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6 de mai de 2013

Família Disfuncional e a Falta de Apoio

     

      
Pesquisadores acreditam que o Transtorno de Personalidade Borderline resulta de uma combinação que envolve o funcionamento cerebral, genética e infância traumática. É um fato inegável e conhecido. Mas o meu ponto de partida aqui é sobre a família disfuncional e como ela pode atrapalhar no tratamento de um border.

Todos nós temos algum problema, seja ele relacionada à família, amigos, namoros, enfim. Cada um enfrenta seu problema como pode, como consegue. Em uma família disfuncional, todos os problemas são enfrentados de uma maneira "coletiva". Os conflitos nessa família acontecem por mínimas besteiras. Ou então, é um pai que é viciado em álcool, uma mãe viciada em compras, um irmão viciado em cocaína. São apenas exemplos. Não há uma estrutura com condições dignas para uma criança, adolescente, crescer nessa família. 

Para um border, estar inserido em uma família disfuncional é como estar em um liquidificador, que mistura todos problemas e mata o border aos poucos.

Eu vivo em uma família disfuncional e o que é pior, ninguém (mãe, pai e irmã) me apoia ou tenta me ajudar no meu tratamento. Não é somente comprar toda a medicação e pronto, "fiz minha parte". A conversa pra mim é essencial, e inexistente. Ainda hoje, com 3 anos de diagnóstico, meus pais acham que tudo não passa de capricho ou falta de deus. Que deus? Isso é patético. Aliás, ter apenas a psiquiatra e a psicóloga para conversar é patético.

Não sei mais o que fazer para ganhar o mínimo de atenção, apoio e compreensão. Eu adoraria ajudar minha família com seus problemas, mas não consigo resolver nem os meus, quanto mais os alheios. É pedir demais, em meio a um furacão, um pouco de carinho?

11 comentários:

  1. Não é pedir demais não baby. eu te entendo. e compartilho da sua frustração por ter tão poucos a quem recorrer para desabafar.

    bjo e fique bem.

    Eilan

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  2. Eu sou evangélicas e meus pais tb. Meu pai nunca disse para mim e para minha mãe q a gente era assim por falta de Deus. Quem fala essas coisas realmente não conhece a Bíblia como deveria. Uma dessas pessoas ignorantes da Bíblia (uma tia minha) me disse que eu não era curada do Transtorno Bipolar, pq eu não tinha fé o suficiente. E que ei tinha q exigir de Deus a cura. Aham, sei, como se Deus fosse supermercado. Afff! E dizer q eu não tenho fé??? Deixei pra lá, não tava afim de discutir nada com ela. Ninguém entende as doenças do cérebro, essas nossas disfunções. Como afeta as emoções, as pessoas acham q é tudo psicológico, que a pessoa quer aparecer e tal, como vc falou. Mas ninguém fala pra uma mulher na TPM q ela tá daquele jeito pq precisa de Deus né??? Seria muuuita ignorância mesmo... E a TPM não é algo como uma disfunção hormonal? E não é o cérebro q controla a excreção dos hormônios??? Então....

    Marília, além da família, vc não tem nenhum amigo com quem possa se abrir??? Qualque coisas estamos aqui pra isso. Desabafa, descarrega tudo que precisar e ninguém vai te julgar. Todos aqui sabemos como é passar por esse tipo de dificuldade. Fico feliz que esteja participando do blog tb. Uma boa ideia pra ter a sua experiência na blogosfera, sei q não vai se decepcionar. Vai virar vício até! rs Mas um vício bom, vc vai ver :)

    E Eilan, continue dando notícias hein?! Ou envio uns puxões de orelha pelo correio! rs

    abraços da Flor ~*

    http://bipo-analisando.blogspot.com.br

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Tenho uma opinião um pouco diferente em relação a esse assunto. Não creio que pessoas como meus pais sejam ignorantes, cegos religiosos. É apenas uma das consequências ruins que a religião traz se não desenvolvida corretamente dentro da própria pessoa.
      Ah, em relações aos amigos, acho que afastei todos depois de tantas crises. Aqui no blog posso me sentir em paz.

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  3. Minha família não é religiosa, então no meu caso "apenas" acham que meu problema é algo que eu posso controlar. É ridículo e patético porque é como se não acreditassem em nada que os médicos dizem (alô, décadas de pesquisa científica não se jogam no lixo?). E, claro, não há conversa alguma, apenas alcoolismo e um descontrole emocional grave. Compram os remédios e pronto, a ajuda está dada. A pressão e o estresse continuam, o que obviamente não contribui nada para a melhora. Isso me dá muita raiva.

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    1. Como eu disse no post, passo por uma situação bem parecida com a sua. Além de raiva, sinto-me super frustrada e agoniada, mas já me acostumei (eu acho) com tanta confusão. Eu gostaria que borders como eu e você não precisassem passar por isso, mas é inelutável.

      Um abraço!

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  4. Minha religião é a minha mente, estou consciente que com uma mente forte posso controlar o meu corpo, ansiedades e outras coisas mais.
    Minha mente sempre me disse para nunca desistir da conquistar a felicidade, assim tenho feito sem necessitar de pregadores ou conselheiros, ditos religiosos.
    Todos temos direito e o dever de caminhar em liberdade para conquistar a felicidade.
    MENTE FORTE CORPO SÃO.

    ag

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  5. Oi Marília
    Eu sei que é difícil nesse momento, mas tenha paciência com seus pais, no fundo eles te amam. Eu sou mãe, é difícil mesmo uma pessoa que não tem transtorno entender a que tem, e se é religiosa então, pior ainda, falo isso, porque convivo com pessoas religiosas. Para meu marido entender minha doença ele teve que fazer terapia também, minha mãe, já é idosa, não entende. Eu fiquei chateada com ela, assim como vc, mas eu sei que ela me ama. Vai por mim, nesse mundo, depois de Deus, quem mais nos ama são nossos pais, e eles só querem o melhor para nós. É que, por exemplo, eu quebrei o ombro, é fácil, eu tirei RX e apareceu o quebrado, com nossas doenças da mente, dependemos do diagnóstico do psiquiatra (eu passei por 3) para ter certeza que era bipolar, as pessoas não entendem mesmo, só um doente entende outro!
    Bjos. e #tamo junto!
    http://ashistoriasdeumabipolar.blogspot.com.br/

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  6. oi amiga, recém saí do blog de uma amiga relatando problemas parecidos, é interessante vc observar e conversar com tua psicologa que a familia nunca vai entender a gente e pra eles isto é muito difícil. a convivência com os familiares é difícil e até comentei com ela que no final quem tem que ter paciência é a gente, entendendo que eles nunca vão saber o que passa na nossa mente. eu faço parte de um grupo de bipolares no face, deve ter algum para vc. ajuda mesmo. estou aqui torcendo por tuas melhoras, bjs

    http://eubipolarbuscandoapaz.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada pelas suas palavras. E realmente, paciência é essencial para muitos problemas.

      Um abraço!

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  7. Não é demais pedir por amor, amor é a água para os seres humanos. Minha família não é religiosa, mas acham que só é comprar o remédio.
    Ninguém quer se esforçar para entender.

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