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5 de jul de 2013

TPB e agradar as pessoas a qualquer custo: Uma situação complicada



Eu notei que as pessoas com o transtorno de personalidade borderline tendem a querer sempre agradar as pessoas. Se isso é devido ao medo de abandono e desejo subsequente de ser amado a qualquer custo ou não, eu não sei. Todavia, o desejo de ser aceito é forte e pode ser perigoso.

Porque eu tento agradar as pessoas:

Eu escrevi recentemente no meu diário:

"Eu não me recordo quando começou minha necessidade de agradar ou resgatar as pessoas. Eu fui assim minha vida toda, eu acho. Eu sinto que a terapia ajudou - Eu posso colocar limites agora, quando eu não podia antes. Todavia, eu ainda tenho uma necessidade por aprovação dos outros - Não sei como conseguir a minha própria. 

Eu tenho muitas realizações, mas não sinto como se as tivesse ganhado. Fui bem na faculdade - Baylor (universidade), pelo amor de Deus - porém não foi fácil. Sinto que tudo que fiz foi me mostrar. O lance com o livro teve sorte envolvida, foi a editora que se aproximou de mim. sinto como se tivesse falhado no único desafio de minha vida - minha época no exército (não completei o básico). Isso ainda me incomoda.

Por toda a minha vida eu quis ser corajosa, quis ser a heroína. Tentei salvar as pessoas mesmo quando isso me machucava - meu irmão viciado em drogas, meu irmão mais novo (quando eu não não podia sequer apoiar a mim mesma, imagina ele.), meu ex-noivo. Eu tinha que ser a heroína porque heróis são todos bons. Heróis não se machucam. Heróis são amados."

Os perigos em agradar as pessoas

O desejo de agradar as pessoas a qualquer custo pode ser perigoso. Pode te levar a fazer más escolhas ou assumir riscos idiotas. Por exemplo, meu ex-noivo me coagiu a fazer sexo sem proteção, e eu peguei uma doença inflamatória pélvica como resultado. Foi uma má escolha e um risco bobo que me levou a consequências para a vida inteira. 

As pessoas que querem agradar de qualquer maneira nos faz colocar-nos em situações perigosas. Por exemplo, eu fqieui com meu ex-noivo mesmo quando sua conduta abusiva se tornou aparente. Ele frequentemente me atingia com uma espingarda de chumbinho. Eu tinha tanto medo da briga que poderia levar a um rompimento que tolerei isso. Foi só quando ele agarrou uma faca no meio da noite para resgatar a ex-namorada de um traficante de drogas que eu tive coragem de terminar o noivado.

Outro perigo em agradar as pessoas é um ódio a si mesmo. Apesar de um dos sintomas do TPB ser um senso de identidade incerto, temos um código de ética interno. Quando nosso desejo de agradar ultrapassa este código, começamos a lutar com esta auto-aversão. Sentimos como se fôssemos pessoas más e acreditamos que precisamos nos punir. Auto-mutilação é uma forte possibilidade neste cenário.

Encontrando a coragem para estabelecer limites

Para estabelecer limites, temos que acreditar que vale a pena ter limites. Nós precisamos aprender que temos o direito de não sermos violados, temos que ter a auto-estima para dizer não.  

A terapia me ajudou a chegar nesse ponto e pode fazer o mesmo por você. Você pode aprender a dizer não, a estabelecer limites, a se defender. eu não tenho nenhuma mágica que ensine a fazer isso - tive que praticar na terapia antes de chegar onde cheguei.

Como qualquer coisa que valha a pena ser feita, colocar limites e parar de querer agradar a todos a qualquer custo requer prática. Comece pequeno. Coloque limite em algo como "emprestar dinheiro". Então avance para coisas maiores. Esteja preparado para as pessoas de repente se perguntarem o porquê de você de repente não ser mais um capacho. Esteja preparado para escutar coisas do tipo: "Mas você sempre fez isso antes!" Fique firme. Você vale a pena!

(tradução livre do artigo: "BPD and Pleasing People: A Deadly Situation")

* Gente, meu maior defeito. Não consigo dizer não. Sempre acho que a pessoa vai me odiar se eu negar algo pra ela. É muito complicado.
Lembro quando eu trabalhava como coordenadora em uma escola de inglês e tinha que fazer treinamento de professores novos. Muitos candidatos e eu com certeza não ficaria com todos. Aquilo me matava! Ter que recusar o emprego, dizer que aquelas pessoas não poderiam ficar ali, era péssimo. Também como coordenadora tinha dificuldade em impor limites aos alunos, já que acabava acatando tudo que eles me pediam. Foi quando eu percebi que eles estavam montando em mim que resolvi ser mais enérgica.
As vezes crio coragem, mas mesmo assim fico uma semana pensando o que a pessoa vai pensar de mim. Essa necessidade de ser aceita é muito complicada. Como não me acho com qualidades suficientemente boas ppara que gostem de mim de graça, tenho que fazer tudo pra todo mundo e aí serei amada.
É. Eu sei. Tô trabalhando nisso.






2 comentários:

  1. É difícil dizer não. Sempre fui uma criança muito submissa, fui uma adolescente não muito rebelde, uma adulta que sempre pensa mais nos outros que em si mesma...Mas estou aprendendo a dizer NÂO, é difícil, mas é necessário. Mesmo sem ter o TPB, vejo nas suas dificuldades algumas que tb tenho. Somos humanas, mulheres, rsrs...Mas tenho fé que vou alcançar o meu melhor. E sei que vc tb tem potencial para alcançar o seu melhor, aquela sensação boa de estar em paz consigo mesma. Aquele lance do Kung Fu Panda2, se vc não viu, vale a pena. Um grande bj

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  2. Olá Eilian!
    Eu acho que a necessidade de agradar ás pessoas não se limita apenas á quem tem boderline...acho que até pessoas isentas de problemas do tipo também sentem essa necessidade de uma forma constante. Parece que é algo imposto pela sociedade em si, para que consigamos viver em paz, socialmente, no trabalho, no dia á dia...
    O que precisamos aprender é que se é impossível agradar á todos e antes de agradar aos outros temos que agradar a nós mesmos e saber limites senão acontece o lance das pessoas abusarem da boa vontade.
    Menina, eu também choro muito em filme e livros que tenham animais! Sou uma manteiga derretida na verdade mas quando se tem uma obra onde os animais passam dificuldades e sofrem, eu me debrulho em lágrimas. Tempos atrás fiz um artigo de Sempre ao Seu Lado que, sem brincadeira foi um ds filmes em que mais chorei na vida ;_; Tenho o filme em casa mas estou com medo de rever e ficar com a cara toda inchada de tanto chorar de novo. (aqui está o link caso queira ver:http://empadinhafrita.blogspot.com.br/2011/06/sempre-ao-seu-lado.html).
    Eu lembro de Benji! Adorava a história dele na floresta criando os filhotinhos de onça, lembro que até tinha gravado em VHS. Um que não pretendo ver é Marley e Eu..sei que também vou chorar em demasia.
    Fiquei realmente surpresa sobre os detalhes sobre as obras de Marion...lembro que uma vez me disseram acerca das 3 histórias das 3 sacerdotisas,que continha a de Viviane. Mas as demais fiquei surpresa. É a mesma coisa...quando eu pensava que minha escritora favorita (Anne Rice) abandonara a ousadia e complexidade com que desenvolveu seus Contos Vampirescos que fazem história, e se converteu a escrever livros evangélicos, pensei que jamais a veria colocando seu real talento em prática. Mas qual não foi minha surpresa ao me deparar com uma vilta de Anne Rice em desenvolvere uma nova e ousada versão para um clássico conto de fada? *.* Quase surtei rs.
    Engraçado né...Marion escreveu tanto sobre paganismo mas continuou cristã.
    bjs

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