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Mostrando postagens com marcador Evanescence. Mostrar todas as postagens
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24 de abr. de 2013
Música Borderline: Evanescence - Bring me to Life
Postado por
Nathalia Musa
* Frustrada, chateada, sem muito a dizer, até porque a música diz tudo. Amy Lee, ainda dando voz aos corações desesperados.
Bem, se alguém notou, coloquei uma Like Box aí do lado, com uma Fan Page que a Tadlla criou pra mim e para ela, já que eu não entro no Facebook. Curtam e me contam como tá e se falta alguma coisa, por favor.
Falando nisso, motivo numero dois da frustração é o fato de que eu queria mudar meu template do blog. Não achei nenhum que gostasse (queria preto, mais a ver com meu humor e com 3 colunas) e quem me ajudava nestes casos de internet/web era... Meu ex. Agora eu não tenho ele e tenho que me contentar com este mesmo, duas colunas...
Ah. comecei a postar no Projeto Burlive, iniciativa legal de duas garotas que resolvi colaborar. Vale a pena a visita.
Marcadores:Burlive,Evanescence,músicas Borderline | 4
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15 de mar. de 2013
Cortando a dor.
Postado por
Nathalia Musa
"...Eles descrevem estas situações como algo feito para dar alívio a um intenso mal-estar interno, uma mistura de vazio e angústia de caráter extremamente desconfortável..."
"...Existem diversos estudos investigando os tipos de substâncias liberadas pelo corpo em resposta a esse tipo de agressão (autoflagelo), bem como seus efeitos de metabolismo cerebral. Esses pesquisas visam buscar um entendimento, bem como uma justificativa fisiológica, para este comportamento."
(Corações Descontrolados - Ana Beatriz Barbosa Silva)
Apesar dos comentários sobre a leveza de meu post anterior, infelizmente chega o final de semana e eu fico mais sombria. Vou falar sobre algo que aconteceu esta semana e que eu omiti porque valia um post inteiro.
Segunda passada fui para o meu apartamento (lembrem-se que estou na casa de minha mãe) cuidar de meus gatos, mas desta vez fiquei sozinha, pois minha mãe tinha que ir para uma consulta. foi simplesmente horrível. A casa respirava lembranças de uma vida que não tenho mais, de sonhos desfeitos, expectativas mortas... E é claro, lembranças de meu ex. É como se ele estivesse pela casa toda, como um fantasma, a me lembrar de momentos felizes e infelizes, uma presença invisível de um amor que eu tenho ainda em meu peito.
Chorei descontroladamente. Tentava me acalmar fumando um cigarro atrás do outro, mas a dor era muito maior que a nicotina. Sentei-me no chão, sem forças, sabendo que precisava me levantar, mas cada vez que eu olhava em volta enxergava os sorrisos que eu nunca mais dei. E então procurei a minha faca mais amolada. Parecia que era destino, não a encontrava em lugar nenhum, sabia que minha mãe chegaria a qualquer instante e eu precisava ser rápida. Como não achava a faca, cravei as unhas com toda a força no meu braço. Então a encontrei, mas não para me matar, mas para me cortar. Fiz 3 cortes no braço esquerdo, sem serem muito profundos.
Eu havia me esquecido de como era. A última vez que fiz isso foi há mais de 10 anos. A dor física foi como um bálsamo pra minha dor, o ardor dos cortes conseguiram desviar minha atenção e por um momento fugaz eu me senti bem. Viva. É como se fosse uma droga. A dor me acalmou. E quanto mais ardia, melhor era. Me lembrava que eu ainda tenho sangue. que não sou um corpo oco que vive grande parte do dia imersa em sofrimento. Naquele momento não havia ex-namorado, emprego perdido, falta de dinheiro. Havia eu e meu braço cortado.
Minha mãe chegou minutos depois e não notou nada. Eu tenho arranhões na mão por conta dos gatos, então alguns cortes mais profundos passaram despercebidos. Obviamente ela viu minha cara inchada de choro, porém nada perguntou naquele momento.
Hoje olho para os meus cortes e lembro da angústia seguida de alívio. Lembro que o final de semana ainda está começando. Quando será a próxima vez?
Minha mãe chegou minutos depois e não notou nada. Eu tenho arranhões na mão por conta dos gatos, então alguns cortes mais profundos passaram despercebidos. Obviamente ela viu minha cara inchada de choro, porém nada perguntou naquele momento.
Hoje olho para os meus cortes e lembro da angústia seguida de alívio. Lembro que o final de semana ainda está começando. Quando será a próxima vez?
"Darling, I forgive you after all
anything is better than to be aloneand in the end I guess I had to fall
always find my place among the ashes"
(Lithium - Evanescence)
Marcadores:amor borderline,automutilação,Evanescence,música,relacionamentos,TPB | 9
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