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21 de nov. de 2013
Prece....
Postado por
Paula Sophia Ávila
Que a morte se estenda por sobre tudo que minha alma fere....
Que os campos áridos mortifiquem-se no ocaso... que os amores tortos pereçam deixando de si não mais que a pútrida liquefação daquilo que um dia os constituiu.... Que os mares dessalguem as lágrimas que derramei e joguem por sobre teus pastos um sopro de desertificação e terror....
Que o eixo do mundo mude... que a roda da vida pare.... e que tudo o que um dia renegaste seja exatamente o que te fará falta no último suspiro.... e que ao acordar na cálida mansidão de uma manhã que se inicia... possas finalmente perceber que não era a mim que tu perdias....
Um desabafo de quem nem sempre consegue ser assim tão sublimemente bom e dócil com um pedido de demora pelo atraso na postagem (cortesia do meu provedor de internet que esta uma gracinha de instável nos ultimos tempos...)
15 de nov. de 2013
Como lidar com o Transtorno de Personalidade Borderline
Postado por
Nathalia Musa
Ter o Transtorno de Personalidade Borderline não significa que você tem que se resignar a uma vida de relacionamentos despedaçados, instabilidade emocional e medo do abandono. Embora viver com os sintomas do TPB certamente pode te levar a uma existência diária frustrante e dolorosa, eles não são de maneira alguma impossíveis de se lidar, uma vez que você comece a aprender novas formas de como administrar as situações que possam ser um gatilho para seus sintomas.
Quando falamos sobre terapia para o TPB, nos referimos a ela como um processo de recuperação, quase da mesma forma que nos referimos às pessoas que estão superando o vício a alguma substância como sendo "paciente em recuperação". As causas subjacentes do Transtorno de Personalidade Borderline estarão sempre presentes, mas isso não significa que os sintomas estarão. Tomar uma posição pró-ativa e buscar informações e opções de tratamento para a TPB são as primeiras coisas que você deve fazer para começar seu processo de recuperação.
Terapia para o TPB
Embora você possa se sentir constrangido, envergonhado, ou resistentes a respeito de um diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline, não há necessidade de se sentir sozinho e sem esperança. Com cerca de 30 milhões de americanos que sofrem de transtornos de personalidade, é hora de entender que os problemas de saúde mental não são culpa de quem sofre com eles, mas são doenças graves, com componentes genéticos, assim como muitas doenças físicas, tais como câncer.
Embora você possa se sentir constrangido, envergonhado, ou resistentes a respeito de um diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline, não há necessidade de se sentir sozinho e sem esperança. Com cerca de 30 milhões de americanos que sofrem de transtornos de personalidade, é hora de entender que os problemas de saúde mental não são culpa de quem sofre com eles, mas são doenças graves, com componentes genéticos, assim como muitas doenças físicas, tais como câncer.
As opções de tratamento para a TPB, independentemente da abordagem específica, são caracterizados por ensinar aos clientes as habilidades que eles precisam para resolver os conflitos, explorar sentimentos e suas causas, e efetivamente auto-acalmar.
A fim de lidar eficazmente com TPB, você vai precisar fazer o seguinte:
- Busque o diagnóstico correto , se você já não o tiver.
- Explore as opções de tratamento para a o TPB. Cheque seu plano de saúde e prestadores de serviços locais de saúde mental. Encontre o melhor caminho a seguir com os recursos à sua disposição.
- Tomar quaisquer medicamentos que seu médico prescreva e informá-lo sobre os efeitos colaterais ou mudanças em seus sentimentos. Os medicamentos corretos podem aliviar alguns sintomas de personalidade borderline que possam prejudicar a sua capacidade de se concentrar na sua recuperação.
- Eduque-se sobre Transtorno de Personalidade Borderline . Conhecimento é poder . Não há escassez de bons livros e informações on-line disponíveis para você começar. (como este blog, por exemplo!)
- Envolva-se plenamente no processo terapêutico. Você é o fator mais importante na sua própria recuperação e deve comprometer-se a praticar as habilidades necessárias para superar os sintomas da personalidade borderline.
- Obter o apoio de amigos e familiares. O TPB afeta todas as pessoas importantes em sua vida . Obtê-los informados e com você na sua recuperação. Incentive-os a educarem-se e buscarem apoio, se necessário.
- Dê a si mesmo algum crédito e seja paciente com você mesmo! O processo de terapia para o TPB pode ser demorado e difícil. Você terá de enfrentar contratempos ao longo do tempo , ou talvez ter problemas para dominar uma habilidade em particular. Não desanime! Lembre-se de observar os seus sucessos e se dar um tapinha nas costas por assumir uma tarefa difícil.
Lidar com o Transtorno de Personalidade Borderline é possível através de compromisso com o processo terapêutico, educação e apoio. Se apoie no processo de recuperação, pratique as habilidades ensinadas a você, e você vai descobrir que a medida que os seus sintomas de personalidade borderline recuam, a sua qualidade de vida melhora.
(tradução livre do artigo: "How to Cope with Borderline Personality Disorder")
* Gente linda que me lê: eu estou desativando a primeira fanpage do Blog (Vivendo a Vida Com Borderline) e migrando para a fanpage Borderline-Girl.
Vai ser um canal mais fácil para eu conversar com todo mundo e falar sobre meu processo de recuperação.
Curtam!
* Gente linda que me lê: eu estou desativando a primeira fanpage do Blog (Vivendo a Vida Com Borderline) e migrando para a fanpage Borderline-Girl.
Vai ser um canal mais fácil para eu conversar com todo mundo e falar sobre meu processo de recuperação.
Curtam!
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13 de nov. de 2013
Do pensamento e da ação
Postado por
Paula Sophia Ávila
Quem nunca pensou fazer algo que honestamente não faria?
Pular de bungee jump quando tem medo de altura..
Atravessar um rio quando não sabe nadar...
Amar sem ser amado....
Opa!
Amar sem ser amado?
Sim... Amar sem ser amado é uma escola que poucos de nós faríamos conscientemente...
Mas inconscientemente uma vez ou outra escolhemos por amar sozinhos...
Mas amar sozinho não quer dizer que a outra pessoa não queira amar.... algumas vezes é simplesmente uma impossibilidade diante de coisas simples... O mapa que não contribui... ou a família que enche o saco... ou a inviabilidade de comunicação... ou a dificuldade de expor sentimentos... ou em outros casos a simples imaturidade dos sentimentos e do entendimento do próprio eu....
Atravessar um rio quando não sabe nadar...
Amar sem ser amado....
Opa!
Amar sem ser amado?
Sim... Amar sem ser amado é uma escola que poucos de nós faríamos conscientemente...
Mas inconscientemente uma vez ou outra escolhemos por amar sozinhos...
Mas amar sozinho não quer dizer que a outra pessoa não queira amar.... algumas vezes é simplesmente uma impossibilidade diante de coisas simples... O mapa que não contribui... ou a família que enche o saco... ou a inviabilidade de comunicação... ou a dificuldade de expor sentimentos... ou em outros casos a simples imaturidade dos sentimentos e do entendimento do próprio eu....
Agora... se tudo fica difícil quando se está sozinho, pq temos tamanha dificuldade em partilhar?
A verdade é que a cultura pedagógica e psicológica da constituição da nova família tem moldado homens e mulheres cangurus... Sim cangurus.... pq cangurus tem dificuldade de romper os laços com a família e estruturar vínculos com o parceiro... e... por mais complexa que seja a relação no ambiente familiar não é raro que os membros da geração canguru tenham um receio tão grande de repetir erros que se sintam paralisados diante das opções...
Conversando com uma amiga psicóloga tocamos no assunto e, bem, isso é algo pra se pensar.... pq somos tomados por um terror tão grande qdo a situação pede uma definição?
Pq o medo de sermos frustrados nos impede de tentar???
Pq nos permitimos ser soterrados debaixo de tanto medo de errar?
A verdade queridos... é que não existe verdade absoluta nem neste caso nem em caso nenhum...
A verdade queridos... é que a coerência entre o pensamento e a ação é a real escolha...
Que saibamos escolher entre o medo de errar e a coragem de dar-se ao risco....
A verdade é que a cultura pedagógica e psicológica da constituição da nova família tem moldado homens e mulheres cangurus... Sim cangurus.... pq cangurus tem dificuldade de romper os laços com a família e estruturar vínculos com o parceiro... e... por mais complexa que seja a relação no ambiente familiar não é raro que os membros da geração canguru tenham um receio tão grande de repetir erros que se sintam paralisados diante das opções...
Conversando com uma amiga psicóloga tocamos no assunto e, bem, isso é algo pra se pensar.... pq somos tomados por um terror tão grande qdo a situação pede uma definição?
Pq o medo de sermos frustrados nos impede de tentar???
Pq nos permitimos ser soterrados debaixo de tanto medo de errar?
A verdade queridos... é que não existe verdade absoluta nem neste caso nem em caso nenhum...
A verdade queridos... é que a coerência entre o pensamento e a ação é a real escolha...
Que saibamos escolher entre o medo de errar e a coragem de dar-se ao risco....
Boa sorte em suas escolhas enquanto tento descobrir qual será a minha....
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11 de nov. de 2013
15 coisas que você precisa abandonar para ser feliz
Postado por
Nathalia Musa
15 coisas que você precisa abandonar para ser feliz
BY CLAIRE DUMAS
Essa lista é uma tradução, o texto original e em inglês é do World Observer Online.
Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade “urgente” de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro estar certo ou ser gentil?” (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim?
2. Desista da sua necessidade de controle
Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.
“Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu
3. Pare de culpar os outros
Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.
4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas
Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.
“A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva.” Eckhart Tolle
5. Deixe de lado as crenças limitadoras sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!
“Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente.” Elly Roselle
6. Pare de reclamar
Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.
7. Esqueça o luxo de criticar
Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.
8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros
Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.
9. Abra mão da sua resistência à mudança
Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.
“Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes” Joseph Campbell
10. Esqueça os rótulos
Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.
“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada” Wayne Dyer
11. Abandone os seus medos
Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.
“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D. Roosevelt
12. Desista de suas desculpas
Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.
13. Deixe o passado no passado
Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.
14. Desapegue do apego
Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.
15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas
Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.
Fonte: Guia Ingresse
Marcadores:dicas,felicidade | 4
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Reaprendendo a ficar com raiva
Postado por
Nathalia Musa
Pergunte-se: "Vale a pena?"
Acalmar a raiva não acontece naturalmente. Tenho que admitir que tenho temperamento forte. Dito isso, tenho feito progresso em aprender como expressar minha raiva. Antes de reagir, paro e pergunto-me: "Vale a pena?"
Vale a pena se cortar depois? Vale a pena ficar com fama de passional? Vale a pena tudo que já evoluí? Vale a pena me prejudicar com minhas próprias reações?
Pergunte-se coisas assim. Mais frequentemente do que você pensa, vai ver que a resposta é "não". E quando a resposta é "não", você vai se dar conta que é mais fácil se acalmar e responder racionalmente.
Veja o lado bom.
Acredite em mim, isso não me acontece naturalmente. Na verdade, tenho que me esforçar horrores e na maioria das vezes só consigo bem depois que a situação passou, muitas vezes com a ajuda de minhas terapeutas. Leva-se muito tempo pra não se limitar a dizer o lado bom, mas também sentir. Dizer é o primeiro passo.
O lado bom é: tenho um emprego, consigo pagar a maioria de meus tratamentos e consigo comprar meus cigarros. O lado bom é que estou fazendo o que gosto, o blog e meu canal têm muitos acessos, então estou ajudando muitas pessoas, depois de tanto tempo consigo fazer o que eu gosto novamente, já estou entrando no shopping sozinha.
Como eu já disse, isso não me acontece naturalmente e provavelmente não vai acontecer com você. Não fique desencorajado, essa é uma habilidade que melhora com a prática. Estou melhor do que eu costumava ser e você vai ter progressos também. Comece dizendo o que não está errado na situação - por exemplo: se eu tiver frustrada por ter me atrasado, posso lembrar que chegarei ao destino e pelo menos tenho um lugar para ir, e não adianta querer bater em todos os carros para que o trânsito flua mais rápido. Há sempre algo, mesmo que seja um simples "Eu não me cortei/fiquei bêbada/criei expectativas loucas hoje".
Reconheça sua Raiva
Isso não significa que você tem que enfiar a raiva dentro de si e deixá-la apodrecer. Pelo contrário, o primeiro passo para aceitar a vida como ela realmente é reconhecer sua raiva. Dizer para a pessoa - ou para a situação - "Estou puto porque isso aconteceu" ou talvez algo mais educado do que isso. Seja honesto. Diga como se sente e preste atenção na sua reação. Muito frequentemente você vai perceber que há uma razão perfeitamente razoável por trás daquilo que está chateando você, ou que há um ângulo que você ainda não considerou para estudar o problema.
Uma vez que você admita que está zangado, se pergunte o que você quer fazer com essa raiva. Já que há pouco o que se possa fazer para mudar a sittuação, podemos escolher como reagir a ela.
Eu mesma venho pro blog e escrevo. Decidi tentar canalizar minha raiva em algo produtivo - escrever/fazer ioga/fazer unhas decoradas/trabalhar. Decidi tentar não me cortar, não me embebedar.
Diga a si mesmo: só por hoje eu vou tentar pensar antes de reagir. Por hoje.
Marcadores:comportamento borderline,dicas | 2
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1 de nov. de 2013
A Importância de saber seus gatilhos do TPB
Postado por
Nathalia Musa
Se diz que a ignorância é uma benção, mas quando estamos falando de saber o que pode te mandar direto para o fundo do poço, nada poderia ser menos verdadeiro.
Estar ciente do que pode fazer você ter uma crise - ter um entendimento de quais tipos de coisas são os catalisadores para as manifestações dos sintomas do seu transtorno de personalidade borderline - pode já ser a metade da batalha.
Quado eu sofri de um transtorno alimentar, eu ficava muito agitada toda vez que tinha uma reunião de família. Parecia que, bem quando eu estava me divertindo e aproveitando a companhia das pessoas que eu amava, alguma coisa acontecia e eu começava a ter um comportamento muito desagradável, dizendo coisas ruins e fazendo de tudo para que as mesmas pessoas que eu amo não me quererem por perto.
Eu queria que eles olhassem para outro canto, fossem pra outro lugar, para que eu não tivesse que me preocupar com como eu estava ou sobre eles me observarem comendo (que, na minha cabeça, era o mesmo que estar julgando o que eu comia)
No final do dia eu me sentia confusa e envergonhada. Eu queria estar com minha família! Por que eu tinha que me comportar tão mal?
Reconhecendo seus Gatilhos
Precisei de um incidente em particular para que eu me desse conta qual era um de meus gatilhos. Era um lanche de domingo com as garotas (minha mãe e minha cunhada super-magra, saudável e instrutora de aeróbica) e eu ofereci bolinhos de blueberry sem gordura. Enquanto eu espalhava manteiga no meu bolinho sem gordura, minha cunhada deu risada: "É engraçado. Você oferece bolinhos sem gordura e enche eles de manteiga."
Eu levantei e deixei a mesa sem dizer uma palavra, deixando minha família lá, se perguntando aonde eu tinha ido (fui pra casa), e literalmente não comi nada por 3 dias. Ocorreu-me que estar perto dessa minha cunhada, mesmo amando-a, era um gatilho.
Ter esta consciência foi muito útil. Não ficar perto dela não era uma opção, mas saber que, quando estava perto dela, eu precisava estar consciente, atenta às minhas reações e à verdade por trás dos meus sentimentos quando eu estava próxima foi uma ferramenta valiosa para me manter de pé. Ao final daqueles 3 dias eu estava deprimida, fraca e num estado doente. Se eu soubesse sobre este gatilho antes..
Um dos benefícios de procurar tratamento para o Borderline é descobrir seus botões mágicos. Gatilhos podem ser qualquer coisa. Você pode se surpreender. Eles podem ser mais óbvios, como o gatilho de uma amiga minha, cujos sintomas eram inflamados quando algum amigo próximo dela contatava outro sem que ela soubesse. De novo, como no meu caso, veja que os gatilhos podem se esconder nos lugares mais inimagináveis, como um lanche com a família
Conhecimento é Poder
Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline são ruins o suficiente, especialmente quando potencializados por algum gatilho. Se seu TPB co-ocorre com algum outro transtorno, como o alimentar ou de abuso de substância, saber seus gatilhos pode literalmente salvar sua vida.
Num post recente que li, um blogueiro escreveu que estar sozinho nos feriados pode ser um gatilho para que ele passe um mês usando remédios pra "dormir e esquecer"
Considerando que o Transtorno de Personalidade Borderline tem a ocorrência mais alta de suicídio quando comparada à qualquer outro transtorno mental, nada pode ser mais importante que o conhecimento de seus gatilhos, e isso inclui saber suas defesas.
O blogueiro que comentei antes sabia que, quando sofremos dos sintomas causados por um possível gatilho, a defesa dele ou era se bater na cabeça ou tomar remédios pra dormir. No meu caso, minha defesa era dizer pra mim mesma que ninguém ligava ou que nada importava de qualquer forma. Como resultado, eu era cruel com as pessoas que eu amava para afastá-los, então eles não precisariam "fingir" que gostavam de mim.
Uma frase que eu acho mais precisa que "ignorância é uma benção" é "conhecimento é poder". Conhecimento é uma ferramenta, uma arma no arsenal que você vai precisar para batalhar contra seus sintomas e voltar à apreciar a vida. A Atenção Plena é uma ferramenta que você vai aprender durante seu tratamento. Pela terapia, como a Cognitivo-Comportamental, você vai ganhar a auto-consciência que vai te ajudar de formas que nem imaginas.
Procurar um tratamento para seu Transtorno de Personalidade Borderline é um objetivo importante que você pode pensar para o Ano-Novo. Conhecer as ferramentas para que você possa reagir de uma forma mais assertiva vai te trazer para mais perto à felicidade que todo mundo comenta quando desejam "Feliz Ano-Novo".
(tradução livre do artigo: "The Importance of Knowing Your BPD Triggers")
Marcadores:gatilhos,TPB | 5
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31 de out. de 2013
De um sobrevivente a outro.
Postado por
Paula Sophia Ávila
Graças ao magnífico fato de Minas Gerais ser uma terra onde tudo prospera, menos a tecnologia, vai minha postagem com mais de 12hs de atraso....
Todos sabem que tenho uma história longa e intrincada com uma border e que no meio do caminho passei a ser um pouco referência para alguns outros familiares...
Acontece que entre os familiares que acompanho, um se destaca por ter uma história absolutamente IDENTICA a minha... ele também escritor, também adepto da poesia e, como não podia deixar de ser, também castrado em sua escrita pela desqualificação de sua parceira... Segue então o fruto de nossa última conversa, onde falávamos da capacidade de dar manutenção à própria identidade em detrimento do relacionamento e, do escrever sim, independente do que isso acarrete na visão do parceiro... pq, se para o border é importante a expressão dos sentimentos, para quem convive com ele e tem esse veio de escrita (ou qualquer outra forma de expressão) barrado, castrado, mutilado ou o que seja... o caminho para o abandono da própria sanidade está deveras encurtado, sem dó e sem piedade...
"Então, meu irmão....
Tudo dará certo e virá a seu tempo...
Faze de tua dor o alimento de tua escrita...
Não há nada que bloqueie a arte que corre em tuas veias...
Nada além de tua própria necessidade de nutrir-se de tua dor e fazer dela tua amante unica exclusiva e ciumenta.
diletante é o sentimento de posse da dor que nos asssoma e incapacita o fluxo venal da arte que teu próprio coração bombeia...
Existe ai dentro, assim como sangue e linfa, beleza e dor....
outra...
Podes nutrir a dor, mas tua arte sucumbirá
Podes nutrir a tua
Resta a ti meu caro irmão saber separa-las e nutrir uma com a
arte.... mas apenas se fores capaz de desapegar-se da tua dor e dividi-la com o externo..."
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