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31 de mar. de 2014

Minha querida esposa “Borderline”




Hare Krishna! a todos.” Com muito gosto, ai vai o meu relato ou até mesmo desabafo. E, se de alguma forma isto puder ajudar outros que passam por estas fazes e tem ''boderlaines'' na família, ficarei muito feliz.

''Tenho 53 anos e morava só, já há uns 11 anos. Não sei se é ''karma'', mas este tipo de pessoas de comportamento, até então, estranho para mim, sempre acabava de uma forma ou de outra se hospedando aqui em casa por alguns dias. Alguns, até muito violentos, outros mais amenos. Bom, vou tentar ser breve: Em setembro do ano passado acabei hospedando uma garota (irmã de fé), aqui em casa. E, o que me chamou a atenção, por ela ser bem jovem, foi a sua profunda falta de vontade em querer viver , muito depressiva, e as vezes até me agredia sem motivos aparentes para isto. Graças á ''Deus'', procurando na internet respostas para os maus tratos dela, acabei achando estes vídeos maravilhosos que vocês postam, acabei descobrindo que ela é ''borderlaine'', hoje estamos casados e temos seu site como terapia e estudamos nele juntos para melhorar nossa convivência aqui em casa. Pois, o terapeuta que fomos procurar, não nos passou a devida confiança e respeito, por isso o abandonamos. Bom, o intuito de eu estar escrevendo é para que todos saibam que estar casado com uma garota ''borderlaine'', não é só sofrimentos. Posso relatar duas ou mais vantagens muito boas neste tipo de relacionamento.: neste relacionamento não há traição, pois a pessoa ''borderlaine'' precisa muito se espelhar e ter como guia a pessoa amada, pois ela mesmo não tem uma personalidade definida, por isso ama o parceiro com muita intensidade. A “borderlaine” é altamente carinhosa com o esposo, vive 24 horas dando e necessitando de amor (só para ter uma ideia, em oito meses de casado, fazemos ''aquilo'' todos os dias). A companheira ''borderlaine'' nunca vê defeitos em você, (infelizmente vê muitos nela mesma), e ela vai fazer de tudo para agradá-lo pois, para ela, só em pensar em perder o amado lhe é causa de profundo sofrimento. Torna-se um mundinho só de dois. A impressão que dá, é que a pessoa ''borderlaine'' tem 3 ou 4 anos de idade, que é uma das melhores fazes de se lidar com a criança; é só procurar compreender e ouvir seus queixumes (que não são poucos); nunca falar palavras que a ponha pra baixo ou que poda aquilo que é muito útil pra ela (óbvio que olhando também o interesse de ambos).

Enfim, temos nisto uma rara oportunidade dada por Deus de ser útil. Cuidar, preocupar-se, passar amor, fazer com que muitas coisas que achamos de suma importância na vida, na verdade, não nos faz viver melhor e ainda tomam todo o nosso tempo . Esta é uma oportunidade de ser realmente útil para alguém que precisa muito de sua atenção, é de suma importância e muito gratificante também. Pode parecer até aproveitar-se da situação da ''borderlaine'' mais, a coisa mais incrível que noto até agora é que, a ''borderlaine'', por mais irritante que seja as vezes, é a única mulher que tem a capacidade de retribuir triplamente ''o amor '' que lhe é recebido do amado ''. Estou, até agora, e se Deus quiser por toda vida, ''muito feliz'' com o relacionamento com uma ''borderlaine. Na hora das crises, para o meu acalento e também do dela, vemos o vídeo ''borderlaine amigos e parentes'' no youtube, ele é muito confortante e instrutivo, assim como sua pagina também, Eilan. Muito obrigado mesmo. Sim, só mais uma coisa, você que entende, porquê não faz um site chamado: ''Borderlaine: a melhor mulher do mundo. A única mulher que retribui (mesmo depois das crises nervosas) o triplo de amor que um homem precisa ''. 

“Hare Krishna” minha irmã, Muito obrigado ''.

*********************************

* Essa foi uma dos emails mais lindos que já recebi. Sem palavras.

Hare Krishna!


2 de dez. de 2013

Amor, Paciência e Persistência.


(texto da linda da Paula Sophia, que não conseguiu postar semana passada e eu só parei pra postar hoje...)


Décadas se passam desde que ouvi uma das maiores lições do meu avô... uma lição que trouxe pra minha vida inteira e que guiou meus passos na senda das relações humanas ao longo da vida... 

_”O amor, minha filha, é feito de uma combinação única de cinco coisas.... Respeito, cumplicidade, companheirismo, amizade e confiança. Se faltar uma dessas coisas, pode dar o nome que quiser, mas amor não é...”

Sábio, sem dúvidas... No entanto, hoje eu agregaria outras duas coisas para a receita exata desta pretensa racionalização do amor...

Eu, hoje, agregaria a PACIÊNCIA e a PERSISTÊNCIA como itens importantes da constituição básica do amor... Não, eu não estou tratando de amor maternal ou filial... estou falando sim do amor de desejo... aquele que acontece entre um casal... Seja hétero ou gay, estes são sim itens importantes na composição do que se pode reconhecer como amor... Vejo por mim mesma.... anos de amor por uma mesma mulher... inúmeras tentativas de dar termino à relação... e sempre o mesmo velho amor cheio de astúcia nos punha novamente uma nos braços da outra... Por que tentávamos nos afastar? Ah... pelas mesmas razões que todo mundo.... porque uma sem a outra perde o motivo pra lutar... porque é mais fácil viver sem luta... Ainda que haja muito menos mérito na vivência de não amar por comodismo, é inegavelmente mais fácil... infinitas vezes mais calmo do que a avalanche de sentimentos e situações que a insistência no amar por simplesmente amar nos impõe... E foram elas.... a persistência de um amor que se negava a morrer e a paciência que só quem também sente coisas únicas e inexplicáveis tem com quem ama e faz coisas doidas.... Ah essa vida insana.... Ah esse amor que não se extingue... Ah.... não se extingue porque tem 7 pontos de apoio em vez de 5.... Ah o avanço... Veja Seu Walter.... até mesmo o amor evoluiu com o tempo...
13 de nov. de 2013

Do pensamento e da ação




Quem nunca pensou fazer algo que honestamente não faria?
Pular de bungee jump quando tem medo de altura..
Atravessar um rio quando não sabe nadar...
Amar sem ser amado....
Opa!
Amar sem ser amado?
Sim... Amar sem ser amado é uma escola que poucos de nós faríamos conscientemente...
Mas inconscientemente uma vez ou outra escolhemos por amar sozinhos...

Mas amar sozinho não quer dizer que a outra pessoa não queira amar.... algumas vezes é simplesmente uma impossibilidade diante de coisas simples... O mapa que não contribui... ou a família que enche o saco... ou a inviabilidade de comunicação... ou a dificuldade de expor sentimentos... ou em outros casos a simples imaturidade dos sentimentos e do entendimento do próprio eu....

Agora... se tudo fica difícil quando se está sozinho, pq temos tamanha dificuldade em partilhar?

A verdade é que a cultura pedagógica e psicológica da constituição da nova família tem moldado homens e mulheres cangurus... Sim cangurus.... pq cangurus tem dificuldade de romper os laços com a família e estruturar vínculos com o parceiro... e... por mais complexa que seja a relação no ambiente familiar não é raro que os membros da geração canguru tenham um receio tão grande de repetir erros que se sintam paralisados diante das opções...

Conversando com uma amiga psicóloga tocamos no assunto e, bem, isso é algo pra se pensar.... pq somos tomados por um terror tão grande qdo a situação pede uma definição?
Pq o medo de sermos frustrados nos impede de tentar???
Pq nos permitimos ser soterrados debaixo de tanto medo de errar?
A verdade queridos... é que não existe verdade absoluta nem neste caso nem em caso nenhum...
A verdade queridos... é que a coerência entre o pensamento e a ação é a real escolha...

Que saibamos escolher entre o medo de errar e a coragem de dar-se ao risco....
Boa sorte em suas escolhas enquanto tento descobrir qual será a minha....

26 de ago. de 2013

Música Borderline: Rumour Has It - Adele


* Rá. Espírito Adele hoje, DI-VA maravilhosa. Essa música arrasa e não tem a mensagem "você me deixou e eu vou morrer."

RUMOUR HAS IT 




Dizem Por Aí

Ela, ela não é real,
Ela não vai ser capaz de te amar como eu irei,
Ela é uma estranha,
Você e eu temos história,
Ou você não se lembra?
Claro, ela tem tudo,
Mas, querido, isso é realmente o que você quer?

Abençoe sua alma, você tem sua cabeça nas nuvens,
Ela te fez de tolo,
E, garoto, ela está te deixando para baixo,
Ela fez seu coração derreter,
Mas você está frio até sua alma
Agora dizem por aí que ela não tem mais o seu amor

Dizem por aí (8x)

Ela tem metade da sua idade,
Mas eu acho que essa é a razão pela qual você ficou,
Ouvi dizer que você tem sentido minha falta,
Você tem dito coisas ás pessoas que não deveria
Como quando nos arrastamos e ela não está por perto,
Você não ouviu os rumores?

Abençoe sua alma, você tem, você está com cabeça nas nuvens,
Você me fez de tola
E, garoto, você está me deixando para baixo,
Você fez meu coração derreter, mas eu estou com frio até a alma,
Mas dizem por aí que eu sou aquela por quem você a está deixando

Dizem por aí (8x)

Todas estas palavras sussurradas em meu ouvido,
Conte uma história que eu não suporto ouvir,
Só porque eu disse isso, não quer dizer que eu quis dizê-lo,
As pessoas dizem coisas malucas,
Só porque eu disse isso, não significa que eu quis dizê-lo,
Só porque você ouviu,

Dizem por aí... (repete)

Mas dizem por aí que ele é aquele por quem eu estou deixando você

.............................

* Tô legendando um documentário novo sobre o Borderline pra vocês, galera. Tá dando trabalho, mas vai valer a pena. Meu muito obrigada à Val, parceira pra me ajudar a terminar esta tarefa. Lindona, você não faz idéia do quanto é importante!! (my preshious... aiuheiauheiuhae)


Ah! Não se esqueçam: Vocês podem SIM criar uma vida que vale a pena ser vivida!!

Uma palavrinha rápida pra todo mundo:


Férias!


Não se esqueçam que esta é a última semana para concorrer ao livro "Pare de Pisar em Ovos" que o blog tá sorteando junto com a editora Fontanar. Regras na página SORTEIO!



23 de ago. de 2013

Sobre amores e brisas.




Hoje me peguei assistindo Malhação. Acho que estou em uma fase carente, devido ao restabelecimento de uma cirurgia, então fico imaginando como seria bom ter um colo ou alguém para me mimar um pouco.

Porém aí que mora o perigo. Assistindo as cenas melosas dos novos mocinhos da novelinha adolescente, me ocorreu que eu só busco este tipo de amor idealizado: aquele que o mocinho fica com a mocinha, a cobre de beijos apaixonados e nunca, nunca mesmo a magoa. Acontece que todo mundo magoa todo mundo, intencionalmente ou não. Não somos perfeitos e as comédias românticas são tão perfeitas porque não mostram o depois, o dia-a-dia, a convivência com os pequenos detalhes diários que compõe a nossa vida.

Não estou classificando isso como um sentimento border, mas como uma falta de maturidade de minha parte, a de ficar almejando este amor idealizado, onde o romance está presente 24 horas por dia. 

Acho que é aí que o borderline entra. Ou é perfeito ou é horrível. Tenho aquela mania de acreditar que só meu relacionamento passa por altos e baixos, e que não deveria ser assim porque amor quando é amor a gente tem que ficar junto sempre e... É mesmo? Analisando agora, como deve ser cansativo mesmo não ter tempo de sentir saudade, de fazer as pazes, de ficar ansiosa depois de uma longa separação? E como deve ser incrivelmente bom não achar que o parceiro vai nos abandonar pra sempre a cada discussão onde ele sai batendo a porta.

Fiz muito pouco isso, mas lembro que todas as vezes que deixei meus parceiros livres eles voltaram pra mim por si só, e para minha total surpresa. Pois achamos que eles nos fazem um favor estando conosco, pois não somos dignas. Aí que entra essa obsessão por este amor romântico, pois nas telas, naquele mundinho imaginário que dura algumas horas de filme, eles não se desgrudam e preferem a morte à uma vida de separação. Mais ou menos como Romeu e Julieta que, numa sacada fantástica da minha marida Miss Danielle, com certeza eram borders. Quem mais vocês conhecem que se apaixonam instantaneamente no instante em que trocam olhares e que o amor que nasce é tão grande e forte que os faz mandar a merda uma rixa antiga de família?

É... mas eles morreram né? Porque, sendo borders, não durariam uma semana. Ainda mais naquela época que tudo era resolvido na base da faca, Julieta ia dar um escândalo público em cima da primeira priminha abusada que olhasse pro Romeu por mais de 2 segundos e Romeu ia tirar as tripas da mucama dela por ciúme, porque ela falava mais com Julieta do que ele...

Exageros a parte. Tenho que aprender que amor não é tempestade, é mansidão, é perene, é calmo. sou acostumada a loucos sentimentos e intensidade por deveras exagerada, então acho que não reconheço amor quando vejo um. Pois se sou vendaval, ser brisa é sonho distante. Quero ser uma, todavia. Quero ser vento fresco e necessário e não me sentir na obrigação de chover com raios e trovões ao menor perigo.

Quero amar ser eu. Pra poder ter outro vento soprando comigo sem ter medo que ele vá balançar os cabelos de qualquer outra moça, pois saberei que as correntes nos manterão juntos mesmo que separados. E que se ele resolver soprar em outro lugar, bem, e daí? Eu vou saber, e gostar, de voar sozinha.


...................................



Com mais de 500 mil exemplares vendidos somente nos EUA, "Pare de pisar em ovos" lida com um tema marcante nos dias atuais: o transtorno de personalidade borderline (TPB). Este livro busca entender este transtorno destrutivo, estabelecer limites e incentivar amigos ou familiares com o transtorno a deixar de lado comportamentos perigosos. Ele discute as últimas pesquisas sobre um problema caracterizado pelo limite das emoções e apresenta técnicas de comunicação e estratégias de enfrentamento para que o leitor possa equilibrar seu relacionamento com um borderline.

O Blog Borderline-Girl está sorteando, em parceria com a Editora Fontanar, dois exemplares deste livro. Para concorrer basta seguir estes passos:

- Curtir a página da Editora Fontanar e o Vivendo a Vida com Borderline


- Ser seguidor do blog Borderline-Girl
- Preencher e enviar o formulário na página SORTEIO.

O sorteio acontecerá dia 31/08!


22 de jul. de 2013

Música Borderline: Pain - Three Days Grace


"Porque eu prefiro sentir dor do que não sentir nada..."



E já que estamos falando de amor, segue um texto de uma blogueira (adoro os textos dela!) convidada Thaís Morrison, do Cabaré-Verde, blog muito bom!

10 razões para não acreditar no amor

Ser borderline é ter seu dia destroçado por um único gesto. 
Mínimo, pequeno, insignificante para muitos.
Mas não, Thais, não estrague o dia. 
Deixe de ser doente. 
Deixe de ser sentimentalmente barata. 
Não frite a carniça do seu coração para dar aos urubus. 
Não seja egoísta, você tem amor próprio (?) Ou deveria. 
Não precisa de migalhas, de carinhas felizes. 

Ah, Thaís, sempre se doando
Sempre se perdendo
Sempre deixando você para ser outro
que nunca deixará de ser ele mesmo.

Quem quiser publicar um texto aqui, mande!


8 de jul. de 2013

Música Borderline: Can't take my eyes off you - Lauryn Hill

Diva Lauryn Hill cantando uma das minhas músicas favoritas. Ela lembra meu melhor amigo, que está longe em Londres hoje. Eu cantava esta música pra ele brincando. Vamos tentar começar a semana de melhor humor.

Coloquei ela como Borderline por mostrar este sentimento da gente precisar tanto assim de quem amamos. Mas serve de música romântica também, para os mais otimistas de plantão.




TRADUÇÃO:

(versão original por Frank Valli)

Não Posso Tirar Os Meu Olhos de Você

Você é lindo demais para ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você.
Você seria como o céu para tocar,
Eu quero tanto te abraçar.
Finalmente o amor chegou
E agradeço a Deus que estou viva.
Você é lindo demais para ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...

Perdoe o jeito como eu fico,
Não existe nada mais para se comparar.
A sua visão me deixa fraco,
Não sobram palavras para falar.
Mas se você sente-se como eu me sinto,
Por favor, deixe-me saber que é real.
Você é lindo demais para ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...

Eu te amo, baby, e se está tudo bem,
Eu preciso de você, baby, para aquecer as noites solitárias.
Eu te amo, baby, acredite em mim quando eu digo...
Oh, coisinha linda, não me deixe deprimida, eu imploro
Oh, coisinha linda; agora que eu te encontrei, fique
E me deixe te amar, baby, me deixe te amar...

Você é lindo demais para ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você.
Você seria como o céu para tocar,
Eu quero tanto te abraçar.
Finalmente o amor chegou
E agradeço a Deus que estou viva.
Você é lindo demais para ser verdade,
Não consigo tirar meus olhos de você...

* Ah, claro, e para quem não viu o primeiro vídeo do blog, vamos lá, assistam, curtam se gostaram e me mandem sugestões! :)


22 de jun. de 2013

Você tem saudade do quê?




REPORTAGEM DA REVISTA MARIE CLAIRE - JUNHO/2013

"Saudade é um pouco como fome. só passa quando se come a presença." A frase da escritora Clarice Lispector expressa o vazio deixado pelo fim de um grande amor. Não importa o tempo que passou ou se o presente já tem uma nova companhia. Às vezes, um perfume no ar, um olhar, evoca alguém que parecia tão distante e ainda nos toca. É um vazio que, como diz Lispector, faz que nos sintamos privados de um alimento essencial. E com ele vem uma série de perguntas inevitáveis: será que o amor ainda não acabou? Vale a pena procurá-lo ou é melhor deixar quieto? Nesse caldeirão de sentimentos, segundo a psicoterapeuta Lúcia Rosenberg, cabe tanto a satisfação de saber que se viveu uma relação importante quanto a raiva por ela ter acabado. "Mesmo quem tomou a iniciativa da separação pode sofrer com a falta do ex",diz a especialista. "E não sentimos saudade só do outro, mas também de nós mesmos e dos pontos que o outro iluminava na gente", afirma Lúcia.

Para ela, é importante ter bons momentos para lembrar. Isso ajuda a curar a ferida da ruptura. "O que está dentro do seu peito ninguém rouba. O problema é quando a pessoa não se conforma, troca o parceiro pela ferida, casa com ela e chama de saudade o que na verdade é tortura", opina a especialista. Então, nada de ficar ouvindo a música predileta do casal ou vasculhando a vida do ex na web. Uma dose de recolhimento e amor-próprio ajudam, e a presença de amigos é um bálsamo na temporada de luto do amor, que dura, em média, dois anos.

O desejo de reatar, às vezes, bate forte, mas será que vale a pena? "A lealdade interna precisa estar em primeiro lugar", adverte Lúcia. "Pode passar por cima do orgulho, mas não por cima daquilo que é fundamental pra você. Senão estará indo atrás do outro por carência, vício, como quem vai atrás de uma droga, e não é essa a natureza do amor." Se a ruptura é definitiva, não há como evitar a dor: "A gente tem de sofrer o que cabe. Nem mais, nem menos", diz Lúcia. Para ela, reconhecer a importância de um amor é fazer jus à sua história, mas apegar-se a esta memória é um equívoco. "Deixar a saudade passar é um pedido do amor querendo renascer." A seguir, três depoimentos de pessoas que viveram uma grande paixão, sofreram de saudades e aprenderam coisas diferentes com isso.

(nesta transcrição colocarei somente um. - Eilan)

"Deixei de ouvir rock, porque isso me lembrava o Gustavo. Estamos separados há quatro anos, mas durante dois, parei de ir a determinados shoppings e restaurantes que íamos juntos. Fui eu que quis terminar o namoro, não podia voltar atrás. Mas a saudade me deixou fora do eixo. Uma vez, senti o cheiro dele na rua e parei o homem para perguntar que perfume ele estava usando. O cheiro era a lembrança mais forte de quando a gente se abraçava.

Nossa  relação durou seis anos e eu era apaixonada. Nunca tivemos vida social. Gustavo morava com o pai que, nos finais de semana, costumava viajar. eu me mudava para lá e ficávamos assistindo TV, passeando com o cachorro dele, cozinhando e transando.

O sexo não era a chave da relação, mas meu primeiro orgasmo foi com ele. Nossa relação foi se desgastando porque ele era possessivo. Quando entrei na faculdade, ele se matriculou para outro curso no mesmo campus. Batia o sinal, já estava na porta me esperando. No começo, eu achava lindo, via o ciúme como uma prova de amor. Só que acabei ficando isolada, longe do mundo e dos amigos.

Apesar de tudo eu acreditava que as coisas podiam mudar, porque gostava dele, mas esperava um sinal de que ele queria investir em nós dois. Eu queria morar junto, mas ele não se manisfestava. Começamos a brigar por coisas bobas. Até que, no dia do meu aniversário, saímos para jantar e ele colocou uma caixinha de jóias na minha mão. Foram cinco minutos de expectativa. Quando abri a caixa, era uma correntinha. Não escondi minha decepção por não ser um anel de compromisso, e o clima ficou péssimo. Eu me recolhi e acabei rompendo o namoro por SMS. Sabia que era a coisa certa a se fazer, só que ainda o amava, tinha medo de encontrá-lo e fraquejar. Ele já estava com outra pessoa, descobri depois. Mas eu caí num buraco negro. Achei que não iria amar de novo, que tinha perdido a chance de ser feliz. Sentia falta de coisas muito simples, como ele me ligar pela manhã para dar bom dia. Adoeci, comecei a ter ataques de pânico. Por ordem médica, tomei antidepressivos durante quatro meses.

Nós nos encontramos três vezes por acaso e apenas nos cumprimentamos. Nas duas primeiras, minha vontade era de pedir para voltar. Na terceira, com oito meses de separação, não senti mais nada, estava em paz. Felizmente, reatei o vínculo com meus amigos, voltar a sair com eles me fez reviver. Depois de alguns meses, comecei a ir sozinha ao cinema, ao teatro e descobri que gostava da minha companhia! Até eu me sentir curada, levou uns dois anos. Cheguei a ficar com outros homens antes disso, mas nada sério. Melhorei aos poucos, e passei a me sentir cada vez mais autônoma. Adorei viajar sozinha! fui primeiro para a Bahia depois para Buenos Aires e para a Europa. O ressentimento acabou. Sou grata a tudo que vivi, porque sei que amei e fui amada enquanto durou.

Há alguns meses, conheci o Rafael. Estamos gostando um do outro, nos descobrindo. Tudo é diferente porque eu mudei. Amadureci. Hoje sei o que eu quero e o que não quero de um romance."

Thais Turlão, 29, publicitária. Após quatro anos separada, apaixonou-se de novo.

* Eu resolvi escrever sobre este tópico, porque é algo que sofro até hoje. Mas lendo este artigo, percebo que não é simplesmente por causa do transtorno que estou assim. Neste relato esta menina não tem nenhum e mesmo assim ficou mal. Claro que a intensidade deve ser diferente, mas dá pra se sentir menos ET, pelo menos. Afinal de contas, quem nunca sofreu de saudades?

Ainda sofro, até hoje, lembrando exatamente das pequenas coisas, os detalhes que fazem a diferença quando estamos com alguém: a voz, o cheiro, o abraço. Também deixei de ouvir certas músicas, ir a certos shoppings e restaurantes. Tenho fobia de lugares muito cheios. Qualquer coisinha a toa ainda me leva a ele. Eu tenho consciência sim que ele não merece tamanha devoção, e cada vez mais consigo me libertar. A semana do meu aniversário foi bem pesada. Recebi uma mensagem desaforada de C. um dia antes, respondendo a que eu eu havia mandado (bêbada). Fora todo o resto. Tive uma crise violenta, me cortei como nunca havia feito, tive que chamar a minha mãe para ajudar e se ela não tivesse vindo eu não teria parado.

Mas estou melhor. Como eu falei, mudei o cabelo. Vou publicar os vídeos. E ontem eu dei um passo importante, fui ao shopping com uma amiga. Tudo bem, era de tarde, as chances de encontrar meu ex eram quase nulas porém ainda assim foi um passo, pois eu não estava entrando de jeito nenhum.

A vida vai seguindo. E eu vou tentando. Será que consigo?

(amanhã podcast!)




12 de jun. de 2013

Depoimento: o amor superando transtornos!



Bom me chamo Junior tenho 32 anos e a Samantha 35 anos, sou apaixonado por ela. Mas vou contar um pouco sobre a gente 

Nos nós conhecemos em setembro e tudo fui mágico, onde parecemos almas gêmeas: mesmos gostos tudo perfeito e ela e romântica e apaixonante, tudo perfeito, um clima de amor no ar que contagiava todos mundo que estava em nossa volta. Foi quando descobrimos o transtorno. No inicio era difícil, uma mudança de humor em forma geral, onde ela demonstrava um mudança de comportamento e isso me assustava de montão por não entender o que era esse transtorno. Falavam de dupla personalidade, que depois fui descobrir que se chamava de transtorno borderline. Fui buscar informações na net e li muita coisa que dava medo de quem sofria isso. Ao primeiro contato fugi, não sabia como lidar em enfrentar esta situação de mudança de apaixonante a ira total, é complicado. Fugi porque é mais fácil do que enfrentar. 

Mas o que fazer se você ama a pessoa com esta doença? Comecei a entender o doença entrando em contatos nos grupos, lendo muito e evitando situações de risco onde podia dar alguma crise, na nossa volta tudo parecia como se estivesse num campo minado onde tudo era motivo, mas queria ter ela e lutaria por isso. Então me joguei de cabeça na relação fazendo e mudando as minhas reações que tinha antes de brigar e bater de frente e evitar brigas. Me esforço a todo instante pra não dar motivos pra causar o transtorno, mas sempre existem as tempestades ou obstáculos a serem superados e em nome do amor irei lutar pra estar ao seu lado, enfrentarei todos os seus humores  porque nosso amor é maior que qualquer mudança de humor ou fase do transtorno. 

Estarei lutando junto com você nos momentos bons e ruins. Estarei colado a você, enfrentando com você cada adversidade em prol do nosso amor.

Te amo aqui agora e sempre, minha Samantha. TE AMO!



** Gente, MORRI com esse depoimento. Faz a gente até acreditar naquela luz no fim do túnel. Meu muito obrigada ao Júnior que escreveu isso pra que eu pudesse divulgar pras pessoas, quem sabe dando uma esperança?

Alguém poderia dar um jeito do C., meu digníssimo ex, ler isso? Obrigada. (risos)

** Quem quiser mandar um depoimento, contando da vida como border, ou se ama um border, enfim, envia pra mim!. Se não quiser nem coloco o nome aqui. Acho interessante esta troca de experiências.
11 de jun. de 2013

Transtorno de Personalidade Borderline, Relacionamentos e o Dia dos Namorados.



O Dia dos Namorados está chegando - ou, como alguns de nós preferem chamar, "O Dia da Consciência da Solteirice" ou "Dia do Chocolate pela Metade do Preço".

Um dos sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline é um histórico relacionamentos intensos e instáveis. Nós alternamos entre idolatrar e repugnar outras pessoas. Também temos a tendência a ficar em relacionamentos mais do que deveríamos, por causa do medo de se sentir abandonado.. Isso é especialmente verdadeiro quando se trata de relacionamentos românticos.

Nossa cultura dá muita ênfase em ter que estar em um relacionamento. Desde um status de Facebook a filmes água-com-açucar, é fácil se sentir pressionado a estar namorando ou casado.

Nada poderia ser mais perigoso.

Questão sobre o relacionamento nº 1: É seguro?

Corações partidos curam-se mais facilmente que ossos partidos.

As pessoas com o TPB - especialmente aqueles que sobreviveram a algum tipo de abuso - podem permanecer em uma relação arriscada porque eles preferem estar em uma situação familiar com alguém do que numa situação estranha sozinhas.

Aprendam com meu erro: terminem um relacionamento a qualquer sinal de comportamento violento.

Meu ex-noivo foi obrigado pela justiça a se tratar do TPB. Ele se recusou e começou a ficar agressivo.

Primeiro ele contava estórias - as quais eu espero que sejam falsas - dando a entender que ele havia participado de vários assassinatos. Se elas eram verdade, o problema estava óbvio. se não, que tipo de pessoa inventaria uma estória como essa?

Segundo, ele começou a atirar em mim com uma pistola de chumbinho - e continuou a fazê-lo quando eu pedi para ele parar. Era um desprezo pelo meu próprio bem-estar.

Finalmente, em uma noite, ele pegou uma faca e saiu "para salvar Jennifer de um traficante". eu estava apavorada: acreditei que ele me mataria se eu não terminasse logo o relacionamento. Quando ele voltou, eu dei-lhe o anel de noivado e o deixei.

Doeu como fogo, mas eu senti um alívio tremendo em minutos

Questão sobre o relacionamento nº 2: É saudável?

Depois deste disastre, concluí que antes ser feliz solteira do que infeliz casada.

Ele tinha me dado uma placa com um versículo da Bíblia escrito:  1 Coríntios 13:4-7, também conhecido como o "capítulo do amor" ou o "capítulo do casamento" devido a sua popularidade em cerimônias matrimoniais. Esta carta de 2.000 anos é ainda um checkup eficiente para o relacionamento.

"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

Substitua "amor" pelo nome da pessoa que você está envolvida. Quanto menos precisa for a descrição, mais doente o relacionamento.

“Não namore ninguém que você conheceu na terapia.”

Duas pessoas com TPB não deveriam formar um casal. Não cometam meu erro. Um border também não deveria ter um relacionamento amoroso com alguém que tenha algum vício ativo (como eu tinha) ou com alguém recusando tratamento.

Há vantagens em estar solteiro. Como Ann Landers* disse à TIME em 1989: "Isso pode soar muito egoísta, mas adoro a liberdade que tenho. Eu não tenho que me preocupar com ninguém além de mim mesma. Não tenho que pensar em roupas de homem, seus parentes, seus horários, sua dieta ou suas alergias. Eu não me casaria de novo."

Estar solteira é uma vantagem incrível pra mim. O Jornalismo demanda trabalho em horas estranhas, já que as notícias nunca acontecem de 8 às 6 da tarde, de segunda a sexta. Pode exigir uma viagem. Não é surpresa que entre os jornalistas há um alto índice de divórcio.

Não importa o que te digam, você não tem que estar em um relacionamento. Ninguém pode te preencher; tentar preencher um vazio com outra pessoa faz este vazio pior. Você tem que encontrar a plenitude em si mesmo. Tem que encontrar sua própria felicidade, independentemente de estar com alguém ou não. 

Pense sobre isso enquanto come o chocolate que você comprou já pensando no Dia dos Namorados.

* Ann Landers, pseudônimo de Esther Pauline Friedman Lederer (4 de julho de 1918 — 22 de junho de 2002) foi uma escritora e jornalista dos Estados Unidos.

(tradução livre do artigo: "Borderline Personality Disorder, Relationships and Valentine’s Day" - algumas alterações foram feitas por mim, devido à algumas expressões e costumes que só faziam sentido em inglês e referência sobre Ann Landers na wikipedia)


* Gente, não vou mentir. Este Dia dos Namorados vai ser especialmente difícil para mim, pois sou muito ligada a datas. Vai ser meu primeiro depois do término com C., causa de toda a minha crise. Vou dormir e provavelmente tomar um vinho. Porém ando pensando muito sobre isso e entendendo que finalmente preciso aprender a me amar. É difícil. Muito complicado mesmo, pois temos aquela tendência de se culpar por tudo e eu não sou diferente. Só tenho que ter força e pedir que entenda logo que eu não preciso rezar para estar namorando no próximo dia dos namorados e sim para estar bem comigo mesma, independente de estar com alguém ou não.

Para os que vão ficar bem ou mal amanhã, leiam e reflitam, como eu. Ah sim. Meu chocolate já está comprado... ;)


3 de jun. de 2013

Músicas Borderline: Adriana Calcanhoto - Mentiras

Fazia muito tempo que eu não postava nenhuma Música Borderline, né? É que eu resolvi aproveitar o mês da consciência TPB pra focar em informação.

Agora postarei uma a cada segunda-feira. Ah sim, antes que eu me esqueça, quando eu falo em música borderline, quero dizer que são músicas que tem nas letras traços dos sentimentos que nós com o TPB temos. Mas elas podem ser músicas de fossa, músicas de... Bem, a música de cada um, com transtorno ou não. Eu mesma tenho a mania de associar músicas à pessoas ou acontecimentos. Há canções que me lembram de um determinado ano, um amigo, uma ocasião... E aquelas que associo aos namorados, claro. Oasis lembra-me de C., meu ex. Engenheiros do Hawai um outro. U2 meu primeiro namorado. Can't Take my Eyes off You meu melhor amigo... e por aí vai.

E pra vocês?


Dica da Miss Danielle de Barbarrac!

P.S.: Tava com uma idéia de postar depoimentos de Borders aqui no blog... Obviamente com anonimato, caso a pessoa queira. Caso alguém se empolgue, mande um e-mail ali no link FALE COMIGO!

Notícia muito triste: Ringo, o gatinho que eu tratava na rua, foi pego pela prefeitura. Estou arrasada. :(
A maldade dos homens ganhou. Estávamos lutando juntos. Ele perdeu. Serei a próxima?
2 de jun. de 2013

PODCAST: TERAPIAS E TERAPEUTAS

TERAPIAS E TERAPEUTAS



Oi gente! Neste podcast eu comento um pouco sobre a importância da terapia, do tratamento com as medicações e falo sobre a Terapia Dialética Comportamental. Ele ficará disponível também na coluna lateral!

Espero que vocês gostem, foi feito com muito carinho! Mandem sua opinião, por favor, assim como sugestão de temas!

Beijos e boa semana a todos!

Uma mensagem para a semana:


1 de jun. de 2013

Fica comigo, cara! (2)




Mulher é burra. Todas. Sentimentalmente burras. Com esta frase inspirada escrita por minha grande amiga Vanessa, me ponho a pensar.
Nada mais verdadeiro.

Se o homem pensa com a cabeça de baixo, nós pensamos com a cabeça do lado esquerdo do peito. Aquela merda de músculo que rege todas as nossas decisões, quase que constantemente equivocadas. Pois o cupido, aquele filho da puta, quando mira suas flechas em nós coloca uma dose extra de mel, açúcar e leite condensado. Então, é com a mente enebriada pela overdose de glicose que nos apaixonamos.

Consequentemente viramos e fazemos de tudo para que nosso objeto de desejo perceba o que você já entendeu faz tempo: és a mulher de sua vida. Simplesmente ele é a tampa de sua panela, a outra metade de sua laranja, yin pro seu yang. Somos o que preciso for, a amante latina, puta ou virgem, mãe e pai, amiga verdadeira, pega eventual. Não há limites para a paixão, este território que sempre acreditamos já ter explorado e que acaba se tornando terra inóspita a cada recomeço.

Então você pensa, repete, quer gritar pro mundo (ou desenhar pra ele) - Fica comigo, cara! - eu te ofereço eu e mais um pouco, com minhas loucuras e neuroses, mas também com a pouca sanidade que ainda me resta. Tenho problemas de sobra, mas não vou ligar em pegar os seus pra mim. A cada adeus uma parte de mim se partirá em pedaços, mas eu recolho os cacos e colo tudo até voltares, sem sujar.  Topo tudo, sorvete no parque, namoro no sofá, mãos dadas na pracinha ou pôr-do-sol na praia. Tenho um fogo absurdo que você pode apagar quando quiser, quero trepar todos os dias, louca, sem se preocupar com o que os vizinhos vão pensar. Sou um transtorno ambulante mas, afinal, quem não é? Fica comigo simplesmente. Não me importo com o que você foi, é ou vai ser, tenho uma paciência inesgotável para te escutar e uma crença praticamente doentia que posso melhorar a sua vida. Porque se você ficar comigo, já vai estar melhorando a minha.

E quando (ou se) ele te escutar, você vai torcer todos os dias que aquele senhor simpático, o Vinícius, tenha se equivocado nas letrinhas e que o eterno seja eterno mesmo, que dure. Mesmo que lá no íntimo, saibamos que não. 

* Noite de terça-feira, 29/05,  ainda meio sob o efeito de uma ressaca, leio um texto da minha amiga-irmã lá no blog dela, o Malvadas. Aí me empolgo pra escrever algo diferente de TPB, mesmo que seja bem difícil pra mim pensar sobre isso.
Amiga, amo.