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24 de dez. de 2013
Cinco dicas para passar pelas festas de fim de ano
Postado por
Nathalia Musa
Festas de fim de ano: Que época maravilhosa!! A menos que passar um tempo com sua família seja um dos seus gatilhos.
Se reuniões familiares são gatilhos para seus sintomas borderline de ansiedade, depressão ou impulsividade, ou até mesmo acorda sua compulsão alimentar ou desejos de se se cortar, é bom você estar preparado.
Aqui vão cinco dicas para passar pelas festas de fim de ano quando você tem TPB:
1. Tenha um plano. Esteja certo de quais são seus gatilhos, então faça o máximo para evitá-los. Se você sabe que seu irmão vai dizer algo que vai te chatear, espere ele sentar e então sente do outro lado da mesa. Se sabe que o segundo copo de vinho vai te fazer falar demais, troque o vinho pela cidra. Imagine antes possíveis situações complicadas e pense como sair delas.
2. Esteja consciente de si mesmo. Pratique Atenção Plena. Faça um check-in de si mesmo durante o evento. Esteja consciente das sensações no seu corpo. Está respirando? Está tenso na região dos ombros? Faça um esforço para se retirar de situações emocionalmente carregadas, seja fisicamente ou simplesmente se dando um momento para respirar ou ficar quieto consigo mesmo. Você não pode controlar a reação e o comportamento dos outros, mas pode estar no controle do seu.
3. Lembre-se de quem você é. Você não tem mais 13 anos, apesar de ser fácil cair nesse pensamento quando está rodeado de parentes e pessoas que te acompanharam durante muitas mudanças na sua vida. Ao entrar no ambiente que remete seu passado, sua infância, pare um momento para relembrar quem você é AGORA. Faça um estoque de coisas positivas que você sabe serem verdade sobre você. Seja seu melhor amigo durante o evento.
4. Lembre-se de quem eles são. Não esqueça de que seus familiares provavelmente não estão tentando ser vilões. Seu irmão tem as motivações dele para dizer as coisas que ele diz. Talvez ele esteja estressado e esteja se comportando assim porque é a única maneira que ele conhece de tentar parecer uma pessoa melhor. Talvez ele não tenha se preparado para esta ocasião como você. É libertador perceber que nem tudo é pessoal contra você.
5. Recuperação. Se possível, planeje um dia para se recuperar depois do evento. Mesmo para aqueles que não sofrem dos sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline, estar com a família pode ser esgotante e emocionalmente desgastante. Se você tirar este momento para se colocar nos trilhos de novo, as consequências podem ser minimizadas.
(tradução livre/edição do artigo: "5 Tips on Navigating the Holiday Season (and Family) with BPD")
............................................
* E então. Eu vou usar todas estas dicas e mais algumas. Vou passar o Natal com meu pai e minha mãe, somente. Divorciados desde que eu tinha 12 anos. Minha mãe irritada dando patada em todo mundo, meu pai no seu mundinho particular onde ele acha que borderline é um incômodo passageiro.
Mas passarei por isso. Porque as vitórias que tive este ano são maiores do que uma noite qualquer...
Feliz Natal pra vocês, leitores, que me dão todos os dias este presente que é seu carinho!!!
Marcadores:comportamento borderline,dicas | 3
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23 de dez. de 2013
Natal sem hohoho
Postado por
Paula Sophia Ávila
Todos os anos as pessoas começam com a mesma ladainha torta de HOHOHO... Mas... nem todas as pessoas são iguais nem precisam ser iguais... Cada ano é uma composição perfeita de 365 dias... 365 dias de altos, baixos, gordos e magros... não, não.... dias de altos e baixos, mais ou menos constantes... dias de se reinventar e se reconstruir... dia de levantar e de cair... dias de lembrar de manter o foco no mundo real, as vezes tão duro e sombrio, e (pq não?) dias de vestir nossos super uniformes de super heróis cotidianos e vencermos nossos dragões e vilões e, principalmente, nossos medos e indefinições... Entre esses 365 dias, existem aqueles de calar, aqueles de gritar, aqueles de falar e aqueles de simplesmente ouvir... existem aqueles de se doer e aqueles de guardar a dor no bolso e fazer o curativo na alma do amigo com meia duzia de carinhos silenciosos e, as vezes um puxão de orelha.... Mas no final desses 365 dias, começamos a fazer o balanço do que tivemos, do que vivemos e do que ainda queremos ser e viver... de repente nos pegamos fazendo promessas que ao longo do ano não fariam muito sentido... e, posso estar enganada, isso provavelmente se deve ao fato de que fomos condicionados a dois sentimentos diversos pra essa época.... a frustração pelo que não conseguimos mudar ao longo do ano e a sensação quase palpável de que um milagre pode acontecer e tornar tudo melhor de repente... e é por isso que neste natal, só espero duas coisas para cada um de nós....
Que tenhamos a serenidade pra aceitar que as coisas são mudadas em nós da mesma forma que se fazem as caminhadas.... vc escolhe a direção e dá um passo de cada vez.... então, a frustração só cabe quando desistimos de ser e querer aquilo que é natural de nós mesmos....
E....
Que JAMAIS precisemos ter o nariz vermelho ou parecer com o bom velhinho pra ter a CERTEZA de que a cada dia vencido um muilagre se fez.... e o santo... bem... o santo esta dentro de cada um de nós... pq esses milagres... eles só existem ao fim de cada dia pela força vinda da dor e da beleza de ser EXATAMENTE quem e como somos...
Feliz todo dia! Sempre!
12 de dez. de 2013
Sobre amizades e perdas.
Postado por
Nathalia Musa
Faz algum tempo que não escrevo por aqui. A vida anda corrida, estou trabalhando demais, com problemas para me organizar, então muitas coisas ficam pendentes, infelizmente o blog está entre elas.
Pra completar, ando tendo vários acontecimentos envolvendo amigos e, por que não dizer, "ex-amigos". Quem sofre do Transtorno de Personalidade Borderline sabe o quanto nos apegamos às pessoas, o quanto decepções podem ser gatilhos para uma nova crise.
Deparei-me com situações onde amigos se vão, amigos novos aparecem e me enchem de medo de uma decepção e finalmente, alguém que eu achava ser um grande amigo se mostrou frio e surpreendentemente diferente de tudo aquilo que eu acreditava. A história é o seguinte: tenho (ou tinha) dois amigos os quais eu considerava como irmãos. Conheço-os há pelo menos 10 anos e estes dois tiveram um papel decisivo na minha vida durante muitas crises, quando eu nem fazia idéia que era border. Acho que quem me acompanha sabe que eu moro em Recife, mas não sou daqui. Vim de Curitiba, onde vivi por 8 anos e estes meninos são de lá.
Acontece que quando eu namorava (aquele filho da puta do meu ex, o C.) viajei para Curitiba e os apresentei para meu ex. Até onde eu sabia, nenhuma amizade surgiu deste encontro, tirando uma empatia. Qual não foi minha surpresa quando esta semana eu soube que este mesmo ex (peloamordedeus, ele parece estar em todos os lugares) está viajando a passeio para lá e, pasme, um desses meus irmãos de coração vai encontrar com ele, almoçar, sociabilizar. sua justificativa para mim é que ele não tinha nada a ver com o stress ocorrido com nosso término de namoro.
Não preciso dizer o quão chocada e decepcionada fiquei com tal atitude. Um menino que eu considerava parte da minha vida simplesmente deixando claro que o fato de eu ter sido tratada como lixo não faz esta diferença na vida dele. Para ser sincera, estou aqui escrevendo e me vem lágrimas nos olhos, só de pensar nisso tudo.
Porque estou contando tudo isso? Porque logo após falei com V., outra amiga de Curitiba e escutei dela que eu deveria parar de me preocupar e sofrer por quem não tem a mesma consideração por mim, que inclusive este mesmo "amigo" já tinha dito que, durante a minha crise onde eu estava láááá naquele lugar chamado fundo do poço, eu estava "me lamentando demais".
Ela está certa. Costumamos colocar num pedestal aqueles que amamos, sem contar que eles podem sim ter falhas ou simplesmente não serem merecedores de tamanho sentimento. A adoração é sempre maléfica, até mesmo na religião. Fechamos nossos olhos para a parte "humana" daqueles que amamos e não contamos, nem por um segundo, que estes simplesmente podem não ter a mesma recíproca ou sequer parecida, ou até mesmo não ligar pra gente. Não estou aqui tentando defender este meu "amigo" e dizer que a responsabilidade é minha pois, como border, amo demais e eu que lide com isso. Estou querendo dizer que ele tem o direito sim de achar que um "almoço inocente" com meu ex não o faz menos amigo meu. Tem sim. Mas eu também tenho o direito de não concordar com isso, de não aceitar e principalmente, não o querer mais em minha vida. Na realidade é essa parte que está doendo demais.
Temos que tentar nos colocar em primeiro lugar e respeitar nossas verdades, sempre claro, pensando no limite do outro. Eu sei que eu estou fazendo a coisa certa pra mim mesma me afastando, mas isso não faz desse fato um atalho para uma possível recaída. Meu caminho para a estabilidade está sendo menos longo que o esperado, então tenho que tomar cuidado com tudo. E isso cansa demais. E acaba me deixando mais vulnerável.
Não sei se estou fazendo muito sentido. Acho que estou querendo dividir o quanto todos esses acontecimentos estão me forçando a repensar meus conceitos de amizade e que se no final a máxima que já escutei de várias pessoas com o tpb é real: "só conseguimos ser amigos de outro border". Não quero acreditar que isso seja real embora saiba que, nesse meu momento de busca pela estabilidade, eu precise daqueles que me cercam (infelizmente) uma dose extra de paciência. Isso pode levar à crenças de que eu quero tratamento diferenciado. Ou que eu acredite que mereço perdão por todas as minhas faltas por causa do Borderline. Não é isso, eu mesma bato na tecla aqui no blog que o TPB é uma razão, mas não nos exime da responsabilidade pelos nossos atos. Rá. Será que isso só os borders entenderiam também?
Penso que é sempre válido o questionamento pessoal. Pesar as opiniões, questionar o que nos motiva a agir dessa ou daquela forma. É o que estou fazendo, observando, pensando, escondidinha aqui no meu casulo para que, pelo menos nesse período de fragilidade, ninguém possa me ferir mais.
(Vale a dica das técnicas que estou usando para passar por este momento sem usar a gilete: ocupo a cabeça com o trabalho, pratico a Atenção Plena, tento tirar um momento do dia fazendo algo prazeroso, nem que seja por 10 minutos, respeito meus momentos e limites e não me forço a fazer coisas que não me fariam bem, estou tentando melhorar a alimentação e tomar muita água por dia - leia-se comer pelo menos uma fruta e tomar 3 litros de água - no final de semana tento me ocupar com serviços domésticos ou com alguma atividade que eu goste e me dê prazer, que no meu caso foi fazer unhas decoradas.)
** Ah, estou aceitando sugestões para temas para um novo vídeo...
Marcadores:amigos,comportamento borderline,devaneios,dicas | 14
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5 de dez. de 2013
Quanto pesa o amor
Postado por
Paula Sophia Ávila
Todos os dias, toda hora, o tempo todo, lidamos com o que sentimos e com as expectativas que temos... Mas mais do que isso, lidamos com o que os outros sentem e esperam...
A maioria das vezes, fica difícil de se lidar com as expectativas e sentimentos alheios por que na maior parte do tempo, a educação que recebemos nos impede de demonstrar o que sentimos e queremos, o que pensamos e como nos atingem as atitudes dos companheiros... Em se partindo deste princípio, temos duas soluções... Dois caminhos a seguir... No primeiro, somos cordatos e passivos, abrimos mão do papel de sujeito da própria história em prol da manutenção de uma postura polida e socialmente irreparável e segura. Isto, no entanto nos coloca em um ponto de atuação teatral acerca do que sentimos e pensamos... Rouba-nos o prazer de dar-se as experiências que realmente fazem valer o amar por amar... Tira de todo a espontaneidade e a possibilidade de troca que proporciona o amadurecimento da relação e dos indivíduos nela envolvidos. Agora, se vamos ter um relacionamento onde tratamos o companheiro com a polidez de quem frequenta um restaurante cinco estrelas e engoliremos os sentimentos como se nada mais pudéssemos fazer a não ser dissimular o que nos magoa e o que nos dá prazer... Por que relacionar-se então? De que esse relacionamento vai acrescentar e em que ele pode realmente evoluir???
Bem, existe a segunda hipótese... A de um relacionamento franco, honesto, onde os companheiros expressam entre si o que sentem, sonham, desejam e, principalmente, aquilo que dá ao relacionamento o amadurecimento e a força para fincar raízes... O dar-se a conhecer! Como fincar raízes de um relacionamento que não divide, que sonega, que não se dá? Bem... Pra isso se precisa, necessariamente da escolha de ambos para uma postura de transparência e partilha honesta... Uma pré-disposição para enfrentar o mundo juntos e para defender ao outro como a si mesmo...
Mas nem tudo é tão definitivo... Sempre tem a possibilidade de um escolher o relacionamento de partilha e o outro preferir o relacionamento de polidez... Neste caso, um estará sempre buscando a partilha racional e franca dos gostos e sensações, das mágoas e dos sonhos... Enquanto o outro sentir-se-há incomodado com a partilha, preferirá deixar calados os sentimentos adversos e fazer de conta que nada aconteceu... Neste caso, as demonstrações de afeto e desejo serão tão penosas quanto as de desagrado e contrariedade.... Mas, se você não der ao seu parceiro o conhecimento do que te faz bem, ou mais feliz? Da mesma forma, de outro lado tem a situação inversa... Como fazer feliz alguém que não partilha seus prazeres e desprazeres? Como saber como fazer mais feliz alguém que se faz incógnita?
Por fim, quanto pesará no dia de seu companheiro o tipo de amor que você escolheu viver? Quanto pesará pra você mesmo a escolha feita entre o dar-se e o eximir-se da partilha de quem se é? Esta talvez seja a hora de refletir e por na balança o que realmente tem maior peso na construção de sua estrada e caminho... Afinal, o que é mais importante pra você?
Seja qual for a sua forma de amar, seja qual for a sua forma de viver a sua vida e o seu amor, que o amor esteja presente e seja força transformadora em sua vida...
4 de dez. de 2013
Sobrevivendo às festas de final de ano.
Postado por
Nathalia Musa
Com as festas de final de ano se aproximando, você deve estar sob a influência de uma nova onda de ansiedade. Bem, você não está sozinho.
Na teoria, estas festas são cheias de paz, amor e alegria. Mas isso raramente funciona pra todo mundo, especialmente se você está lutando contra os sintomas do transtorno de personalidade borderline, como por exemplo o medo do abandono, raiva, ansiedade ou depressão e mudanças de humor. Eles podem fazer com que fique difícil pra você aproveitar este tempo passado com a família e amigos.
Aqui estão algumas coisas pra você lembrar para te ajudar a aproveitar esta época do ano um pouco mais, apesar dos seus sintomas:
Espere passar
Essas festas podem ser tensas para qualquer um, border ou não. Há um monte de expectativas de que as comemorações serão cheias de momentos mágicos. Isso é muita pressão!
Vamos ser honestos? Quando é que colocar uma família inteira dentro de uma casa dá 100% certo?
O importante é lembrar que as festas são temporárias. Muitas vezes quando as coisas não estão boas, parece que sempre foi assim e que vai ser sempre. Você esque d.os dias melhores, quando você não estava exposto àos gatilhos estressantes como essas "reuniões familiares"
Atenção Plena
Pratique a atenção plena para te ajudar a estar mais focado no momento presente ao invés de ansioso pelo que pode acontecer. Isso pode te ajudar a regular melhor suas emoções, relaxar e aproveitar esse tempo com a família e amigos.
Retribua
Como todo mundo diz, é melhor dar que receber. Um bom jeito de se sentir presente e abençoado e também de examinar as priori
dades é ser voluntário em alguma creche, orfanato ou intituições de caridade.m Ajudando os outros, você compreende não só seu próprio valor e a diferença que está fazendo na vida dos outros, tem a oportunidade de sair de si mesmo e imaginar a luta que outros estão passando. Ser capaz de se colocar no lugar dos outros é uma habilidade muito boa para se aprender. E melhora o espírito.
(traduçãolivre/edição do artigo: "Surviving the Holidays with Borderline Personality Disorder Symptoms")
..................................
* O Ano-Novo seria meu aniversário de 6 anos de namoro com meu ex.
Sem mais.
Marcadores:comportamento borderline,TPB | 2
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3 de dez. de 2013
Depoimento: dias borderlines.
Postado por
Nathalia Musa
(segundo desabafo da Poison Girl. Se quiser publicar o seu, envie para borderlineggirl@gmail.com)
Domingo, dia 17 de novembro de 2013, o dia que era para ter sido um dos melhores da minha vida tornou-se um desastre completo. Alguns dias antes eu já tinha tido um ataque, me cortado e pintando meu cabelo de loiro, raspando uma parte dele, mas no domingo foi pior.
Primeiro foi um dia maravilhoso, levei vários presentes para minha namorada, cheguei de surpresa já que no dia 23 faremos um ano, tiramos várias fotos, até mesmo fizemos vídeos. Mas começamos a beber e é aí que o problema começa, bebi 3 garrafas de cerveja e um litro e meio de vinho, fumei inclusive um maço inteiro. Finalmente tive coragem de pedir a mão dela a minha sogra em casamento, até mesmo chorei de emoção por ela ter deixado. Mas depois comecei a passar mal, minha namorada teve que me levar pra casa, comecei a me cortar, a chorar muito. Felizmente ou infelizmente atingi uma veia do pulso, cortei meus braços, pernas e se não fosse minha namorada estancando o sangue da veia poderia ter sido pior. Minha mãe ficou horrorizada, pedi a minha namorada para que explicasse a ela o motivo disso tudo, que meu cunhado passava a mão em mim, tirava fotos minhas com roupas leves de dormir, quando eu tinha apenas 10 anos. E que eu jamais contei porque me sentia culpada, e tinha muito medo de que fosse apenas alguma coisa da minha cabeça e acusar alguém inocente. Mas meu ex estava escondido um dia embaixo da minha cama e viu ele mexendo na minha primeira gaveta onde ficam calcinhas/cuecas e sutiãs. Só que aí já era tarde demais, minha irmã já estava casada com ele e eu tinha medo de que ela não acreditasse em mim, de ser julgada. Por isso estou pesando quase 45 kg, 10 kg a menos do que eu deveria estar pesando, não quero que ninguém olhe pra mim.
Por isso me corto, bebo, choro, me sinto culpada e não me sinto à vontade na minha própria casa. As pessoas que tem borderline geralmente tem medo de serem abandonadas por aqueles que amam, eu também tenho medo disso e também tem necessidade de impressionar as pessoas, mas no meu caso eu me corto e sofro toda vez que um amigo se declara pra mim, porque eu só quero que eles sejam meus amigos. Praticamente todos os homens que eu conheci me magoaram, a ponto de praticamente me estuprar me fazendo fazer sexo contra a minha própria vontade.
Minha sogra conversou comigo, sobre a possibilidade de ir morar na casa dela, achei muito legal, e provavelmente é o que farei, talvez me fará muito bem, não custa nada tentar. Afinal, eu prefiro voltar para o hospital ou ir para um hospício ao invés de ficar em casa. Minha mãe falou que todo homem é um pouco assim, que eu to exagerando, que parece que estou usando isso como desculpa pra ir morar com a minha namorada, é parece que eu devia ter aceitado e ter ficado quieta. Jamais imaginei que eu não iria sequer conseguir ficar perto da minha irmã, de quem gosto tanto, por culpa dessa pessoa que estragou minha vida. Jamais imaginei que teria que sair de casa, mudar tudo, só pra tentar me sentir bem, mas prefiro sair daqui e lutar a deixa-lo vencer. A questão é contar ou não para minha irmã a verdade, talvez já seja tarde demais e acho que eu jamais teria coragem.
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2 de dez. de 2013
Amor, Paciência e Persistência.
Postado por
Nathalia Musa
(texto da linda da Paula Sophia, que não conseguiu postar semana passada e eu só parei pra postar hoje...)
Décadas se passam desde que ouvi uma das maiores lições do meu avô... uma lição que trouxe pra minha vida inteira e que guiou meus passos na senda das relações humanas ao longo da vida...
_”O amor, minha filha, é feito de uma combinação única de cinco coisas.... Respeito, cumplicidade, companheirismo, amizade e confiança. Se faltar uma dessas coisas, pode dar o nome que quiser, mas amor não é...”
Sábio, sem dúvidas... No entanto, hoje eu agregaria outras duas coisas para a receita exata desta pretensa racionalização do amor...
Eu, hoje, agregaria a PACIÊNCIA e a PERSISTÊNCIA como itens importantes da constituição básica do amor... Não, eu não estou tratando de amor maternal ou filial... estou falando sim do amor de desejo... aquele que acontece entre um casal... Seja hétero ou gay, estes são sim itens importantes na composição do que se pode reconhecer como amor... Vejo por mim mesma.... anos de amor por uma mesma mulher... inúmeras tentativas de dar termino à relação... e sempre o mesmo velho amor cheio de astúcia nos punha novamente uma nos braços da outra... Por que tentávamos nos afastar? Ah... pelas mesmas razões que todo mundo.... porque uma sem a outra perde o motivo pra lutar... porque é mais fácil viver sem luta... Ainda que haja muito menos mérito na vivência de não amar por comodismo, é inegavelmente mais fácil... infinitas vezes mais calmo do que a avalanche de sentimentos e situações que a insistência no amar por simplesmente amar nos impõe... E foram elas.... a persistência de um amor que se negava a morrer e a paciência que só quem também sente coisas únicas e inexplicáveis tem com quem ama e faz coisas doidas.... Ah essa vida insana.... Ah esse amor que não se extingue... Ah.... não se extingue porque tem 7 pontos de apoio em vez de 5.... Ah o avanço... Veja Seu Walter.... até mesmo o amor evoluiu com o tempo...
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