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15 de jun. de 2013
Cinco Dicas Para Melhorar a Auto-Imagem
Postado por
Nathalia Musa
Como o psicoterapeuta e clínico de saúde mental Ugo Uche escreveu em um artigo para a Psychology Today: “Colocado de uma maneira simples, ter um senso de identidade forte ajuda uma pessoa a ser mais consistente em honrar seus valores e crenças.” Porém manter-se fiel a um forte senso de identidade pode ser difícil se o Transtorno de Personalidade Borderline é parte da sua vida.
Um dos sintomas caracterizadores do TPB, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, é uma "auto-imagem ou sendo de si mesmo instável e distorcido, o qual pode resultar em bruscas mudanças de sentimentos, opiniões, valores, planos e objetivos para o futuro (como escola ou escolhas de carreira)"
Aqui vai algumas dicas se você se encontrar lutando em manter uma auto-imagem estável:
1. Faça uma lista: Escreva sobre os interesses que você tem, valores, o que te faz único para as outras pessoas, suas peculiaridades e traços de personalidade. O blog do My Life with Borderline Personality Disorder descreveu recentemente a frase "fale-me sobre você mesmo" como "a pior pergunta que alguém pode fazer". Comece se perguntando isso e cheque a lista quando for necessário. Foque nos pontos positivos assim como nas coisas sobre você que desejaria trabalhar.
2. Medite. Olhe para sua lista e encontre as coisas que você mais gosta sobre si mesmo. Saboreie o sentimento de "Eu gosto disso em mim", louve isso e medite sobre este sentimento. Comece com um só momento, então passe a fazê-lo por alguns minutos por dia e vá seguindo até 10 minutos por dia. Quanto mais você meditar sobre as coisas sobre si mesmo que gosta e que sente que são importantes para quem você é, mais fortes estes atributos vão atingir o resto do mundo.
3. Sinta seu corpo. Exercite-se. Mova-se. Respire. Você nem mesmo tem que entrar na academia! Qualquer consciência do seu corpo já vale. Faça uma caminhada uma vez por dia e realmente sinta seus pés contra o chão, sinta as diferenças em sua respiração quando você acelera o passo ou diminui. Se você correr, tente deixar seus fones de ouvido em casa e escute os sons de seus passos. Ioga é um meio excelente de casar mente e corpo. Ter consciência do seu eu físico e sua relação com sua mente é uma ferramenta excelente para melhorar sua auto-imagem.
4. Defina algumas metas. De a si mesmo um objettivo realista que você sabe que pode realizar. Pague uma conta que está parada da sua cabeceira por tempo demais. Parabenize-se por lavar sua roupa. Isso pode soar como um exercício bobo e vazio, mas pense sobre todas as coisas que você faz todos os dias e que não se dá conta. Passos de bebê como estes o ajudarão a aumentar sua confiança e te dar uma fundação mais forte para obstáculos maiores.
5. Não desista. Quando você trabalha o seu caminho até maiores obstáculos, vamos dizer, aprender uma língua ou começar um programa de treinamento para uma nova carreira pela qual você está interessado, saiba que as coisas que são desafiadoras são possíveis. Se veja em um estado de sucesso e adicione isso a sua meditação diária. Estabeleça-se com a atitude de que você vai conseguir e se apegue a isso, mesmo quando as coisas se tornarem um desafio.
(fonte)
* Mais um post onde escrevo coisas para tentar me convencer. Quem me acompanha aqui sabe que minha auto-imagem é um dos meus maiores problemas. Me acho gorda, feia, desinteressante. Menosprezo as coisas boas que faço e foco nas ruins. Porém eu estou tentando dar passos de bebê. Já estou mais animada em ajeitar meu cabelo e aparência (sem corte de cabelo e pintura decente/sobrancelha feita/unhas feitas por quatro meses), tenho pensado em trabalho, isso fora alguns projetos que vocês logo saberão.
Acho que estas dicas não são para borders, mas para todo mundo que não está se sentindo bem consigo mesmo. Acontece mais vezes do que se imagina.
Marcadores:dicas,TPB,transtornos | 4
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13 de jun. de 2013
Empatia Borderline
Postado por
Nathalia Musa
"Empatia Borderline Revisitada"
Publicado em 29 de Julho, 2009, por Eric A. Fertuck, Ph.D. em Science at The 'Border'
"Os olhos dos outros nossas prisões, seus pensamentos nossa gaiolas."
Publicado em 29 de Julho, 2009, por Eric A. Fertuck, Ph.D. em Science at The 'Border'
"Os olhos dos outros nossas prisões, seus pensamentos nossa gaiolas."
Virginia Woolf
Aqueles familiarizados com o TPB tem notado um paradoxo. De um lado, borders apresentam diferentes graus de aparente distorção na maneira de interpretar a comunicação verbal e não verbal dos outros. Isso muitas vezes toma a forma de atribuir intenções ofensivas a outros com base em sugestões limitadas, seletivas, ou ambíguas. Do outro lado, muitos também observaram em indivíduos com o transtorno uma capacidade astuta em ler exatamente as expressões emocionais dos outros. Pessoas podem ser pegas desprevenidas se um border perceber seu estado emocional atual, o qual eles mesmos podem não estar completamente conscientes. Alguns especialistas em TPB chamaram esta capacidade de "empatia borderline"
O psicólogo-psicanalista Dr. Alan Krohn, em seu clássico trabalho de 1974 "Empatia Borderline e diferenciação das representações de objetos: Uma contribuição para a psicologia das relações de objeto " descreveu este fenômeno em uma jovem com o TPB que nós chamaremos de Sra. L.
"A Sra L. foi hospitalizada depois de períodos de comportamentos perturbados em casa, pintando o carro de um vizinho, enchendo a geladeira com cereal frio, usando barbitúricos, alucinógenos e maconha indiscriminadamente. Ela parecia não ser capaz de suportar nenhuma separação da mãe sem uma ansiedade e depressão intensas."
"A Sra L. tinha uma sensibilidade notável à turbulência em outros pacientes e na equipe do hospital. Descreveu estranhas 'vibrações' vindas de um membro da equipe que mais tarde saiu e estava em uma grande confusão devido a traumas de guerra"
"Ela falou sobre ele: 'há algo errado com ele, ontem eu o olhei e ele parecia que estava vendo alguém ser morto' Acontece que ele estava de fato preocupado com pensamentos sobre as brutalidades que ele testemunhou na guerra."
Como estudamos este fenômeno paradoxo cientificamente e, tal pesquisa pode lançar luz a ele?
Meus colegas e eu podemos ter publicado uma peça deste quebra-cabeças recentemente. Nós apresentamos descobertas no periódico Psychological Medicine que sugerem que indivíduos com o TPB possam ter um aprimoramento em uma forma de emoção em particular chamada "descriminação do estado mental", quando se baseiam na região do olho da face humana.
Comparamos pacientes com o TPB com indivíduos sem nenhum tipo de transtorno usando um teste chamado "Teste de ler a mente nos olhos"
Este teste avalia a capacidade de distinguir os estados mentais dos outros usando somente o estímulo da região ocular da face. Ele funciona se escolhendo uma entre quatro definições escritas de estado mental para descrever o estado mais preciso nas fotos apresentadas. É composto de uma pontuação total e também pontos para expressões emocionais negativas, positivas ou neutras.
Aqui está um exemplo de estímulo facial do teste "Teste de ler a mente com os olhos"
O que este homem está sentindo? (resposta correta no final)
1.Ódio 2. Ciumento 3. Arrogante 4. Pânico
Você pode fazer este teste online neste link.
Quando comparamos os indivíduos com o TPB a voluntários saudáveis, encontramos algo impressionante - o grupo do TPB em média foi mais preciso em discriminar os estados mentais que o grupo daqueles que não tinham um transtorno. Os borders identificaram particularmente bem as expressões emocionais neutras.
Curiosamente, em contraste ao TPB, este teste é comprometido em outras condições psicopatológicas como a esquizofrenia e o autismo, sugerindo causas ocultas distintas nestas condições quando comparadas ao TPB.
Este estudo sugere que, quando não estão sob emoções fortes e estresse, indivíduos com TPB tem uma habilidade aprimorada em descriminar estados mentais baseados somente na região do olho, particularmente para estados neutros. Esta evidência experimental é consistente com a teoria "paradoxal" da avaliação da comunicação social no TPB. Parece que o TPB é caracterizado por relacionamentos interpessoais instáveis e também uma sensibilidade aprimorada aos estados mentais dos outros.
Por exemplo, pode ser que um border possa identificar uma expressão sutil nos outros indicando raiva (testa franzida na região dos olhos). A outra pessoa pode realmente estar irritada, mas não totalmente focada ou consciente desta emoção dentro de si mesma na hora que ela é notada pelo indivíduo com TPB. Curiosamente, embora frequentemente precisos em avaliar as emoções, os indivíduos com o TPB tendem a personificar as emoções dos outros (você deve estar bravo comigo), mesmo quando há outras explicações plausíveis para o estado emocional deste. (a pessoa acabou de receber notícias perturbadoras de um amigo).
Dada a sensibilidade interpessoal e emocional associada com o TPB (como preocupações com abandono, reações emocionais intensas a rejeição e abandono), uma super sintonia a sugestões sociais sutis pode ocultar aspectos do TPB. O sofrimento emocional debaixo desta sintonia é a alusão de Virginia Woolf no começo deste post. Esta investigação e pesquisas relacionadas detém uma promessa considerável em melhorar o entendimento do TPB. Eventualmente, estes achados ajudarão a desenvolver tratamentos que possam ser sintonizados a esta forma única que as pessoas com este transtorno percebem as pessoas em sua vida diária.
Resposta correta à questão acima: 4. Pânico
(fonte)
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12 de jun. de 2013
Depoimento: o amor superando transtornos!
Postado por
Nathalia Musa
Bom me chamo Junior tenho 32 anos e a Samantha 35 anos, sou apaixonado por ela. Mas vou contar um pouco sobre a gente
Nos nós conhecemos em setembro e tudo fui mágico, onde parecemos almas gêmeas: mesmos gostos tudo perfeito e ela e romântica e apaixonante, tudo perfeito, um clima de amor no ar que contagiava todos mundo que estava em nossa volta. Foi quando descobrimos o transtorno. No inicio era difícil, uma mudança de humor em forma geral, onde ela demonstrava um mudança de comportamento e isso me assustava de montão por não entender o que era esse transtorno. Falavam de dupla personalidade, que depois fui descobrir que se chamava de transtorno borderline. Fui buscar informações na net e li muita coisa que dava medo de quem sofria isso. Ao primeiro contato fugi, não sabia como lidar em enfrentar esta situação de mudança de apaixonante a ira total, é complicado. Fugi porque é mais fácil do que enfrentar.
Mas o que fazer se você ama a pessoa com esta doença? Comecei a entender o doença entrando em contatos nos grupos, lendo muito e evitando situações de risco onde podia dar alguma crise, na nossa volta tudo parecia como se estivesse num campo minado onde tudo era motivo, mas queria ter ela e lutaria por isso. Então me joguei de cabeça na relação fazendo e mudando as minhas reações que tinha antes de brigar e bater de frente e evitar brigas. Me esforço a todo instante pra não dar motivos pra causar o transtorno, mas sempre existem as tempestades ou obstáculos a serem superados e em nome do amor irei lutar pra estar ao seu lado, enfrentarei todos os seus humores porque nosso amor é maior que qualquer mudança de humor ou fase do transtorno.
Estarei lutando junto com você nos momentos bons e ruins. Estarei colado a você, enfrentando com você cada adversidade em prol do nosso amor.
Te amo aqui agora e sempre, minha Samantha. TE AMO!
** Gente, MORRI com esse depoimento. Faz a gente até acreditar naquela luz no fim do túnel. Meu muito obrigada ao Júnior que escreveu isso pra que eu pudesse divulgar pras pessoas, quem sabe dando uma esperança?
Alguém poderia dar um jeito do C., meu digníssimo ex, ler isso? Obrigada. (risos)
** Quem quiser mandar um depoimento, contando da vida como border, ou se ama um border, enfim, envia pra mim!. Se não quiser nem coloco o nome aqui. Acho interessante esta troca de experiências.
Marcadores:amor,amor borderline,comportamento borderline,depoimentos,TPB | 8
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11 de jun. de 2013
Transtorno de Personalidade Borderline, Relacionamentos e o Dia dos Namorados.
Postado por
Nathalia Musa
O Dia dos Namorados está chegando - ou, como alguns de nós preferem chamar, "O Dia da Consciência da Solteirice" ou "Dia do Chocolate pela Metade do Preço".
Um dos sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline é um histórico relacionamentos intensos e instáveis. Nós alternamos entre idolatrar e repugnar outras pessoas. Também temos a tendência a ficar em relacionamentos mais do que deveríamos, por causa do medo de se sentir abandonado.. Isso é especialmente verdadeiro quando se trata de relacionamentos românticos.
Nossa cultura dá muita ênfase em ter que estar em um relacionamento. Desde um status de Facebook a filmes água-com-açucar, é fácil se sentir pressionado a estar namorando ou casado.
Nada poderia ser mais perigoso.
Questão sobre o relacionamento nº 1: É seguro?
Corações partidos curam-se mais facilmente que ossos partidos.
As pessoas com o TPB - especialmente aqueles que sobreviveram a algum tipo de abuso - podem permanecer em uma relação arriscada porque eles preferem estar em uma situação familiar com alguém do que numa situação estranha sozinhas.
Aprendam com meu erro: terminem um relacionamento a qualquer sinal de comportamento violento.
Meu ex-noivo foi obrigado pela justiça a se tratar do TPB. Ele se recusou e começou a ficar agressivo.
Primeiro ele contava estórias - as quais eu espero que sejam falsas - dando a entender que ele havia participado de vários assassinatos. Se elas eram verdade, o problema estava óbvio. se não, que tipo de pessoa inventaria uma estória como essa?
Segundo, ele começou a atirar em mim com uma pistola de chumbinho - e continuou a fazê-lo quando eu pedi para ele parar. Era um desprezo pelo meu próprio bem-estar.
Finalmente, em uma noite, ele pegou uma faca e saiu "para salvar Jennifer de um traficante". eu estava apavorada: acreditei que ele me mataria se eu não terminasse logo o relacionamento. Quando ele voltou, eu dei-lhe o anel de noivado e o deixei.
Doeu como fogo, mas eu senti um alívio tremendo em minutos
Questão sobre o relacionamento nº 2: É saudável?
Depois deste disastre, concluí que antes ser feliz solteira do que infeliz casada.
Ele tinha me dado uma placa com um versículo da Bíblia escrito: 1 Coríntios 13:4-7, também conhecido como o "capítulo do amor" ou o "capítulo do casamento" devido a sua popularidade em cerimônias matrimoniais. Esta carta de 2.000 anos é ainda um checkup eficiente para o relacionamento.
"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
Substitua "amor" pelo nome da pessoa que você está envolvida. Quanto menos precisa for a descrição, mais doente o relacionamento.
“Não namore ninguém que você conheceu na terapia.”
Duas pessoas com TPB não deveriam formar um casal. Não cometam meu erro. Um border também não deveria ter um relacionamento amoroso com alguém que tenha algum vício ativo (como eu tinha) ou com alguém recusando tratamento.
Há vantagens em estar solteiro. Como Ann Landers* disse à TIME em 1989: "Isso pode soar muito egoísta, mas adoro a liberdade que tenho. Eu não tenho que me preocupar com ninguém além de mim mesma. Não tenho que pensar em roupas de homem, seus parentes, seus horários, sua dieta ou suas alergias. Eu não me casaria de novo."
Estar solteira é uma vantagem incrível pra mim. O Jornalismo demanda trabalho em horas estranhas, já que as notícias nunca acontecem de 8 às 6 da tarde, de segunda a sexta. Pode exigir uma viagem. Não é surpresa que entre os jornalistas há um alto índice de divórcio.
Não importa o que te digam, você não tem que estar em um relacionamento. Ninguém pode te preencher; tentar preencher um vazio com outra pessoa faz este vazio pior. Você tem que encontrar a plenitude em si mesmo. Tem que encontrar sua própria felicidade, independentemente de estar com alguém ou não.
Pense sobre isso enquanto come o chocolate que você comprou já pensando no Dia dos Namorados.
* Ann Landers, pseudônimo de Esther Pauline Friedman Lederer (4 de julho de 1918 — 22 de junho de 2002) foi uma escritora e jornalista dos Estados Unidos.
(tradução livre do artigo: "Borderline Personality Disorder, Relationships and Valentine’s Day" - algumas alterações foram feitas por mim, devido à algumas expressões e costumes que só faziam sentido em inglês e referência sobre Ann Landers na wikipedia)
* Gente, não vou mentir. Este Dia dos Namorados vai ser especialmente difícil para mim, pois sou muito ligada a datas. Vai ser meu primeiro depois do término com C., causa de toda a minha crise. Vou dormir e provavelmente tomar um vinho. Porém ando pensando muito sobre isso e entendendo que finalmente preciso aprender a me amar. É difícil. Muito complicado mesmo, pois temos aquela tendência de se culpar por tudo e eu não sou diferente. Só tenho que ter força e pedir que entenda logo que eu não preciso rezar para estar namorando no próximo dia dos namorados e sim para estar bem comigo mesma, independente de estar com alguém ou não.
Para os que vão ficar bem ou mal amanhã, leiam e reflitam, como eu. Ah sim. Meu chocolate já está comprado... ;)
10 de jun. de 2013
Músicas Borderline: Ana Carolina - Nua
Postado por
Nathalia Musa
Esta música é perfeita!
Beijos a todos!
Beijos a todos!
Marcadores:amor,músicas Borderline | 1 comentários
A TPM acende seus sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline?
Postado por
Nathalia Musa
A TPM tem sido taxada até como cômica, razão para qualquer comportamento não desejado pela mulher.
Mas para mais de 85% das mulheres em seus anos reprodutivos, a TPM não é engraçada. Seus sintomas incluem depressão, raiva, irritabilidade, sensibilidade a rejeição e uma sensação de peso e de não querer ser muito social.
A isso adicione os sintomas físicos da TPM: fatiga, distúrbio do sono, apetite aumentado, inchaço na área do abdomen, sensibilidade nos seios. dores de cabeça, musculares e nas juntas.
Será que tudo isso causa estresse? Pode apostar que sim. E não é novidade que o stress é um gatilho para qualquer transtorno, incluindo o Transtorno de Personalidade Borderline.
Na verdade, os sintomas da TPM podem intensificar os sintomas já dolorosos do transtorno de personalidade borderline. Estudos mostram o seguinte sobre o TPB e a TPM:
- Mulheres com o TPB reportam frequentemente que os sintomas afetivos e impulsivos pioram no período pré-menstrual.
- A flutuação do nível de estrogênio pode influenciar a expressão dos sintomas borderline.
- Os sintomas do TPB foram mais comuns em mulheres usando contraceptivos orais e durante os momentos no ciclo menstrual onde o nível de estrogênio estava subindo.
Aliviando os sintomas da TPM:
O Transtorno de Personalidade Borderline afeta de 1 a 2% dos adultos americanos e ocorre em mais ou menos 1 em cada 33 mulheres (uma estatística muito maior do que a ocorrência em cada 100 homens)
Para uma mulher que já está lutando contra os sintomas do TPB, isso é mais um ingrediente para acrescentar na lista de sofrimentos e que visto de uma maneira que ocorra mensalmente pode tornar a vida bem mais difícil. Todavia há formas de tentar neutralizar os sintomas da TPM que induzem o stress.
As dicas a seguir servem para lhe dar um pouco de controle sobre o que você está experenciando, para que então os seus sintomas do TPB não pareçam piores durante certos períodos do mês:
- Esteja consciente do seu corpo e mente. Já é sabido que exercícios aeróbicos aliviam a tristeza e a ansiedade, sintomas comuns na TPM e no TPB. Foque em mover seu corpo por pelo menos 30 minutos por dia. Dance, pule corda, ande, o que quer me melhore seu humor. Por outro lado, não esqueça dos benefícios do relaxamento. A ioga é conhecida por acalmar a mente e o corpo e ajuda a fazê-los se conectar e trabalharem juntos.
- Preste atenção na sua dieta. Durante a TPM, você pode se encontrar louca por açúcar ou comidas engordativas. Estes alimentos, junto com outros suspeitos como a cafeína e o álcool, podem causar estragos na química do seu cérebro, resultando em subidas e descidas emocionais as quais você quer evitar. Para anular estas vontades, trabalhe para manter seu nível de glicose estável incorporando mais grãos de carboidratos complexos em sua alimentação e bebendo mais água.
- Aqui vai uma boa dica: deixe de fumar ou sequer comece. Esta dica certamente tem benefícios para sua saúde que são ainda maiores que lutar contra os sintomas da TPM. Um estudo de 10 anos com mais de 3.000 mulheres mostrou que as fumantes estavam mais propensas aos sintomas da TPM do que aquelas que nunca fumaram.
Quaisquer que sejam seus métodos para aliviar seus sintomas de TPM, tente distinguir seus comportamentos, se são um resultado deles ou do transtorno de personalidade borderline. Se possível, preste atenção em mudanças notáveis para que você possa notar o que as está causando a fim de saber como aliviá-las.
Aliviando os sintomas do TPB:
Quanto ao trabalho para a recuperação dos sintomas do transtorno de personalidade borderline, a ajuda está chegando. Apesar do TPB ter sido antes estigmatizado como incurável e aqueles que eram diagnosticados ficavam resistentes ao tratamento, o futuro está bem mais esperançoso agora.
Em um artigo para o The New York Times, Elyn R. Saks, professor na University of Southern California School of Law e autor de The Center Cannot Hold: My Journey Through Madness, disse“Nós que lutamos contra estes transtornos podemos ter vidas completas, produtivas e felizes, se tivermos os recursos certos.”
Estes recursos podem ser encontrados na terapia e na medicação apropriada. Cada diagnóstico e experiência são únicos, então procure um tratamento que leve você a sério e te trate individualmente, desenhando um plano de recuperação especialmente pra você.
(tradução livre do artigo: "Does PMS ignite your BPD symptoms? ")
* Gente, eu sou o demônio na TPM. Choro, fico estressada, como que nem uma louca. Resolvi colocar este artigo porque foi uma dica que minha psicóloga me deu: marquem num calendário mais ou menos quando começa sua TPM para poder distinguir o que são sintomas do transtorno e o que é TPM. Pelo menos vocês vão ter uma explicação das oscilações que ocorrem no mês. E isso serve para quem não tem transtorno nenhum, ok?
Marcadores:TPB,transtornos | 6
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8 de jun. de 2013
Amigos. (2)
Postado por
Nathalia Musa
"É engraçado como depositamos tanta confiança e tanto sentimento nas pessoas. Em pessoas que achávamos conhecer, mas, que no fim, só mostraram ser iguais a todos. E por esperar demais, sonhar demais, criar expectativas demais, sempre acabamos nos decepcionando e nos machucando cada vez mais."
Dalai Lama
Amigo é aquele que nos faz sentir melhor e sobre tudo nos faz sentir amados..."
** É incrível como no mesmo dia você possa se decepcionar e se alegrar com seus amigos. É bom lembrar que há sentimentos que nunca mudam. E é triste constatar que as vezes aqueles que você jurava poder contar simplesmente te decepcionam. Estou aprendendo a lidar com isso e com as voltas que a vida dá. Aprendendo que existem aqueles em que o tempo e distância não apagarão o sentimento de carinho, por mais que eu me sinta insegura ou deixada de lado.
Aprendendo que demonstrações de amor estão nas pequenas atitudes. Que quem gosta, cuida, se preocupa, mesmo que eu ache que não mereça. Mesmo que eu, com minhas neuroses, ache que não sou boa o suficiente.
Aprendendo que as vezes outras pessoas vão me decepcionar sim, muitas vezes aqueles que eu nunca achava que o fariam. E mesmo magoada, eu tenho que ser maior do que isso: não me arrepender do que fiz e ao mesmo tempo nunca esquecer do bem que me fizeram. As escolhas estão aí para serem feitas e todas tem seu preço. Eu luto pelos meus amigos como uma leoa, mas tem gente que simplesmente não faz isso. Por isso tenho que manter minhas expectativas em baixa. Então temos sempre que optar, o que queremos? Alguém que está do seu lado quando você está sorrindo ou alguém que está lá pro que der e vier? Eu já sei o que quero e isso faz parte da minha reconstrução. Se não está do meu lado, o sentimento não é aquele que quero para minha vida.
Hoje, pela primeira vez em pouco mais de 4 meses, comecei a querer encontrar a luz no fim do túnel. Por causa de um amigo, lembrei que fiz uma promessa a ele faz muito tempo. Que eu ia tentar ficar bem. Eu havia esquecido dela. Sentir-me querida fez-me lembrar que eu POSSO me sentir assim. Não sei se estou sendo clara. Não é pra ele nem por ele. É porque ele me fez lembrar que eu não sou tão insignificante assim. que talvez eu faça a diferença sim.
Hoje, pela primeira vez em pouco mais de 4 meses, comecei a querer encontrar a luz no fim do túnel. Por causa de amigos que eu achava estarem do meu lado, mas preferiram estar do lado de C.. Apesar de tudo. Então eu também quis melhorar, pois se a minha vida finalmente mudar eu direi a eles que ela mudou. E que eu percebi que certos sentimentos que eu nutria não eram recíprocos. A lealdade principalmente. Quando eu melhorar verei exatamente quem me cerca.
Devaneio. Estou melancólica. Triste. Pensativa. Desculpem o desabafo. Antes estaria chorando desesperada pelas coisas tristes que me aconteceram, pela decepção com estes amigos. Mas estou começando a ver que também acontecem coisas boas, meu melhor amigo me deu um monte de conselhos apesar de estar longe, arranjei amizades legais aqui pelo blog (marida e Sam, beijooosss), estou com projetos... quem sabe eu não me dê conta logo que eu posso SIM vencer tudo isso?
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