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2 de jan. de 2015
A vida começa todos os dias.
Postado por
Nathalia Musa
(texto da colaboradora mascotinha Isabella. O blog dela é Borderline.Excessos)
Hoje, me questionei muito sobre o que eu iria falar para vocês, e depois de tantas perguntas e dúvidas, resolvi falar sobre o que tenho aprendido depois de ser diagnosticada Borderline. Vejo o quanto as pessoas sofrem por não saberem o que é esse transtorno de personalidade. E o que não acaba ajudando em nada é quem não nos entende. Perdi as contas de quantas vezes fiquei chateada e me sentindo frustrada pelo fato de que não somos todos iguais. Enfrentei muitas dificuldades na escola, não sou uma pessoa nem um pouco fácil de lidar, e com os confrontos que encontramos no nosso cotidiano muitas vezes não sabemos como lidar com eles!
Reparo muito na falta de informação e preconceitos que sofremos por algo que não sabemos ao certo o que está acontecendo com a gente. Não estamos tentando chamar atenção não é? Temos um transtorno e precisamos lidar com eles da mesma forma em que somos fortes para levantar e encarar a vida todos ou dias. Eu carrego um pequeno lembrete no corpo que diz "Love Yourself", e eu olho todos os dias e lembro que acima de tudo devo me amar, antes de amar alguém. Não vejo como um defeito ou problema a nossa forma de amar demais e sentir demais, a única coisa que precisamos é entender a si próprio. Precisamos ser lembradas pelas nossas vitórias, conquistas e pelo o que somos! Não vamos deixar que isso nos abale, e sabe por quê? Porque somos únicos, e não há nada no mundo que possa nos fazer mal se você também não se machucar. Vejo o quanto eu cresci e amadureci depois desses dois anos de diagnóstico. Quantas batalhas vencidas e quantas vezes eu tive que pedir ajuda, porque ser orgulhosa nesse momento não vai ajudar.
O tratamento deve ser levado a sério, assim, podemos ter controle e levar a vida e não ela nos levar. Tente pensar em como você quer se ver, pensou? Eu quero ver todos(as) vocês cada vez melhor, vamos pensar mais antes de tomar atitudes que não vão nos trazer benefícios. Não é algo fácil, mas a gente consegue, e uma única certeza que eu tenho, é que tudo vai passar, hoje não vai ser como amanhã e assim em diante. Então levante da cama com a mesma certeza que eu tenho, existem frustrações, dias ruins, nos decepcionamos mas também temos nossos dias bons, sorrimos, e temos a chance de começar tudo novamente no dia seguinte. Quando eu ganhei alta do internamento uma pessoa muito importante me disse uma frase que eu coloco no meu despertador para ver sempre que acordo, "A vida começa todos os dias" (Érico Verissimo)
E ai, como vai começar seu dia amanhã?
Quero ver todos(as) bem, Beijão.
Marcadores:colaboradores,terapia | 5
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1 de dez. de 2014
Princesa Borderline - depoimento (e mais uma colaboradora!)
Postado por
Nathalia Musa
(texto de Isabella, nossa nova colaboradora)
Nada melhor do que eu mesma para relatar essas idas e vindas que ocorrem no cotidiano complexo dessa jovem digamos que "perturbada" pelas próprias lembranças e frustrações.
Digamos que ela segue uma mistura de fada encantada com a bruxa da branca de neve - não que isso seja bom, claro que não é nada bom - mas para ela era uma virtude que poucos infelizes conseguem ter. Mas ela conseguia driblar tudo e todos com seu jeito e suas manias, mas, a única coisa que ela realmente queria era atenção - e ela tinha - era algo diferente, como de costume não era algo comum, ou no fundo era, mas não para ela.
Quando era uma doce criança já enfrentava problemas com as pessoas, ai que vem a pergunta - por causa dela ou dos outros? - Ainda não sei, ninguém sabe, ou pelo menos não quer realmente saber. Ela não conseguia se achar maligna, afinal, como alguém consegue ser maligna com 6 anos? Nos mais aguardados filmes de terror isso sempre foi possível, mas não é uma coisa ocasionalmente pensada, apesar de que os pais sempre aguardam que seus filhos sejam perfeitos... Acontece, que nem toda criança quando lida com os primeiros confrontos faz tudo da maneira mais indicada.
Apesar das idas a psicóloga ou os encontros fervorosos de família, Isa ainda não via nada de tão diferente no seu jeito de ser. Criada pelos pais até os 13 anos, e depois foi morar com sua mãe em um condomínio no centro da cidade, sem conviver com o pai e sua família por quatro anos, o que podemos dizer? Muita coisa muda em quatro anos não é?
A convivência com sua mãe era muito boa, ela era sua melhor amiga, e a jovem sentia muito orgulho da mãe, tanto pela pessoa que era e sem dúvidas a determinação da mãe. Depois da morte de sua avó, tempo difícil, as duas resolveram ajudar uma a outra. Depois desse tempo o pai de Isa ao rever a filha, encontrou uma moça tatuada, que fumava e bebia, e ainda por cima ficava com meninas. Esse primeiro contato não foi a melhor coisa do mundo, mas depois que ele levou a filha em uma clínica psiquiátrica a 1500 km de distância, deve ter levado o um baita susto e resolveu fazer o papel de pai uma vez por semana.
A adolescência não é o melhor período da vida, mas é com ele em que descobrimos quem somos, e foi aí em que começa o tormento e o sangue. A jovem começou a ir em um psiquiatra a pedido da mãe, ao ver que sua filha precisava de ajuda, um tratamento foi iniciado e ela ia ao médico de 15 em 15 dias...
Um tratamento longo, até chegarem a conclusão depois de dois anos que ela tinha um transtorno de personalidade, chamado Borderline. Não era nada fácil para ela entender o que era isso, mas com várias pesquisas na internet e com a ajuda de sua mãe as coisas começaram a se encaixar, com duas tentativas de suicídio nada agradáveis, dias sofridos, automutilação, noites sem dormir, crises, ela resolveu ir se internar. Como ela mesmo dizia "todos deveriam passar por essa experiência", torno das palavras dela as minhas.
Não é a vida que uma garota de dezessete anos queria, mas ela tentava tirar as coisas boas do momento em que estava, depois de ganhar alta ela começou a encarar os fatos de uma maneira mas coerente, por mais que acabava se frustrando uma vez ou outra. Depois disso, ela recebeu um tiro pelas costas da pessoa que ela mais amava, ela parou, e pensou o que ela deveria fazer naquele momento. Ela ergueu a sua cabeça e foi em diante.
E tudo ficou feliz para sempre? Não, ela passava por provas todos os dias de sua vida, por um tempo resolveu ficar afastada de tudo, ficar na sua cama, ver seu filme, curtir sua gata Amy e aproveitar o que ela tinha para aproveitar nos dias atuais.
Ela não era nenhuma princesa de contos de fada, era uma guerreira, graças ao apoio e carinho de sua mãe que acreditou nela até quando a própria Isabella deixou de acreditar.
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2 de dez. de 2013
Amor, Paciência e Persistência.
Postado por
Nathalia Musa
(texto da linda da Paula Sophia, que não conseguiu postar semana passada e eu só parei pra postar hoje...)
Décadas se passam desde que ouvi uma das maiores lições do meu avô... uma lição que trouxe pra minha vida inteira e que guiou meus passos na senda das relações humanas ao longo da vida...
_”O amor, minha filha, é feito de uma combinação única de cinco coisas.... Respeito, cumplicidade, companheirismo, amizade e confiança. Se faltar uma dessas coisas, pode dar o nome que quiser, mas amor não é...”
Sábio, sem dúvidas... No entanto, hoje eu agregaria outras duas coisas para a receita exata desta pretensa racionalização do amor...
Eu, hoje, agregaria a PACIÊNCIA e a PERSISTÊNCIA como itens importantes da constituição básica do amor... Não, eu não estou tratando de amor maternal ou filial... estou falando sim do amor de desejo... aquele que acontece entre um casal... Seja hétero ou gay, estes são sim itens importantes na composição do que se pode reconhecer como amor... Vejo por mim mesma.... anos de amor por uma mesma mulher... inúmeras tentativas de dar termino à relação... e sempre o mesmo velho amor cheio de astúcia nos punha novamente uma nos braços da outra... Por que tentávamos nos afastar? Ah... pelas mesmas razões que todo mundo.... porque uma sem a outra perde o motivo pra lutar... porque é mais fácil viver sem luta... Ainda que haja muito menos mérito na vivência de não amar por comodismo, é inegavelmente mais fácil... infinitas vezes mais calmo do que a avalanche de sentimentos e situações que a insistência no amar por simplesmente amar nos impõe... E foram elas.... a persistência de um amor que se negava a morrer e a paciência que só quem também sente coisas únicas e inexplicáveis tem com quem ama e faz coisas doidas.... Ah essa vida insana.... Ah esse amor que não se extingue... Ah.... não se extingue porque tem 7 pontos de apoio em vez de 5.... Ah o avanço... Veja Seu Walter.... até mesmo o amor evoluiu com o tempo...
Marcadores:amor,colaboradores,devaneios | 1 comentários
13 de nov. de 2013
Do pensamento e da ação
Postado por
Paula Sophia Ávila
Quem nunca pensou fazer algo que honestamente não faria?
Pular de bungee jump quando tem medo de altura..
Atravessar um rio quando não sabe nadar...
Amar sem ser amado....
Opa!
Amar sem ser amado?
Sim... Amar sem ser amado é uma escola que poucos de nós faríamos conscientemente...
Mas inconscientemente uma vez ou outra escolhemos por amar sozinhos...
Mas amar sozinho não quer dizer que a outra pessoa não queira amar.... algumas vezes é simplesmente uma impossibilidade diante de coisas simples... O mapa que não contribui... ou a família que enche o saco... ou a inviabilidade de comunicação... ou a dificuldade de expor sentimentos... ou em outros casos a simples imaturidade dos sentimentos e do entendimento do próprio eu....
Atravessar um rio quando não sabe nadar...
Amar sem ser amado....
Opa!
Amar sem ser amado?
Sim... Amar sem ser amado é uma escola que poucos de nós faríamos conscientemente...
Mas inconscientemente uma vez ou outra escolhemos por amar sozinhos...
Mas amar sozinho não quer dizer que a outra pessoa não queira amar.... algumas vezes é simplesmente uma impossibilidade diante de coisas simples... O mapa que não contribui... ou a família que enche o saco... ou a inviabilidade de comunicação... ou a dificuldade de expor sentimentos... ou em outros casos a simples imaturidade dos sentimentos e do entendimento do próprio eu....
Agora... se tudo fica difícil quando se está sozinho, pq temos tamanha dificuldade em partilhar?
A verdade é que a cultura pedagógica e psicológica da constituição da nova família tem moldado homens e mulheres cangurus... Sim cangurus.... pq cangurus tem dificuldade de romper os laços com a família e estruturar vínculos com o parceiro... e... por mais complexa que seja a relação no ambiente familiar não é raro que os membros da geração canguru tenham um receio tão grande de repetir erros que se sintam paralisados diante das opções...
Conversando com uma amiga psicóloga tocamos no assunto e, bem, isso é algo pra se pensar.... pq somos tomados por um terror tão grande qdo a situação pede uma definição?
Pq o medo de sermos frustrados nos impede de tentar???
Pq nos permitimos ser soterrados debaixo de tanto medo de errar?
A verdade queridos... é que não existe verdade absoluta nem neste caso nem em caso nenhum...
A verdade queridos... é que a coerência entre o pensamento e a ação é a real escolha...
Que saibamos escolher entre o medo de errar e a coragem de dar-se ao risco....
A verdade é que a cultura pedagógica e psicológica da constituição da nova família tem moldado homens e mulheres cangurus... Sim cangurus.... pq cangurus tem dificuldade de romper os laços com a família e estruturar vínculos com o parceiro... e... por mais complexa que seja a relação no ambiente familiar não é raro que os membros da geração canguru tenham um receio tão grande de repetir erros que se sintam paralisados diante das opções...
Conversando com uma amiga psicóloga tocamos no assunto e, bem, isso é algo pra se pensar.... pq somos tomados por um terror tão grande qdo a situação pede uma definição?
Pq o medo de sermos frustrados nos impede de tentar???
Pq nos permitimos ser soterrados debaixo de tanto medo de errar?
A verdade queridos... é que não existe verdade absoluta nem neste caso nem em caso nenhum...
A verdade queridos... é que a coerência entre o pensamento e a ação é a real escolha...
Que saibamos escolher entre o medo de errar e a coragem de dar-se ao risco....
Boa sorte em suas escolhas enquanto tento descobrir qual será a minha....
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