia que consegui fechar os olhos e pensar na minha vida real ou até mesmo nos meus problemas, sem que eles me tirassem o sono.
Neste lugar, eu sou quem eu quero e crio situações em minha mente que nunca aconteceriam na realidade. Sou magra, bonita, desejada por todos. As vezes estas criações são estórias românticas imaginadas somente por mim, onde aquele rapaz vai me arrebatar ao som de uma música arrebatadora ou quem sabe, meu ex vai acordar e perceber a pessoa maravilhosa que sou, vai me ligar pedindo desculpas e seremos felizes para sempre.
Então, neste meu mundo, não preciso pensar em problemas, em cortes, em lágrimas e na minha situação. Na verdade isso ocorre há muito tempo e eu achava que era simplesmente uma parte infantilizada de minha alma, que insistia em criar este mundo imaginário (o qual vivemos com frequência na infância) para me fazer sentir segura. quando eu estava bem não precisava deste recurso, pois minhas memórias eram agradáveis e podia me apegar a elas para dormir em paz. Porém quando tudo ficava mais negro eu me abrigava neste recurso de minha mente e lá ficava, aonde nenhum problema pudesse me alcançar. Ou as vezes até em situações cotidianas, como em um ônibus ou no trajeto de caminhada até o trabalho, principalmente se minha cabeça estava cheia.
Saber da dissociação me tirou pelo menos este peso de me sentir uma criançona que fica sonhando aos 33 anos com uma vida perfeita de filme de Hollywood para conseguir dormir. Sim, continuo recorrendo a isso. Mas quero conseguir dizer um dia que consegui fechar os olhos e pensar na minha vida real ou até mesmo nos meus problemas, sem que eles me tirassem o sono.
(post dedicado à minha marida Miss Danielle de Barbarrac)
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