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14 de mai de 2013

Dissociação e o 'Não-Viver'


    

Eu sou um robô. O que mais posso dizer? Eu sou um robô, sim senhor. Sou feita de carne, osso e vísceras, como toda gente. Mas sou um robô. Sinto-me assim e está difícil mudar isso. Estou no "modo automático" há muito tempo; penso, sinto, faço tudo automaticamente, como se todas as coisas perdessem o sentido para mim. 

Frequentemente vejo mundo como se eu estivesse fora do meu corpo (sou um robô de alma livre). Eu cresço, eu diminuo e não dá mais para viver assim. 

Sou um robô, sou irreal e preciso de ajuda.

                                                                         -


Por que estou contando meu caso, fato tão comum na TPB (a dissociação) e que certamente todos ou quase todos borders já passaram?

Porque às vezes nada é tão simples como se imagina e preciso escrever pra ser compreendida.

Quase 3 anos de tratamento e continuo cavando meu poço (cheguei no fundo dele há tempos). Meu quadro de dissociação é o grande vilão da minha história mal escrita. Das minhas inúmeras tentativas de suicídio, a maioria foi durante uma crise dissociativa.

Sei que algumas atitudes minhas pioram o quadro, como a bebida em excesso. Mas eu não tenho mais forças pra lutar, pra dizer não a uma lâmina, dizer que não quero a próxima dose de vodka... O apoio de minha família é essencial, mas inexistente. 

No meu estado atual, uma internação seria mais que bem vinda e tenho consciência disso. 


O que você acham? Como posso procurar essa ajuda sozinha?



P.S.: nunca pensei que era tão bom desabafar em um blog.




6 comentários:

  1. Poxa, já me senti feito um robô assim tantas vezes, vc descreveu direitinho esse tipo estranho de depressão sem sentimentos. Até a tristeza parece meio vazia, as lágrimas não caem e nem nada. É só aquela sensação gritante de querer deixar de existir e que nada importa.
    Acho que uma internação seria uma boa opção, já q não tem o apoio da família e existe o perigo de suicídio. Mas eu não sei tb como ir atrás disso. Nunca fui internada, então não sei como funciona isso.
    Mas certeza que alguém aqui vai poder te ajudar aqui pelo blog.

    Força menina, parece q não, mas vai passar! Repita sempre isso pra vc mesma! É o q me ajuda nessas fases...

    Abração da Flor~*

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  2. Ah! Esqueci de comentar que amei a nova cara do blog! Tá lindinha! :)

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  3. Ainda bem que tens a noção que precisas de ajuda. Fala e desabafa com que confias, tenho a certeza que te dá a mão. Fala abertamente do que te atormenta com o médico que te segue.
    Um abraço apertadinho cheio de força

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  4. Olá (Eilan/Marília),

    Obrigada pela visita ao meu recanto.

    Li as três últimas postagens para entender melhor a respeito da TPB. O que descobri é que você se expressa muito bem e tem consciência de tudo que envolve este distúrbio e, inclusive, é capaz de lutar quando os sintomas ameaçam. Logo, vejo você com vantagem sobre outros eventuais portadores de tal distúrbio. Creio que é um processo de sofrimento muito grande, mas controlável pelo que pude perceber.
    Nunca desista de você. Creio que a internação possa ser bem vinda, mas isto depende de orientação médica, sendo que o próprio médico poderá ajudar nas providências de internação, se for ocaso.
    Falar sobre o assunto é muito importante, tanto pelo desabafo quanto porque quem ouve ou lê sempre poderá contribuir com alguma luz ou conforto.
    Agarre-se na fé e na sua força. Há doutrinas, como a espírita, p. ex., que ajuda muito com passes magnéticos.
    Insista e persista que você vai conseguir o equilíbrio tão desejado e buscado.

    Volte sempre. Será um prazer interagir com você.

    Beijo.

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  5. As vezes me acho tão parecido com o que vc escreve...
    Rick

    http://depressaodrepre.blogspot.com.br/

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  6. Pelo menos você sabe que quer ajuda, no meu caso é complicado porque ora quero muito e ora não, cismo em tentar colocar na minha cabeça que não há nada de errado comigo...
    Gostei do blog, é sempre bom poder ler coisas com as quais nos identificamos.

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