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11 de set de 2013

Das ilhas de felicidade...


Domingo à noite abre-se uma janela inbox onde alguém me lança um desafio...
Escreva sobre a felicidade...-me diz ela...
Mas se pra qualquer um no mundo "normal" viver no Brasil em 2013 já é mais do que motivo pra ver dificuldade em escrever sobre a felicidade, imagine-se sendo um não borderimerso no mundo border até o pescoço...
Pensei, pensei, pensei e repensei sobre o assunto e (vocês vão cansar de ouvir falar nele...) a voz do meu avô ecoou em minha mente dizendo:

O caminho é mais importante do que o destino.... afinal ele é escolha sua!


Bem.... me veio também MIlan Kundera e sua magnífica teoria da insustentabilidade da leveza.... E bem... vamos ao que saiu desse pensar, repensar e tecer ligações absurdas entre Milan Kundera e Walter Garcia...

Pus-me a pensar nos motivos que levam o caminho a ser mais importante que o destino e me veio a ideia de que o destino de todos nós é o mesmo e leva do nascimento à morte, assim o que nos diferencia uns dos outros é o que fazemos entre um momento e outro.... se todos os caminhos levam a Roma, pouco importa como seja Roma... importa o que vc é capaz de aprender e discernir ao longo do caminho... 
Muitos me perguntam como lido com a infelicidade, principalmente quando as mazelas transbordam pelos olhos... mas, mazelas todos temos e em terra de mimimi quem consegue transbordar as mazelas e ver-se livre delas é rei... e eu me sinto rainha!! Não pq seja mais ou melhor.... mas pq eu posso dizer que conheço a felicidade e que ela me parece amiga íntima... não mora comigo mas me visita com frequência e ainda toma um chá...

Mas o paradoxo não esta em eu ter uma relação assim tão estreita com a felicidade...  o paradoxo está em minha escolha sobre a posição a tomar diante da única escolha real a fazer... 

Todos nós estamos em um deserto... e diante de nós existem pequenos oásis onde habita a paz e a felicidade...
Podemos maldizer as areias escaldantes e ignorar o oásis crendo que não passa de uma maldita ilusão de nossa mente infeliz nos torturando com imagens do inatingível... Podemos deitar âncoras no oásis e nos entregarmos ao medo de encarar as areias escaldantes maldizendo-as por nos cercar indefinidamente... ou podemos ainda estar no oásis cientes de que ele nos é benéfico e favorece ao restabelecimento das energias para encarar as areias escaldantes até nosso próximo oásis...

Segue um trecho de A insustentável leveza do ser , de Milan Kundera e o link para o filme homônimo... garanto que é uma excelente experiência pra se levar ao longo do caminho...



“Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está a nossa vida, e mais ela é real e verdadeira. Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, com que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes. Então, o que escolher? O peso ou a leveza?”

“Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo ‘esboço’ não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro.”



5 comentários:

  1. Para chegar ao seu destino podemos escolher vários caminhos. E a escolha desse caminho e as companhias que escolhemos para essa caminhada é que pode ou não trazer felicidade, alegrias ou infortúnios

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    1. Concordo piamente Fabi, tem gente q em ti encosta, te rouba o foco, te faz perder tempo, e te engana e por estares caminhando "junto" te faz acreditar q te contribui... Tudo q sei q faz mal ao ser humano, se vejo q esse "acompanhante" carrega me serve de alerta... Sai de perto de mim pq sozinha alcanço mais rápido meu objetivo. Serve de magnético e te detém, melhor seguir no foco só q mal acompanhado.

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  2. Concepção filosófica do que possa ser a felicidade. Gostei de refletir contigo. Gosto de pensar que a felicidade não está tão longe e que num girar de corpo, eu esbarrarei nela.

    Abraços, escritora.

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    1. Obrigada Milene... Apesar de a filosofia não ser minha...rs

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    2. Obrigada Milene... Apesar de a filosofia não ser minha...rs

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