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8 de jul. de 2013
PRIMEIRO VÍDEO DO BLOG!!
Postado por
Nathalia Musa
Gente, esse é meu primeiro vídeo. Ficou um pouco longo, mas é que o assunto dessa vez era extenso.
Curtam no YouTube, dêem sua opinião, mandem e--mails!!
Agradecimento especial pra minha marida Miss Danielle! Adorei!!
Marcadores:TPB,vídeos | 5
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5 de jul. de 2013
Depoimento: Auto-Mutilação
Postado por
Nathalia Musa
Eu me chamo Fabiana, tenho 22 anos e por quase dois anos sofri/sofro com a automutilação. Tive uma forte depressão logo após meu aniversário em 2011. Estava num relacionamento que não andava lá grandes coisas e quando ele me deixou, depois que fiquei deprimida, tudo ficou mil vezes pior. Foi aí que procurei ajuda psicológica. Pensava frequentemente em fugir pra bem longe, me jogar de um lugar alto, dormir por mil anos ou simplesmente desaparecer. Nesse tempo já me cortava mas não com muita frequência. Me lembro que em uma das consultas com o psicologo do Cras, ele me perguntou porque eu havia feito aquilo: porque havia cortado meus braços com cacos de vidro. E eu disse que queria me punir, que afinal de contas merecia, que devia ser louca e que estava com muita raiva por querer tanto uma pessoa (meu ex) que só me desprezava. Conversamos sobre a questão do vazio que eu vivia reclamando; minhas expectativas; minha carência; a separação dos meus pais que vivia me assombrando; meu sentimento de culpa por não lhes ter dado felicidade (como se fosse minha função); minha guerra diária contra mim mesma; minha visão distorcida da minha própria imagem... ( "só queria ser normal" dizia) e um tanto de outras coisas que naquele momento sufocavam minha existência. Em algumas semanas, ele me encaminhou para um processo psicoterapêutico.
A primeira vez que conversei com a psicológa, me lembro de mostrar a ela os cortes em meus braços e dizer " Me ajuda, por favor, me ajuda. Olha só o que eu fiz comigo..." e chorar desesperadamente. Eu estava despedaçada e não tinha o minimo de auto estima e amor próprio. Estava muito cansada e só queria descansar... ou seja achava que se eu morresse ficaria bem. Me sentia como se tivesse 80 anos de idade, como se já tivesse vivido bastante e como se não me restasse mais nada. Sentia muita falta do meu pai (que mora longe), e da minha mãe (que apesar de perto, era meio distante) e claro muita falta do Rafa (meu ex, que quando decidiu sair da minha vida , saiu pra sempre. Apesar de no inicio dizer que só queria "um tempo"...). Sentia falta deles, e a minha solidão era absurdamente esmagadora e achava que se fosse parar num hospital de tão doente, teria os três de volta, ao meu lado. Pasmem, mas era um preço que estava disposta a pagar.
Por duas vezes, realmente fui parar no pronto socorro. Tentativas (frustradas) de suicídio misturando tarja preta com cerveja; e tomando cartelas completas do rivotril. A primeira vez passei a noite no hospital, e da segunda vez fiquei umas horas e a Drª me disse que se aparecesse lá pela terceira vez ela sequer me atenderia mas me encaminharia direto para uma clinica psiquiátrica. Talvez só quisesse me assustar. Mal sabia ela que eu não me importava de ter que ir para lá. Mas quem segurou minha barra foi a minha mãe. Ela jamais deixaria eu precisar passar por isso. Me lembro do meu pai, chorando pelos corredores do hospital dizendo o quanto eu estava feia... e magra... e doente... e o quanto ele estava triste de me ver assim. Rafa nunca soube e também nunca apareceu. Nessa época eu me cortava praticamente todos os dias. Era difícil lidar com tudo aquilo. Perdi alguns semestres na faculdade, dos quais me arrependo até hoje. Tive crises sérias, tinha lâminas escondidas por todos os cantos do meu quarto, me cortava na rua atrás de carros, dentro de ônibus ou em banheiros públicos. Me cortava até sangrar e até ficar "satisfeita". Uma vez sangrou tanto que fiquei com medo e liguei para o pastor da igreja que costumava ir. Tenho essas cicatrizes até hoje.
Com o tempo e com muita força de vontade (que eu realmente não sei de onde tirei: Deus, acredito) consegui recuperar o controle da minha vida. Remédios e mais remédios, terapia de duas a três vezes por semana, acompanhamento psiquiátrico, amigos, fé e família: foi o que me ajudou a voltar a viver bem. Mas se cortar ainda me persegue. Afinal é um vicio e como todos os outros leva tempo pra se curar. Luto contra isso todos os dias. Tenho fases em que fico meses sem me cortar e depois tenho recaídas. Da última vez, fiquei seis meses. Mas tive uma recaída, mas apenas arranhei os braços dessa vez e está tudo sob controle, logo será um mês sem cortes (a gente recomeça do zero) e logo já serão seis meses outra vez... quem sabe um ano.
Consegui um emprego ( concurso) que eu surpreendentemente amo. Fiz novos amigos. Estou avançando na faculdade e às vezes até me permito paquerar um pouco. Não tomo mais remédios, e há tempos não vou ao psiquiatra. Mas da terapia, admito que sinto falta e em breve pretendo voltar a fazer. Estou muito feliz com o lugar que conquistei e com a minha qualidade de vida hoje. E sim, acreditem EU ME AMO. Apesar de ter as cicatrizes comigo; apesar de não ter a família perfeita; apesar do Rafa nunca mais ter aparecido na minha vida; apesar de ter passado por tudo o que passei EU ME AMO. Gosto de me vestir bem, amo meu cabelo (não acredito que eu cortei ele praticamente todo, que bom que cresceu), amo o blog, adoro ler, escrever e adoro ouvir Legião Urbana. Antes eu achava a solidão algo terrível, mas hoje eu adoro a minha companhia. Estou fazendo de tudo para cuidar melhor de mim, e vou fazer mais... afinal eu me odiei por tanto tempo que agora tudo o que quero é recuperar o tempo perdido.
Me lembro que na sessão de terapia, Paulinha me dizia "você está lutando com um leão mas se você se esforçar e lutar com ele todos os dias logo será um gatinho, ainda vai estar lá mas não vai lhe oferecer nenhum risco."
Bem, é isso... continuem lutando,
Stay Strong.
* Fabi escreve no Blog Da Fabi. Guria, obrigada por este depoimento emocionante. Sua história é um exemplo.
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TPB e agradar as pessoas a qualquer custo: Uma situação complicada
Postado por
Nathalia Musa
Eu notei que as pessoas com o transtorno de personalidade borderline tendem a querer sempre agradar as pessoas. Se isso é devido ao medo de abandono e desejo subsequente de ser amado a qualquer custo ou não, eu não sei. Todavia, o desejo de ser aceito é forte e pode ser perigoso.
Porque eu tento agradar as pessoas:
Eu escrevi recentemente no meu diário:
"Eu não me recordo quando começou minha necessidade de agradar ou resgatar as pessoas. Eu fui assim minha vida toda, eu acho. Eu sinto que a terapia ajudou - Eu posso colocar limites agora, quando eu não podia antes. Todavia, eu ainda tenho uma necessidade por aprovação dos outros - Não sei como conseguir a minha própria.
Eu tenho muitas realizações, mas não sinto como se as tivesse ganhado. Fui bem na faculdade - Baylor (universidade), pelo amor de Deus - porém não foi fácil. Sinto que tudo que fiz foi me mostrar. O lance com o livro teve sorte envolvida, foi a editora que se aproximou de mim. sinto como se tivesse falhado no único desafio de minha vida - minha época no exército (não completei o básico). Isso ainda me incomoda.
Por toda a minha vida eu quis ser corajosa, quis ser a heroína. Tentei salvar as pessoas mesmo quando isso me machucava - meu irmão viciado em drogas, meu irmão mais novo (quando eu não não podia sequer apoiar a mim mesma, imagina ele.), meu ex-noivo. Eu tinha que ser a heroína porque heróis são todos bons. Heróis não se machucam. Heróis são amados."
Os perigos em agradar as pessoas
O desejo de agradar as pessoas a qualquer custo pode ser perigoso. Pode te levar a fazer más escolhas ou assumir riscos idiotas. Por exemplo, meu ex-noivo me coagiu a fazer sexo sem proteção, e eu peguei uma doença inflamatória pélvica como resultado. Foi uma má escolha e um risco bobo que me levou a consequências para a vida inteira.
As pessoas que querem agradar de qualquer maneira nos faz colocar-nos em situações perigosas. Por exemplo, eu fqieui com meu ex-noivo mesmo quando sua conduta abusiva se tornou aparente. Ele frequentemente me atingia com uma espingarda de chumbinho. Eu tinha tanto medo da briga que poderia levar a um rompimento que tolerei isso. Foi só quando ele agarrou uma faca no meio da noite para resgatar a ex-namorada de um traficante de drogas que eu tive coragem de terminar o noivado.
Outro perigo em agradar as pessoas é um ódio a si mesmo. Apesar de um dos sintomas do TPB ser um senso de identidade incerto, temos um código de ética interno. Quando nosso desejo de agradar ultrapassa este código, começamos a lutar com esta auto-aversão. Sentimos como se fôssemos pessoas más e acreditamos que precisamos nos punir. Auto-mutilação é uma forte possibilidade neste cenário.
Encontrando a coragem para estabelecer limites
Para estabelecer limites, temos que acreditar que vale a pena ter limites. Nós precisamos aprender que temos o direito de não sermos violados, temos que ter a auto-estima para dizer não.
A terapia me ajudou a chegar nesse ponto e pode fazer o mesmo por você. Você pode aprender a dizer não, a estabelecer limites, a se defender. eu não tenho nenhuma mágica que ensine a fazer isso - tive que praticar na terapia antes de chegar onde cheguei.
Como qualquer coisa que valha a pena ser feita, colocar limites e parar de querer agradar a todos a qualquer custo requer prática. Comece pequeno. Coloque limite em algo como "emprestar dinheiro". Então avance para coisas maiores. Esteja preparado para as pessoas de repente se perguntarem o porquê de você de repente não ser mais um capacho. Esteja preparado para escutar coisas do tipo: "Mas você sempre fez isso antes!" Fique firme. Você vale a pena!
(tradução livre do artigo: "BPD and Pleasing People: A Deadly Situation")
* Gente, meu maior defeito. Não consigo dizer não. Sempre acho que a pessoa vai me odiar se eu negar algo pra ela. É muito complicado.
Lembro quando eu trabalhava como coordenadora em uma escola de inglês e tinha que fazer treinamento de professores novos. Muitos candidatos e eu com certeza não ficaria com todos. Aquilo me matava! Ter que recusar o emprego, dizer que aquelas pessoas não poderiam ficar ali, era péssimo. Também como coordenadora tinha dificuldade em impor limites aos alunos, já que acabava acatando tudo que eles me pediam. Foi quando eu percebi que eles estavam montando em mim que resolvi ser mais enérgica.
As vezes crio coragem, mas mesmo assim fico uma semana pensando o que a pessoa vai pensar de mim. Essa necessidade de ser aceita é muito complicada. Como não me acho com qualidades suficientemente boas ppara que gostem de mim de graça, tenho que fazer tudo pra todo mundo e aí serei amada.
É. Eu sei. Tô trabalhando nisso.
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3 de jul. de 2013
Subtipos de Transtorno de Personalidade Borderline
Postado por
Nathalia Musa
De acordo com a Wikipedia, o psicólogo Theodore Millon identificou quatro subtipos de transtorno de personalidade borderline. Eles são:
1. Borderline Desencorajado - inclui comportamentos de prevenção, depressivos ou dependentes
2. Borderline Impulsivo - inclui comportamentos anti-sociais ou aqueles procurando atenção
3. Borderline Petulantes -inclui comportamentos passivo-agressivos
4. Borderline Auto-destrutivo - inclui comportamentos depressivos ou auto-destrutivos
Uma pessoa com TPB pode não ter nenhum, um, ou mais de um destes subtipos. Eu acredito que me enquadro no tipo desencorajado e no auto- destrutivo.
Borderline Desencorajado:
Essa é uma pessoa que acredita que não importa o que faça, não pode vencer. Consequentemente, ela pode evitar as pessoas, acreditando que eles não vão querer ficar perto dela. O outro extremo é ela ser dependente demais das outras pessoas, esperando encontrar algum senso de auto-estima delas. Esta pessoa pode também sofrer com sintomas de depressão.
Ela está operando no modo "criança abandonada". Acredita que não é digna de amor e afeição, que ninguém vai querer nada dela e se comporta de acordo com isso. Isso pode incluir esforços frenéticos para evitar o fim ou qualquer perturbação no relacionamento, pensamento preto-e-branco ou um senso instável de si mesmo.
Borderline Impulsivo
Eu já lidei com este tipo de pessoa antes, e não é uma experiência agradável. Isso é o que os profissionais da saúde mental geralmente querem dizer quando falam em "borderline". Este tipo de pessoa está em conflito constante com a sociedade. Os ataques de violência não são incomuns. ela não pensa antes de agir, e o resultado é caos para todos os envolvidos. Este border pode ter o Transtorno de Personalidade Antissocial como um diagnóstico co-ocorrente.
Esta pessoa está operando em modo "criança abandonada" - um apelo por atenção, qualquer atenção - assim como no modo "criança com raiva". Esta "criança" acredita que as outras pessoas merecem serem punidas por sua dor, e se comporta de acordo. Este border pode ter pouco controle dos impulsos, abuso de substâncias ou auto-mutilação.
No outro extremo, ela pode buscar aprovação a qualquer custo. De certa forma isso é tão prejudicial como crises de comportamento auto-mutiladores. Ela provavelmente não liga para si mesma, é tudo sobre o que a outra pessoa pensa. Isso frequentemente resulta em esforços extremos para evitar desaprovação ou abandono.
Borderline Petulante
Esta é uma pessoa passivo-agressiva. Ela vai se machucar - fisicamente ou emocionalmente - em uma tentativa de obter suas necessidades satisfeitas. Ela tem um senso instável de si mesma, um grande medo do abandono e uma inabilidade de expressar suas necessidades.
Ela opera em modo "Criança com Raiva" - ela está com raiva e como resultado vai machucar amigos e familiares. Muitas vezes não reconhece sua ira - o mundo é o problema, não ela. Este border não sabe como expressar suas necessidades de uma maneira saudável, então os relacionamentos parecem ser um jogo de "Se você realmente me ama" ou "Você deveria saber o que eu quero."
Borderline Auto-Destrutivo
Essa é a imagem cultural popular de uma pessoa com o TPB: Gótico ou emo. Esta pessoa geralmente sofre de depressão como diagnóstico co-ocorrente e se mutila. Muitas vezes, somente estes dois critérios - instabilidade emocional e comportamento auto-mutilativo - são suficientes para se merecer um diagnóstico de TPB (apesar do DSM-IV exigir um diagnóstico de TPB onde cinco dos nove critérios são atendidos). Este é um indivíduo que acredita que ninguém se importa, e reage não se importando consigo mesmo.
Ela opera no modo "Criança Abandonada". Já que não se sente amada, reage de formas auto-destrutivas na tentativa de sentir algo ao invés de nada. Ela vive aterrorizada pela possibilidade de abandono, é aversa a si mesma e não tem idéia de quem é por dentro. Pensamentos ou ações de auto-mutilação são tidos neste tipo.
A boa notícia sobre o TPB
A boa notícia é que há esperança. O TPB é tratável. Todavia, é útil saber que se você se adequa a um subtipo, a fim de se comunicar melhor com seu terapeuta. Você pode não saber em qual subtipo está ou pode ser que não se adeque em só uma das categorias, ou nenhuma - tudo bem. O que é importante é que compreenda seu diagnóstico, para melhorar o resultado do tratamento. Há esperança - mesmo que você sinta que está inserido no pior subtipo na história da psiquiatria.
(tradução livre do artigo "Subtypes of Borderline Personality Disorder")
* Acho que sou os quatro. #prontofalei
Marcadores:TPB | 6
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2 de jul. de 2013
Vivendo com o TPB: 5 coisas que você deve saber.
Postado por
Nathalia Musa
Se você recebeu o diagnóstico de ter o Transtorno de Personalidade Borderline ou acredita que você possa estar vivendo com oTPB, deve estar se sentindo sozinho, amedrontado ou sobrecarregado. Este é um transtorno psiquiátrico complexo que se manifesta de maneiras diferentes em cada pessoa.
Apesar de que viver com o TPB possa ser extremamente doloroso, isolador e caótico, existem muitas razões para se sentir encorajado. Se você está lendo este texto, significa que já está sendo pró-ativo e se educando sobre o TPB e a sua terapia. Seu objetivo para segui em frente será aprender como começar a a viver com o Borderline e não meramente sofrer com ele.
Cinco coisas para saber sobre viver com o Transtorno de Personalidade Borderline:
1. Você não está sozinho. Apesar de soar clichê ou óbvio, é a verdade. O TPB uma experiência especialmente isoladora. Quem sofre dele não quer nada mais do que ligações seguras com os outros mas são compelidos a agir de formas que inibem a intimidade real e a confiança. Porém viver com o transtorno não quer dizer que você está sozinho. Há grupos de apoio e fóruns online para te ajudar a saber como os outros lidaram com seus diagnósticos e avançar para uma direção positiva. Lembre-se que outros estão vivendo com o TPB e compreendem o quão difícil é. Ajuda saber que você não está sozinho.
2. Terapias eficazes para o Transtorno de Personalidade Borderline existem. Por muitos anos, um diagnóstico de TPB era bastante desencorajador, visto que poucas opções eficazes de terapia tinham taxas de sucesso comprovadas. Terapeutas ficavam muitas vezes relutantes em aceitar pacientes com o transtorno simplesmente devido às dificuldades inerentes ao tratamento do distúrbio. Todavia, agora estamos numa era onde há muitas razões para acreditar que o TPB não é apenas tratável, que poderia ser até curável. A Terapia Dialética Comportamental tem se mostrado altamente eficaz como terapia para o Transtorno de Personalidade Borderline, que ensina um novo conjunto de habilidades para ser aplicado quando estamos em estados de angústia emocional.
3. Você precisa de apoio. Além de apoio profissional, as pessoas diagnosticadas com o Transtorno de Personalidade Borderline precisam de amor e apoio de amigos e familiares ao longo do seu processo de recuperação. Em alguns casos, o TPB pode nascer de um ambiente familiar extremamente disfuncional. Incluir as famílias na terapia pode ajudar a facilitar maiores mudanças positivas na dinâmica desses relacionamentos. Você precisará saber que aqueles que estão mais próximos apoiam as mudanças que você precisa fazer e querem mudar também, para curar as feridas antigas e avançar.
4. Será difícil. Eu sei que você deve estar pensando: "Já é difícil!", mas a terapia para o TPB é uma jornada longa e muitas vezes difícil. Você vai explorar experiências dolorosas do passado, praticar fomas de comunicação novas, estranhas e possivelmente desconfortáveis, experimentar contratempos ao longo do caminho, porém dedicação contínua ao processo produzirá resultados positivos. VOCÊ é o fator mais importante na sua recuperação, então se apegue a isso.
5. É possível fazê-lo. Com um diagnóstico apropriado, medicação, terapia e apoio, você estará avançando para uma vida mais balanceada e saudável. Muitas pessoas vivendo com o TPB aprendem como superar seus piores aspectos e aplicar novos métodos de pensamento e comunicação. Eles passaram a atender objetivos profissionais e pessoais, curar velhas feridas de relacionamentos, melhorar a qualidade de suas vidas e adquirir um senso de completude. Você pode conseguir também.
Viver com o TPB pode ser incrivelmente difícil as vezes, mas adotar certas medidas para se curar e se recuperar através da terapia pode aumentar sua estabilidade emocional e melhorar a qualidade de sua vida e de seus relacionamentos. Não há razões para se sentir desencorajado por um diagnóstico de TPB quando vemos quantas pessoas conseguem se recuperar com sucesso.
(tradução livre do artigo "Living with BPD: 5 things you should know")
* Tentando recomeçar quase no meio da semana. A minha gatinha, a Amy, morreu ontem e eu fiquei/estou bem mal. Mas não podia me deixar abater, pois acredito que ela tenha entrado na minha vida com um propósito de me ajudar. Quando eu estava na crise maior, bêbada e dopada de remédios, era saber que eu precisava cuidar dela (pra quem não sabe era ela paraplégica e usava fraldinhas), trocar sua fralda, que me fazia ficar com pelo menos a ponta dos dedos no chão. Ela era carinhosa e meiga, apesar de suas incapacidades e me ensinou bastante.
Pensei em me entregar a depressão de novo, foi muita coisa de uma vez, o dente, a Amy... Mas não. Se a Amy me fez ficar ligeiramente consciente e de certa forma me salvou durante minha crise maior, não vou fazer isso com a memória dela. Vou lembrar de seu amor e tentar prosseguir.
Por isso escolhi este artigo. Eu tenho TPB e sei que as perdas doem muito intensamente em mim. O que fazer com isso é escolha minha. Tá difícil, porém vamos lá. Caminhar. Por mim. Por ela. e para que eu possa ajudar ainda mais animais quando ficar melhor.
Marcadores:#ProjetoEuMeAmo,gatos,saudades,TPB | 6
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1 de jul. de 2013
Depoimento - Psiquiatras
Postado por
Nathalia Musa
Meu nome é Thais, tenho 25 anos e sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline grave pelo Hospital das Clínicas de SP.
Fazia tratamento lá, um tratamento muito rígido, que fui forçada a parar por conta de um emprego que arrumei. Não tentem isso em casa. Não parem o tratamento, não é seguro. Tenho muita coisa pra falar, mas pouca coisa a dizer, achei esse blog pesquisando como todos os borders fazem a respeito de sua doença e me interessei muito pelo seu conteúdo. Eu escrevo num blog pessoal aspectos da minha rotina e da minha doença, além de alguns textos, que um dia, se quiserem, terei o prazer de mostra-lhes.
aqui, contarei um pequeno relato de um dos dias que estive mal com a minha psiquiatra e gostaria de saber se já passaram por sentimentos parecidos:
SEXTA-FEIRA, 11 DE MAIO DE 2012
Vai pegar mal se eu contar?
Briguei com a Karina, minha psiquiatra. Mas serei breve porque esse fato é meio constrangedor, eu acho. Pra começar falei que não ia espera-la mais, depois de quase a tarde toda, sem falar da semana passada que não tive tempo de buscar os remédios na farmácia do IPQ graças a estimada pontualidade dela.
Depois, veio a parte mais cômica e drástica desta história, quando eu falei que ela não dava atenção pra mim, só pra outra paciente (que não vou citar o nome, porque eu gosto dela e não quero que ela pense o contrário, caso venha a ler este relato enfadonho algum dia)
Ela disse que o caso era novo e perguntou se acaso eu me lembrava de quando eu ingressei o tratamento no IPQ. Me lembro pouco, pois estava totalmente dopada de rivotril 24 horas por dia. Mas, mesmo assim eu disse, "Lembro-me e aliás, não sei porque você me perguntou isso se meu psiquiatra era o Bruno"
Não que eu goste mais do Bruno, mas ele gostava mais de mim, eu acho. A Karina tem ideias idiotas, do tipo, eu, uma pessoa com transtorno de personalidade limítrofe, desempregada e estudando as duras penas, ela pergunta, porque eu não vou morar sozinha. Por que será, dr. Karina?
Enfim, isto não vem ao caso agora, voltemos aonde parei. Sei que foi doentio da minha parte me importar com esse tipo de coisa, afinal, ela é só mais uma deles, dos loucos que pensam que são normais. Não confiar. Menos, claro no meu supervisor, que eu amo de paixão, o doctor Erlis, ele é uma pessoa muito especial.
No mais, acabou em "pizza" na enfermaria do integrado. E daí? No fim, continuarei a tomar aquela imensidão de comprimidos para loucura todos os dias. E eu estou de saco cheio deles.
beijos ternos
Marcadores:comportamento borderline,depoimentos,terapia | 1 comentários
#ProjetoEuMeAmo
Postado por
Nathalia Musa
Estou meio longe desde o meio da semana, muita dor de dente (ainda estou) e pra piorar minha gatinha Amy Winehouse tá bem dodói, estamos tendo que dar comida e água pra ela com uma seringa, fiquei desesperada porque ela tava tão molinha... Agora ela melhorou um pouquinho, vamos ver amanhã.
Minha dor de dente adiou a gravação do primeiro vídeo, porque eu estou com uma bochecha que parece de caxumba... Amanhã as coisas voltam ao normal.
Mas eu não podia deixar de deixar a primeira imagem para esta idéia linda que minha marida Danielle teve. Gente, vamos fazer uma corrente do bem com isso! Uma foto de vocês fazendo algo que lhes faz bem. Quem quiser, mande sua contribuição ao amor-próprio pra borderlineggirl@gmail.com.
Falando da marida, linda, maravilhosa, gostosa, vitaminada Dani, valeu por estar tomando conta das coisas por mim por aqui! #amo
Bem, aí vai: Essa foto eu tirei quando estava gravando o último podcast, a Amy gosta de lamber meu nariz e eu amo quando ela faz isso! É uma coisa só minha e dela. Escolhi esta pra homenagear minha pequenininha e porque estou fazendo duas coisas que eu gosto muito: ficando com meus gatos e mexendo no blog!
(marida, espero que seja este o espírito!)
Boa semana pra todos!
"Se você julga as pessoas, não tem tempo para amá-las" Madre Teresa de Calcutá
Fica a dica!
Marcadores:#ProjetoEuMeAmo,diário,gatos | 6
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