Amigos:

26 de mar de 2013

Presença Ausente.



Estou menos descontrolada mais calma. Ainda revoltada com tudo, mas um pouco melhor. Entre vodka, cortes e feridos, salvaram-se todos. Amanhã tenho psicóloga e vou botar tudo pra fora.

Na minha revolta nem comentar nos blogs amigos eu fui. Não tinha uma palavra amiga pra dar...


Quem não entendeu do que estou falando, é só olhar o post anterior.

Ainda não sei bem o que dizer. Então posto este poema que reflete bem o que sinto.




Presença Ausente


A minha presença,

mesmo presente,

torna-se ausente

à procura de você


E, assim,

dois valores surgem:

um inconsciente

feito de presença;

outro consciente

feito de ausência...


E no lapso do tempo

e desses valores

vivo sob a neblina

da ilusão e da saudade.


( Maria do Céu de Ataíde Vasconcelos )

3 comentários:

  1. Oi Naty
    Eu sei querida, quando digo que sei, vc sabe que sei mesmo, não é fácil, mas vai passar, tbém sei disso. Só não faça nenhuma besteira, por favor, porque vontade de fazer dá tbém. #tamo junto.
    Lindo poema.
    Bjos.

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  2. Vc me escreveu... tb tenho consulta amanha mas no psiquiatra... vou te confessar ha duas semanas nao vou a terapia..... qdo eu saio de lah to sempre melhor, mas eu chego e tenho que botar tudo pra fora, tem coisa que nao consigo soltar, e olha que o cara eh bom... vou comentar sobre seus posts lah no blog, eu jaj ia falar da minha consulta amanha e do meu "medo" de consultas e vou aproveitar pra malhar o FDP do post anterior tb... Se tivesse online, nao ia deixar vc se cortar... tipo escolhe: ou bebe ou se corta... eh neh pq sei que na hora do desespero infelizmente a gente faz merda, mas eu ia querer tentar q vc fizesse menos merda... fala tudo pra terapeuta mesmo...

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  3. “Para meu falecido, eu''

    Creio eu que em algumas horas esquecerei que escrevi esta carta. Não faço a mínima ideia do motivo disso. Somente sei que preciso escreve-lá. Isto está acabando comigo. Essa não sou eu. Nunca foi. Quem estão querendo enganar? Eu não sou louca. Não posso ser. Mas sinto que esses comprimidos sobrepostos sobre minha mesinha de cabeceira, parecerem gritar comigo, alegando totalmente o inverso de meu pensamento. Olhando ao redor, percebo que este não é meu quarto, muito menos minha casa. Onde estou? Não faço a mínima ideia. Não sei como vim parar aqui, e não sei nem meu nome. Então vem a grande dúvida. Se eu alego que não sou louca, se nem mesmo sei quem sou, como saberei que não sou louca? Simples. Se eu estivesse realmente assim, não estaria escrevendo sobre algo tão estupidamente estúpido. Palavras nunca foram meu forte, ainda mais quando estou as escrevendo. Sou muito do contra. Muito mais do que gostaria de ser, mas sou assim. O avesso ou no caso, ao avesso. Em frente a minha suposta cama, sobre minha cômoda está uma pequena frase. “Entendendo você, entenderá o mundo inteiro. Não subestime sua capacidade.” Tudo bem, agora eu estou realmente confusa. Quem escreveu isso? Não pode ter sido eu, eu nem me lembro disso. Será que estou de ressaca? Talvez.


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