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2 de jul de 2013

Vivendo com o TPB: 5 coisas que você deve saber.



Se você recebeu o diagnóstico de ter o Transtorno de Personalidade Borderline ou acredita que você possa estar vivendo com oTPB, deve estar se sentindo sozinho, amedrontado ou sobrecarregado. Este é um transtorno psiquiátrico complexo que se manifesta de maneiras diferentes em cada pessoa.

Apesar de que viver com o TPB possa ser extremamente doloroso, isolador e caótico, existem muitas razões para se sentir encorajado. Se você está lendo este texto, significa que já está sendo pró-ativo  e se educando sobre o TPB e a sua terapia. Seu objetivo para segui em frente será aprender como começar a a viver com o Borderline e não meramente sofrer com ele.

Cinco coisas para saber sobre viver com o Transtorno de Personalidade Borderline:

1. Você não está sozinho. Apesar de soar clichê ou óbvio, é a verdade. O TPB uma experiência especialmente isoladora. Quem sofre dele não quer nada mais do que ligações seguras com os outros mas são compelidos a agir de formas que inibem a intimidade real e a confiança. Porém viver com o transtorno não quer dizer que você está sozinho. Há grupos de apoio e fóruns online para te ajudar a saber como os outros lidaram com seus diagnósticos e avançar para uma direção positiva. Lembre-se que outros estão vivendo com o TPB e compreendem o quão difícil é. Ajuda saber que você não está sozinho. 

2. Terapias eficazes para o Transtorno de Personalidade Borderline existem. Por muitos anos, um diagnóstico de TPB era bastante desencorajador, visto que poucas opções eficazes de terapia tinham taxas de sucesso comprovadas. Terapeutas ficavam muitas vezes relutantes em aceitar pacientes com o transtorno simplesmente devido às dificuldades inerentes ao tratamento do distúrbio. Todavia, agora estamos numa era onde há muitas razões para acreditar que o TPB não é apenas tratável, que poderia ser até curável. A Terapia Dialética Comportamental tem se mostrado altamente eficaz como terapia para o Transtorno de Personalidade Borderline, que ensina um novo conjunto de habilidades para ser aplicado quando estamos em estados de angústia emocional.  

3. Você precisa de apoio. Além de apoio profissional, as pessoas diagnosticadas com o Transtorno de Personalidade Borderline precisam de amor e apoio de amigos e familiares ao longo do seu processo de recuperação. Em alguns casos, o TPB pode nascer de um ambiente familiar extremamente disfuncional. Incluir as famílias na terapia pode ajudar a facilitar maiores mudanças positivas na dinâmica desses relacionamentos. Você precisará saber que aqueles que estão mais próximos apoiam as mudanças que você precisa fazer e querem mudar também, para curar as feridas antigas e avançar.

4. Será difícil. Eu sei que você deve estar pensando: "Já é difícil!", mas a terapia para o TPB é uma jornada longa e muitas vezes difícil. Você vai explorar experiências dolorosas do passado, praticar fomas de comunicação novas, estranhas e possivelmente desconfortáveis, experimentar contratempos ao longo do caminho, porém dedicação contínua ao processo produzirá resultados positivos. VOCÊ é o fator mais importante na sua recuperação, então se apegue a isso.

5. É possível fazê-lo. Com um diagnóstico apropriado, medicação, terapia e apoio, você estará avançando para uma vida mais balanceada e saudável. Muitas pessoas vivendo com o TPB aprendem como superar seus piores aspectos e aplicar novos métodos de pensamento e comunicação. Eles passaram a atender objetivos profissionais e pessoais, curar velhas feridas de relacionamentos, melhorar a qualidade de suas vidas e adquirir um senso de completude. Você pode conseguir também. 

Viver com o TPB pode ser incrivelmente difícil as vezes, mas adotar certas medidas para se curar e se recuperar através da terapia pode aumentar sua estabilidade emocional e melhorar a qualidade de sua vida e de seus relacionamentos. Não há razões para se sentir desencorajado por um diagnóstico de TPB quando vemos quantas pessoas conseguem se recuperar com sucesso.

(tradução livre do artigo "Living with BPD: 5 things you should know")

* Tentando recomeçar quase no meio da semana. A minha gatinha, a Amy, morreu ontem e eu fiquei/estou bem mal. Mas não podia me deixar abater, pois acredito que ela tenha entrado na minha vida com um propósito de me ajudar. Quando eu estava na crise maior, bêbada e dopada de remédios, era saber que eu precisava cuidar dela (pra quem não sabe era ela paraplégica e usava fraldinhas), trocar sua fralda, que me fazia ficar com pelo menos a ponta dos dedos no chão. Ela era carinhosa e meiga, apesar de suas incapacidades e me ensinou bastante.

Pensei em me entregar a depressão de novo, foi muita coisa de uma vez, o dente, a Amy... Mas não. Se a Amy me fez ficar ligeiramente consciente e de certa forma me salvou durante minha crise maior, não vou fazer isso com a memória dela. Vou lembrar de seu amor e tentar prosseguir.

Por isso escolhi este artigo. Eu tenho TPB e sei que as perdas doem muito intensamente em mim. O que fazer com isso é escolha minha. Tá difícil, porém vamos lá. Caminhar. Por mim. Por ela. e para que eu possa ajudar ainda mais animais quando ficar melhor.







6 comentários:

  1. Olá!
    Os border`s são imperativos, em cada um deles existe enormes sentimentos e muita emoção.
    Um border não deve viver sem namorado(a), não deve procurar o isolamento, ter um namorado(a) faz parte da estabilidade necessária.

    Abraço

    Ag

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  2. Adorei o artigo.
    A decisão que vc tomou de não se entregar a depressão honra e muito a memória da sua gatinha. Não é por acaso que ninguém entra na nossa vida, até mesmo nossos bichinhos de estimação. Então todo o amor que vc deu e recebeu merecem ser honrados.
    Pode publicar a foto sim. Fiz com o maior carinho para o seu projeto e tb para mim mesma...rsrs... Não é muito fácil se amar...rsrs... Um grande abraço.

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  3. sinto muito pela sua gata, é muito doloroso perder um amigo quase filho que a gente tanto ama. força!

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  4. oh, eu sinto muito pela ida da Amy. Eu não sabia que ela era paraplégica, e eu achando que a bichinha estava cheia de pose na foto,eram as perninhas dodóis. A Amy era uma portadora de necessidades especiais, feito eu? Rsrs...
    Eu tive um gato e quando ele se foi, atropelado, jamais quis outro, porque aqui onde moro é perigoso, muito movimento de carro. Mas,assim como a Amy fez tanto por você, espero que se apaixone por outro bicho que faça tanto quanto ela, sem jamais esquecê-la.

    Beijo, menina.

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  5. Olá Eilan, eu sinto muito por isso... mas fico feliz que não tenha se deixado abater apesar de imaginar o quanto deve estar sendo difícil pra você. Mas você é forte, vai conseguir!

    Enviei um depoimento e fotos para o projeto, me avise se recebeu e se era isso mesmo...

    Bjs
    Fica bem!

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  6. O meu marido foi diagnosticado como border somos casados a 30 anos mas ele me traiu e eu descobri, ele não quer se separar, será que vc poderia me ajudar a entender.

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