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30 de ago de 2013

Como a Ioga pode ajudar a aliviar os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline.



"As coisas que você faz e os pensamentos que você tem mudam os padrões de gatilho e a composição química do seu cérebro", disse Alex Korb, PhD, no artigo “PreFrontal Nudity” publicado no Psychology Today.

Se considerar uma pesquisa recente, publicada em um relatório na Biological Psychiatry, mostrando que aqueles que atendem aos critérios de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm cérebros que são, "estabelecidos" para criar discórdia emocional, saber como mudar os padrões de gatilho de seu cérebro é uma ferramenta de valor inestimável.

O relatório, baseado em provas recolhidas e processadas pelo Dr. Anthony Ruocco e seus colegas da Universidade de Toronto, descobriram que aqueles com diagnóstico de TPB demonstraram atividade aumentada nos circuitos cerebrais envolvidos na experiência de emoções negativas.

Eles simultaneamente mostraram  atividade reduzida nos circuitos cerebrais que normalmente suprimem a emoção negativa, uma vez que é gerada.

Isso cria, como um artigo relatando as descobertas de Ruocco na Science Daily chamou, a "tempestade perfeita" para a desregulação emocional.

Um estudo publicado no The Journal of Behavioral Health Services and Research mostrou que a ioga tem "o potencial de desempenhar um papel protetor ou preventivo na manutenção da saúde mental."

Bom saber, embora isso não é exatamente uma novidade. Como Rachael Grazioplene, uma estudante de pós-graduação em psicologia na Universidade de Minnesota aponta em um artigo para a Psychology Today: "A prática de ioga passou o último quarto de século indo de um modismo de saúde yuppie para um conselho de quase qualquer médico".

Mas por que a ioga é vista como uma forma de exercício que tem um efeito tão positivo sobre a mente quanto sobre o corpo?

A conexão mente/corpo

Na prática da ioga, você é desafiado a estar consciente da conexão mente / corpo.

A ioga te obriga a lidar com os desafios de uma forma que não é típica para aqueles que vivem com o Transtorno de Personalidade Borderline. Nela você deve enfrentar seus desafios, suas poses (ou "asanas") com paciência e reflexão silenciosa.

Porque as mudanças de humor são um sintoma comum no Transtorno de Personalidade Borderline, a ioga pode ser uma ótima forma de tratamento para as pessoas com TPB. Ela e a meditação ajudam a acabar com a desordem em sua mente, e o ajudam a focar no presente. Posturas de ioga ajudam a bombar mais oxigênio em seu corpo, o que pode ajudar a fortalecer a sua função imunológica.

Nota de advertência: Apesar da ioga ter as suas vantagens, você não deve começar a praticá-la em casa, na ausência de um supervisor treinado. Algumas asanas pode ser fisicamente extenuantes, e você não deve executá-las até que você tenha luz verde do seu médico. Se você tiver qualquer condição médica pré-existente, então é uma boa idéia discutir isso com o seu professor de ioga.


* Sim, eu estou empolgada porque comecei a fazer ioga. Sim, eu fiz uma aula e estou moída e destruída, mas foi muito bom. Acho que temos que nos agarrar a o que quer que seja para tentar melhorar. Vou tentar dar o melhor de mim e mais um pouco, a professora mesmo me disse que eu iria ser outra pessoa depois de começar.
Acredito que posso ter uma vida que valha a pena ser vivida.

Ah!! Começo a trabalhar amanhã!! Depois de quase sete meses, eu consegui ficar estável pelo menos para dar aulas!!

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29 de ago de 2013

Por que o auto-diagnóstico não funciona com o TPB.




Hoje em dia é muito tentador pular a ida até um médico e ao invés disso ir pro Google. Você pode digitar qualquer sintoma e obter "respostas" para as causas de qualquer dos seus sintomas, de dor de cabeça forte a insônia.

Auto diagnóstico para qualquer doença não é particularmente uma boa idéia. Para aqueles que sofrem dos sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline, ele pode ser traiçoeiro.

Aqui estão algumas razões do porquê o auto-diagnóstico não vai te ajudar a obter o alívio que você precisa: 

Condições co-ocorrentes podem não ser detectadas

No artigo “The Dangers of Self Diagnosis,” escrito por Srini Pillay, M.D., e postado no Psychology Today, Pillay discute os perigos do auto-diagnóstico nas síndromes psicológicas:

“Você pode perder uma doença médica que se disfarça como uma síndrome psiquiátrica. Assim, se você tem o transtorno do pânico, você pode perder o diagnóstico de hipertireoidismo ou um batimento cardíaco irregular. Mais grave ainda é o fato de que alguns tumores cerebrais podem apresentar alterações na personalidade, psicose ou mesmo depressão.”

Pillay ressalta que, enquanto você pode sentir-se bem por não receber o tratamento tradicional para depressão ou ansiedade, pode sentir diferente sobre receber tratamento para, digamos, um tumor no cérebro.

Não é possível se ter um ponto de vista objetivo

Novamente, para qualquer transtorno, é praticamente impossível ser objetivo sobre si mesmo. Claro, pedimos opinião aos outros sobre roupas ou um corte de cabelo novo porque, neste nível, estamos ok em aceitar que podemos não nos ver tão objetivamente como os outros podem.

Se pudéssemos estender essa abertura para a nossa saúde e deixar um profissional ser o nosso espelho. Especialmente quando se trata de Transtorno de Personalidade Borderline. Um encontro com um  profissional treinado e objetivo é a única maneira saudável de receber um diagnóstico de TPB.

Falso senso de controle

Se você se auto-diagnosticar com o TPB, pode estar se dando um falso senso de controle sobre seus sintomas. Como o fumante que diz: "Eu posso parar quando eu quero", e que, em seguida, esconde cigarros na gaveta, você está colocando muita pressão sobre si mesmo para saber como lidar com os sintomas sozinho. Você também está rejeitando um dos princípios mais importantes da recuperação do Transtorno de Personalidade Borderline: apoio.

Procurar ajuda pode ser complicado. Pesquise terapeutas, psiquiatras, visite profissionais para perguntar sobre seu processo de diagnóstico.

Você pode estar errado

Sempre que você tentar e auto-diagnosticar os seus sintomas, você corre o risco de errar. Isso te coloca em risco adicional para a busca de tratamento para o diagnóstico errado, ou tentar soluções de auto-ajuda que não são apropriados.

Quando se trata de Transtorno de Personalidade Borderline, você não quer estar errado. Com o diagnóstico adequado e um plano de tratamento formulado especificamente para você, as estatísticas para a recuperação dos sintomas de Transtorno de Personalidade Borderline são elevados.

“Dos pacientes com TPB que foram hospitalizadas e em seguida liberados, até 70% não atendem mais os critérios para o diagnóstico do transtornoem um período de acompanhamento de seis anos ", disse Alexander Chapman, Ph.D, autor de The Borderline Personality Disorder Survival Guide. "Daquelas pessoas que pararam de ter os critérios para o TPB, 94 por cento deles não tem recaídas através dos seis anos.”

Ajuda e esperança estão aí, mas é um esforço colaborativo. Você não quer correr o risco de se diagnosticar erroneamente através de auto-diagnóstico e não receber o tratamento que precisa para se recuperar do Transtorno de Personalidade Borderline.

(tradução livre/edição do artigo "Why self-diagnosis of BPD doesn't work")






28 de ago de 2013

Da delicadeza do amor e da coragem...


Voltamos ao bom e velho processo de concepção dialética do mundo que nos cerca... e nada melhor pra essa avaliação que a capacidade de abstração num momento totalmente "Lennon" de IMAGINE.... não.... não um " Imagine all the people" mas um "Imagine that people".... Imagine AQUELE povo... imagine-se parte daquele povo... Ao longo do meu processo, ouvi um milhão de vezes a mesma pergunta:  Mas pq vc se envolveu com alguém assim? Gente... bora parar de pensar nas coisas sob a ótica das verdades pré-concebidas.... Estamos falando de relacionamentos, de sentimentos, de AMOR! Então voltemos ao mundo Imagine.... Imagine um mundo em que vc vive uma vida toda tranquilamente até que um belo dia tudo começa a mudar.... Imagine-se diante de um médico... E este médico está lhe falando sobre alguém que ao longo do tempo você aprendeu a amar... mãe, pai, irmão, filho, esposa, esposo, namorada, noiva, não importa..... mas alguém cuja história e existência está intrinsicamente ligada à sua.... Alguém que ja te fez sorrir, chorar, sentir prazer e mágoa... como todas as pessoas que são importantes em nosso crescimento como humanos completos e coerentes.... E este médico lhe diz coisas que caem como bombas na sua cabeça... e que põem por terra tudo o que você concebe sobre você mesmo, sobre tudo o que foi vivido e sobre o que você acredita da vida... o que você faz??? Você... eu não sei... mas eu... infernizei a vida de todos aqueles que podiam ter (ainda que remotamente) uma resposta sobre o caminho a seguir... Mas e quando todas as portas se fecham, todos os médicos lhe dizem "é impossível"? O que você faz??? Bem.... eu tenho algumas crenças que dizem uma série de coisas (mais sobre mim do que sobre o mundo mas perdi o medo de me mostrar...)...

Então vamos a elas... Eu já ouvi de médicos que era IMPOSSÍVEL a MINHA recuperação... e eu estou aqui... com dias melhores e piores mas estou aqui.... e isso me ensinou a não ver médicos como detentores de todas as respostas... mas como guardiões de chaves que abrem portões que levam a caminhos diversos... Ouvi a vida toda que a beleza está nos olhos de quem vê... e creio que as possibilidades também precisam de olhos de ver... (minha avó vivia nos dizendo: Olhos de ver, menina! - e eu tento usar os meus...) Assim como era impossível sobreviver a uma gripe e a pneumonia era sentença de morte em séculos passados, assim como era impossível voar, assim como era impossível a comunicação rápida e os caminhos que a conectividade da era digital nos proporciona em anos que não estão assim tão distantes... assim como posso crer que o copo está meio cheio ou meio vazio de acordo com minha própria propensão e estado de espírito.... não... o impossível não existe... Existem milhares de relatos de famílias que abandonam seus filhos, amores, amigos e tudo o mais no momento de dificuldade... mas até na hora de escolher o exemplo a observar, estaremos condicionados à nossa própria disposição e propensão ao copo meio cheio ou meio vazio... à nossa disponibilidade de buscar ou não o caminho mais árduo ou acomodar-mo-nos à sentença anunciada e proferida implacavelmente pelos médicos... Nesse momento entre alguns bilhoes de relatos de desistência, me deparo com um relato ao qual me agarro com o afinco e a determinação de quem se afoga e encontra uma única e solitária tábua de salvação... e essa tábua tem nomes... e um sobrenome.... ODONE.

Anos atrás assisti um filme.... comovente e cheio de mensagens de persistência e de amor.... de resignação e fé... não em algo exterior, mas fé no amor que move montanhas e joga por terra todas as barreiras... Naquele momento uma semente foi plantada e eu nem ao menos cogitava o motivo. Assim como fiz em "Perfume: a história de um assassino" e "Garota, interrompida", me dei ao prazer e ao DIREITO de rever este filme e fazer uma releitura do mesmo de acordo com minha realidade atual... Este filme chama-se "O óleo de Lorenzo" e retrata a trajetória da família Odone, um casal (ele economista e ela historiadora), e seu filho Lorenzo, um menino brilhante que aos seis anos recebe o diagnóstico de adrenoleucodistrofia... Naquele momento, o diagnóstico presumia uma sobrevida de no máximo 2 anos em que se haveria de vivenciar surdez, mudez, cegueira, deterioração dos mecanismos motores, demência e inúmeros outros sintomas decorrentes até a falência completa de todos os sistemas e a morte INEVITÁVEL... Os médicos desconheciam um caminho e por consequência decretam ser IMPOSSÍVEL tratar a moléstia... e é aí que a fé inerente ao amor entra em ação e os pais historiadores entram em ação como pesquisadores e destroçam o "genoma" da doença, identificando o caminho que era considerado impossível para os médicos... a sobrevida de 2 anos??? Bem... Lorenzo faleceu um dia depois de completar 30 anos... se ele se curou??? Não... mas a pesquisa da família Odone resgatou do limbo da condenação milhares de outros meninos e suas famílias... Se seus pais desistiram depois de descobrir como parar a deterioração cerebral já ocorrida e garantir sua sobrevida??? Não!!! Seu pai, Augusto Odone continua a frente de uma fundação que busca caminhos para a regeneração cerebral pós ALD... Se a luta se encerrou após sua morte??? Não!!! Se Lorenzo foi feliz?????? Não sei... Mas uma coisa é certa... Ele sabia com toda certeza o quanto foi amado e o quanto o amor de seus pais por ele fez desse mundo um lugar melhor pra milhares de famílias do mundo todo... Se pretendo desistir??? Não.... Sei que em alguns momentos eu fraquejo... sei que em alguns momentos a dor me dilacera.... mas também sei que o meu amor é muito maior que essa dor e que, de alguma forma, se este é o quinhão de vida e de amor que me foi designado... EU CONSIGO! E se EU não conseguir sozinha.... é pq com certeza consegui tocar outras almas e mentes ao longo do caminho e me fiz acompanhar numa luta que se não é, deveria ser de todos aqueles que tem em seu caminho uma alminha doce perdida em meio a um vendaval de sentimentos... mas creio, assim como Michaela Odone nunca deixou de crer... Não é pq meu filho não responde ou reage que devo deixar de alimentar sua alma... ele não é uma caixa vazia ou uma casa de luzes apagadas... em algum lugar lá dentro ele ainda se faz presente... e é MINHA função entrar neste lugar e segurar sua mão no caminho de volta... (Isto não é transcrição nem citação.... mas minha interpretação livre de uma das cenas do filme em que uma enfermeira se nega a ler para Lorenzo pq "as luzes de sua mente estão apagadas"!) Bem.... deixo aqui o link de uma entrevista de Augusto Odone e o link para o filme completo para se assistir online... Acredite... vale a pena! Se estou falando do filme ou da luta??? Só você tem a resposta...

http://veja.abril.com.br/170805/auto_retrato.html

27 de ago de 2013

O jogo da vida



Se sentir parte de alguma coisa, por mais insignificante que isso seja. Sorrir, cumprimentar as pessoas, conversar, trocas de modo geral. Trocas de palavras, gestos, momentos... Tudo milimetricamente pensado, ensaiado, planejado. Eu tenho que parecer uma pessoa normal. Não importa muito se dentro da minha mente eu sou uma bagunça, se meu mundo está desabando ou se a única vontade que eu tenho no momento é de me atirar no vão do metrô, nada disso importa se eu conseguir manter as aparências. É um jogo. A vida é um jogo. E tudo o que eu tenho que fazer para ganhar é ser quem eles querem que eu seja. Se eles querem que eu seja sociável, então eu saio mais e abro grandes sorrisos quando estou com alguém, posso me mostrar animada e divertida, posso falar besteiras para os outros rirem e tornar o ambiente leve e confortável. Se eles querem que eu seja inteligente, posso anotar cada palavra que o professor diz, aprendendo como uma esponja, posso estudar muito mais e tirar notas altas, posso conversar sobre assuntos que eu entendo e falar por um bom tempo. Se eles querem que eu seja atenciosa, carinhosa e aberta. Posso abraçar, beijar, prestar muito mais atenção, ouvir mais, ver mais, essas coisas...

Mas de um tempo para cá eu venho perdendo nesse jogo. Eles querem que eu seja isso e aquilo... Mas meu sorriso falha e sempre alguém me pega com o olhar perdido no horizonte, não estou feliz. Meu coração acelera quando estou com pessoas a minha volta e de repente eu não faço ideia do que falar e não falo nada, não tenho nada a dizer, nada para fazer alguém rir, nada de interessante, nada de nada. Não consigo me mostrar animada, muito menos divertida, não consigo se quer prestar atenção no mundo a minha volta. Não sinto mais vontade de sair, apesar de ainda me arrastar para lá e para cá, na esperança que esse desanimo desapareça. Na faculdade tudo se torna cada vez mais pesado, ouvir, prestar atenção, anotar, raciocinar, tudo. Quando eu me dou conta, passei uma hora e meia olhando para o nada, pensando em coisa alguma, ou em tanta coisa que nem sei mais.

Uma das coisas que eu mais quero na vida é dormir, o tempo todo, para sempre. E fugir de tudo, absolutamente tudo. Ando me viciando em meus sonhos, cada vez mais malucos. É como se cada noite que eu deitasse minha cabeça no travesseiro, um filme estivesse pronto para começar, cada noite é uma história diferente e eu me pego ansiosa para a noite chegar. Mesmo quando são pesadelos, quero vivê-los, prefiro vivê-los do que viver minha própria vida. Acho que eu cansei de perder nesse jogo que é a vida. Nos sonhos o mundo é diferente, o jogo é outro, as regras são outras e está tudo na minha cabeça, tudo é, supostamente, controlado e de um jeito ou de outro, seguro. Sinto falta disso quando meus olhos estão abertos.

[Por Sabrina Silva

Visite meu blog! -> http://yoyo-sah.blogspot.com.br/]

O Transtorno de Personalidade Borderline nos filmes




Algumas das performances mais fortes são frequentemente dadas por atores que precisam retratar um personagem que está lidando com um vício ou com um transtorno de saúde mental. Através dos anos, um bom número de filmes incluíram personagens com o Transtorno de Personalidade Borderline. Eles podem não terem sidos diagnosticados oficialmente no filme, mas seu comportamento certamente demonstra muitos dos sintomas do TPB.

Aqui estão alguns dos filmes mais notáveis mostrando personagens com o Transtorno de Personalidade Borderline 


Atração Fatal (1987)


Em "Atração Fatal", a personagem femme fatale interpretada por Glenn Close mostra a instabilidade emocional e o medo do abandono que são sintomáticos de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline. Sua personagem também apresenta os sintomas TPB de auto-mutilação, intensa raiva e manipulação a medida que ela persegue seu ex-amante e sua família.

Mulher Solteira Procura (1992)

O personagem de Jennifer Jason Leigh em "Mulher Solteira Procura" apresenta sintomas do transtorno de personalidade borderline como medo do abandono, impulsividade e transferência, como quando ela tenta assumir a persona e a vida de sua colega de quarto (Bridget Fonda).


Garota Interrompida (1999)

"Garota Interrompida" é baseado no livro de memórias de Susanna Kaysen, que lutou para superar o Transtorno de Personalidade Borderline quando adolescente e jovem adulta. O filme, estrelado por Winona Ryder e Angelina Jolie, gira em torno de 18 meses da estada de Kaysen em um hospital psiquiátrico.

As Horas (2002)

Todas as três personagens principais em "As Horas", que incluem a autora Virginia Woolf, lutam contra o transtorno de personalidade borderline, depressão e suicídio. O filme, que liga as mulheres de diferentes gerações ao livro de Woolf  "Mrs. Dalloway" , é estrelado por Nicole Kidman, Meryl Streep e Julianne Moore.

Monster - Desejo Assassino (2003)

Charlize Theron se transforma para o papel da serial killer Aileen Wuornos em "Monster". Wuornos foi diagnosticada com Transtorno de Personalidade Borderline, o que pode ter contribuído para os comportamentos instáveis ​​e a raiva que levaram-na a assassinar  pelo menos seis homens.

Minha Super Ex-Namorada (2006)

Um dos poucos filmes de comédia que apresenta um personagem com Transtorno da Personalidade Borderline é "Minha Super Ex-Namorada." Neste filme, Uma Thurman interpreta uma mulher com superpoderes e uma identidade secreta, que também exibe os sintomas do TPB de impulsividade, relacionamentos interpessoais instáveis e auto-imagem pobre.

Margot e o Casamento (2007)

Duas atrizes com experiência em filmes retratando oTranstorno da Personalidade Borderline - Jennifer Jason Leigh e Nicole Kidman - se juntam em"Margot e o Casamento". A personagem de Kidman, que é a irmã de Leigh, é dita ser diagnosticada com TPB e apresenta os sintomas de impulsividade e falta de limites.

Personagens com TPB:

Poucos filmes de Hollywood têm retratado as complexidades das pessoas que sofrem com o Transtorno de Personalidade Borderline. Como a lista acima mostra, muitos deles incorporam o distúrbio em personagens de mulheres que são vingativas e assassinas. Outros filmes que seguem esta linha incluem "A Mão que Balança o Berço" (1992), "Paixão sem Limite" (1993), e "O Preço da Traição" (2009).

Em vez de continuar com estes papéis sombrios e dramáticos, que tipo de personagem com Transtorno de Personalidade Borderline você gostaria de ver na indústria do cinema?

26 de ago de 2013

Música Borderline: Rumour Has It - Adele


* Rá. Espírito Adele hoje, DI-VA maravilhosa. Essa música arrasa e não tem a mensagem "você me deixou e eu vou morrer."

RUMOUR HAS IT 




Dizem Por Aí

Ela, ela não é real,
Ela não vai ser capaz de te amar como eu irei,
Ela é uma estranha,
Você e eu temos história,
Ou você não se lembra?
Claro, ela tem tudo,
Mas, querido, isso é realmente o que você quer?

Abençoe sua alma, você tem sua cabeça nas nuvens,
Ela te fez de tolo,
E, garoto, ela está te deixando para baixo,
Ela fez seu coração derreter,
Mas você está frio até sua alma
Agora dizem por aí que ela não tem mais o seu amor

Dizem por aí (8x)

Ela tem metade da sua idade,
Mas eu acho que essa é a razão pela qual você ficou,
Ouvi dizer que você tem sentido minha falta,
Você tem dito coisas ás pessoas que não deveria
Como quando nos arrastamos e ela não está por perto,
Você não ouviu os rumores?

Abençoe sua alma, você tem, você está com cabeça nas nuvens,
Você me fez de tola
E, garoto, você está me deixando para baixo,
Você fez meu coração derreter, mas eu estou com frio até a alma,
Mas dizem por aí que eu sou aquela por quem você a está deixando

Dizem por aí (8x)

Todas estas palavras sussurradas em meu ouvido,
Conte uma história que eu não suporto ouvir,
Só porque eu disse isso, não quer dizer que eu quis dizê-lo,
As pessoas dizem coisas malucas,
Só porque eu disse isso, não significa que eu quis dizê-lo,
Só porque você ouviu,

Dizem por aí... (repete)

Mas dizem por aí que ele é aquele por quem eu estou deixando você

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* Tô legendando um documentário novo sobre o Borderline pra vocês, galera. Tá dando trabalho, mas vai valer a pena. Meu muito obrigada à Val, parceira pra me ajudar a terminar esta tarefa. Lindona, você não faz idéia do quanto é importante!! (my preshious... aiuheiauheiuhae)


Ah! Não se esqueçam: Vocês podem SIM criar uma vida que vale a pena ser vivida!!

Uma palavrinha rápida pra todo mundo:


Férias!


Não se esqueçam que esta é a última semana para concorrer ao livro "Pare de Pisar em Ovos" que o blog tá sorteando junto com a editora Fontanar. Regras na página SORTEIO!



25 de ago de 2013

As 5 condições mais comuns que ocorrem junto com o Borderline




O Transtorno de Personalidade Borderline é uma doença mental complexa que frequentemente é difícil de diagnosticar porque geralmente ocorre com outros transtornos. Eles podem mascarar os sintomas do TPB, muitas vezes fazendo com que ele ou as outras que o paciente possa ter fiquem sem tratamento.

As cinco condições mais comuns que ocorrem com o TPB são:

Transtornos de humor
Transtornos de Ansiedade
Transtorno de Estresse Pós-traumático
Abuso de substâncias
Transtornos alimentares

Transtornos de Humor

O TPB geralmente co-ocorre com transtornos de humor como depressão e o transtorno bipolar. As taxas de depressão entre os borders podem chegar até 60%, de acordo com o National Institute of Mental Health (NIMH)(Instituto Nacional da Saúde Mental).

Em torno de 20% das pessoas com TPB podem ter o Transtorno Bipolar. Porque o TPB e a bipolaridade são ambas caracterizadas por humores instáveis, impulsividade e dificuldades interpessoais, pode ser difícil de reconhecer qual transtorno está causando os sintomas.

Transtornos de Ansiedade.

As pessoas com o TPB muitas vezes experienciam uma grande ansiedade, ataques de pânico e preocupação excessiva que podem ser sintomas do transtorno ou um Transtorno de Ansiedade. Existem vários transtornos de ansiedade que podem ocorrer com o TPB: Transtorrno de Pânico, fobias, TOC, Transtorno de Ansiedade Social, agorafobia (medo de estar em lugares abertos) e ansiedade de separação.

Transtorno de Estresse Pós-traumático

O Transtorno de Estresse Pós-traumático tem como gatilho um evento traumático, que pode também ser a causa para o TPB. Estudos mostraram que mais de 50% das pessoas com o Borderline também tem um diagnóstico de Transtorno de Estresse Pós-traumático. Vários sintomas destes dois transtornos podem se sobrepor, incluindo baixa regulação emocional e mudanças de humor constantes.

Abuso de Substâncias

As pessoas com o TPB podem se apoiar em drogas ou álcool para lidarem com o estresse e outros sintomas de seu transtorno. Abuso de substâncias, especialmente o álcool, tem uma taxa de co-ocorrência com o Borderline de mais de 30%, de acordo com o  NIMH.

Transtornos Alimentares

Transtornos Alimentares como a anorexia, bulimia e Transtorno de Compulção Alimentar são comportamentos alimentares nos quais a comida é muito ou pouco consumida, resultando em dano para a saúde física e mental do indivíduo. De acordo com o NIMH, em torno de 25% das pessoas com o TPB também têm algum transtorno alimentar

Consciência destas condições que ocorrem com o TPB e seu potencial em mascarar o borderline é essencial para um diagnóstico preciso e planejamento subsequente de um programa de tratamento eficaz. 



24 de ago de 2013

Novo filme de Hollywood mostra personagem com o Transtorno de Personalidade Borderline




Hollywood está fazendo outra tentativa em trazer o TPB para os holofotes com um novo filme estrelado por Kristen Wiig (estrela de "Missão Madrinha de Casamento")

Em "Welcome to Me", Wiig é Alice, que sofre do Transtorno de Personalidade Borderline. Depois de ganhar ma loteria, Alice gasta todo seu dinheiro fazendo um talk-show sobre si mesma num canal de TV a cabo. Sua obsessão pela fama e personalidade arrogante acaba por levá-la a se alienar dos amigos e da família.

O filme, que acabou de começar a ser produzido e está programado para ser lançado em 2014, também conta com James Marsden, Joan Cusack, Wes Bentley, Linda Cardellini, Jennifer Jason Leigh, Tim Robbins e Alan Tudyk.

Ele é caracterizado como comédia dramática, e ainda está se aguardando para ver como os sintomas do TPB serão retradados no filme. Há a esperança que ele seja mais preciso ao mostrar alguém com o transtorno do que os filmes anteriores, como "Atração Fatal" ou "Mulher Solteira Procura", que retratavam mulheres border como vingativas e assassinas.

E vocês? Como se sentem tendo borders como personagens de filmes? 


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* Gente, morri quando li que a louca do Atração Fatal era border. Sério que não dá pra colocar ninguém menos fora da casinha nos retratando em um filme?

Surpresas a parte, resolvi postar essa nota curtinha hoje porque estava meio preguiçosa. Tudo bem que me rendeu assunto para mais dois posts (um deles ainda sobre filmes) que colocarei no decorrer da semana.

Mas hoje resolvi falar rapidinho sobre uma coisa que eu tava conversando com uma amiga do Face. Eu fiz um pavê escândalo hoje e ela me sugeriu colocar a receita no blog, pois as vezes é legal tratar de coisas leves. Por que não? Inclusive a razão de eu decidir cozinhar hoje foi por não estar muito bem. Não sei porque diabos o desgraçado do C., meu ex, está na minha cabeça mais frequentemente há uns dois dias. Não tem motivo mesmo, porque duvido que ele estivesse me dando muita força nessa minha recuperação da cirurgia. Mas enfim. Bate a vontade de se cortar (estou a mais de um mês sem fazer isso, yay!!), de beber, de mandar mensagem, enfim, toda sorte de cagadas. Então pra não ficar remoendo isso na cabeça resolvi cozinhar algo bem gostoso. Pensei em não postar, mas me forcei porque sei que me faz bem. Acendi um incenso de Lótus, aproveitei que outro colega tava postando umas músicas do Evanescence no Facebook, coloquei elas pra tocar e pronto.

Por que estou falando isso? Porque estas são pequenas coisas que você pode fazer pra fugir do perigo, da lâmina, do álcool. É difícil. A cama chama você, a melancolia é tentadora mas... não. 

Eu pergunto, alguém com outras idéias pra afastar a gente dos pensamentos perigosos?

E claro, receitinha do pavê que eu fiz. Gente, fácil, rápido, prático e enlouquecedoramente bom. Cozinhar também é terapia!



PAVÊ DE MORANGO (eu não achei morango, fiz com manga)

INGREDIENTES:

1 pacote de bolacha maizena ou bolacha champagne
1 lata de leite condensado
1 caixinha de creme de leite
1 lata de leite comum
2 gemas peneiradas
1 colher de sopa de farinha de trigo ou maisena
2 xícaras de chá de morango
1 colher de chá de baunilha
Morango e chantilly para decorar

MODO DE FAZER

Em uma panela, coloque o leite condensado, o leite (reserve um pouco para dissolver o trigo), as gemas peneiradas levemente batidas, a baunilha e a farinha misturada no leite reservado
Mexa até engrossar (engrossou em 15 minutinhos, mas não pode parar de mexer)
Desligue o fogo e junte o creme de leite com o soro
Se necessário, bata o creme no liquidificador para desmanchar possíveis bolinhas que se formam no creme
Em um refratário, coloque na seguinte ordem uma camada de bolacha (passe as bolachas no leite com açúcar rapidamente), uma camada de morangos picados, metade do creme
Repita as camadas terminando com o creme
Decore a seu gosto, com morangos e chantilly

(link)


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Com mais de 500 mil exemplares vendidos somente nos EUA, "Pare de pisar em ovos" lida com um tema marcante nos dias atuais: o transtorno de personalidade borderline (TPB). Este livro busca entender este transtorno destrutivo, estabelecer limites e incentivar amigos ou familiares com o transtorno a deixar de lado comportamentos perigosos. Ele discute as últimas pesquisas sobre um problema caracterizado pelo limite das emoções e apresenta técnicas de comunicação e estratégias de enfrentamento para que o leitor possa equilibrar seu relacionamento com um borderline.

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23 de ago de 2013

Sobre amores e brisas.




Hoje me peguei assistindo Malhação. Acho que estou em uma fase carente, devido ao restabelecimento de uma cirurgia, então fico imaginando como seria bom ter um colo ou alguém para me mimar um pouco.

Porém aí que mora o perigo. Assistindo as cenas melosas dos novos mocinhos da novelinha adolescente, me ocorreu que eu só busco este tipo de amor idealizado: aquele que o mocinho fica com a mocinha, a cobre de beijos apaixonados e nunca, nunca mesmo a magoa. Acontece que todo mundo magoa todo mundo, intencionalmente ou não. Não somos perfeitos e as comédias românticas são tão perfeitas porque não mostram o depois, o dia-a-dia, a convivência com os pequenos detalhes diários que compõe a nossa vida.

Não estou classificando isso como um sentimento border, mas como uma falta de maturidade de minha parte, a de ficar almejando este amor idealizado, onde o romance está presente 24 horas por dia. 

Acho que é aí que o borderline entra. Ou é perfeito ou é horrível. Tenho aquela mania de acreditar que só meu relacionamento passa por altos e baixos, e que não deveria ser assim porque amor quando é amor a gente tem que ficar junto sempre e... É mesmo? Analisando agora, como deve ser cansativo mesmo não ter tempo de sentir saudade, de fazer as pazes, de ficar ansiosa depois de uma longa separação? E como deve ser incrivelmente bom não achar que o parceiro vai nos abandonar pra sempre a cada discussão onde ele sai batendo a porta.

Fiz muito pouco isso, mas lembro que todas as vezes que deixei meus parceiros livres eles voltaram pra mim por si só, e para minha total surpresa. Pois achamos que eles nos fazem um favor estando conosco, pois não somos dignas. Aí que entra essa obsessão por este amor romântico, pois nas telas, naquele mundinho imaginário que dura algumas horas de filme, eles não se desgrudam e preferem a morte à uma vida de separação. Mais ou menos como Romeu e Julieta que, numa sacada fantástica da minha marida Miss Danielle, com certeza eram borders. Quem mais vocês conhecem que se apaixonam instantaneamente no instante em que trocam olhares e que o amor que nasce é tão grande e forte que os faz mandar a merda uma rixa antiga de família?

É... mas eles morreram né? Porque, sendo borders, não durariam uma semana. Ainda mais naquela época que tudo era resolvido na base da faca, Julieta ia dar um escândalo público em cima da primeira priminha abusada que olhasse pro Romeu por mais de 2 segundos e Romeu ia tirar as tripas da mucama dela por ciúme, porque ela falava mais com Julieta do que ele...

Exageros a parte. Tenho que aprender que amor não é tempestade, é mansidão, é perene, é calmo. sou acostumada a loucos sentimentos e intensidade por deveras exagerada, então acho que não reconheço amor quando vejo um. Pois se sou vendaval, ser brisa é sonho distante. Quero ser uma, todavia. Quero ser vento fresco e necessário e não me sentir na obrigação de chover com raios e trovões ao menor perigo.

Quero amar ser eu. Pra poder ter outro vento soprando comigo sem ter medo que ele vá balançar os cabelos de qualquer outra moça, pois saberei que as correntes nos manterão juntos mesmo que separados. E que se ele resolver soprar em outro lugar, bem, e daí? Eu vou saber, e gostar, de voar sozinha.


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22 de ago de 2013

Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline diminuem com a idade?




Você deve estar se perguntando se seus sintomas do TPB vão ser sempre tão intensos quanto eles são agora. Estudos mostraram que, a medida que as pessoas que sofrem com o transtorno ficam mais velhas, é provável que alguns de seus sintomas se tornem menos severos.

Um estudo de 2007 feito por uma equipe de Harvard descobriu que 12 dos 24 sintomas do TPB nos participantes da pesquisa foram reduzidos significativamente em um período de 10 anos. Cada pessoa foi contatada e entrevistada pela equipe de dois em dois anos a partir do momento em que entraram no estudo.

Os 24 sintomas do transtorno de personalidade borderline que focados foram divididos em duas categorias de 12:  agudos e crônicos.

Sintomas agudos:

Os sintomas "agudos" do TPB são definidos como os mais severos porém de menos duração. São eles:

Pensamentos quase psicóticos
Abuso de substâncias / Dependência
Desvio sexual (principalmente promiscuidade)
Auto-mutilação
Esforços manipulativos de suicídio
Relacionamentos tempestuosos
Desvalorização / Manipulação / Sadismo
Exigências / Exagero
Regressões no tratamento
Problemas de contra-transferências / Relacionamentos de tratamentos "especiais"
Instabilidade afetiva
Sérios distúrbios de identidade

Sintomas crônicos:

Os sintomas crônicos do TPB são definidos como os de longa duração ou frequência recorrente. São eles:

Sentimentos crônicos de depressão
Desamparo / Desespero / Sentimento de inutilidade / Culpa
Raiva
Ansiedade
Loneliness/emptiness
Pensamento preto-e-branco / Idéias super valorizadas ou despersonalização
Paranóia não-delirante
Impusividade (compulsão alimentar, gastos escessivos, direção imprópria)
Intolerância à solidão
Problemas com abandono / aniquilação
Contra dependência / conflitos sérios com a ajuda e o cuidado
Dependência / Masoquismo

Dos 290 participantes do estudo (que se enquadravam no critério do DSM-IV para o transtorno de personalidade borderline), menos de 15% ainda mostravam sinais de certos sintomas reportados depois de um período de 10 anos. Os sintomas que mostraram maior diminuição foram aqueles denominados agudos.

Teorias para a diminuição dos sintomas do TPB:

Apesar de poder atribuir a diminuição dos sintomas do TPB a medida que vai se ficando mais velho à terapia e ao tratamento, não há respostas definitivas sobre o porquê de alguns deles permanecerem enquanto outros decaem. Algumas teorias sobre as razões para que o borderline suavize com a idade são interessantes de se analisar: 

Há a idéia de que a idade em si contribua para a diminuição de certos sintomas do TPB. Os borders simplesmente se engajam em comportamentos menos impulsivos a medida que vão ficando mais velhos

Aprender sobre o Transtorno de Personalidade Borderline pela terapia é outra razão óbvia que certos sintomas diminuem. Todavia até mesmo pessoas que sofrem com o TPB que nunca procuraram tratamento podem simplesmente compreender com o tempo como lidar com seus sintomas de uma melhor forma a fim de evitar alguns dos problemas que encontraram ao longo dos anos como resultado de seu comportamento borderline.

Evitar relacionamentos interpessoais pode ser resultado após anos de lutas, conflitos e crises. Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline diminuem quando os borders se engajam menos em relacionamentos com outros a fim de evitar problemas.

Existem fortes evidências para apoiar a idéia de que os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline reduzem-se naturalmente ao longo dos anos conforme as pessoas ficam mais velhas. Porém, não há substituto para o tratamento correto do TPB e ele ainda é a única e melhor chance para que aqueles sofrendo desse transtornos administrem e reduzam seus sintomas.

(tradução livre do artigo: Do Borderline Personality Disorder Symptoms Decrease With Age?)

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* Esse artigo me deu mais um gás para continuar tentando. Apesar de ter sido diagnosticada muito tarde, agora que estou no caminho certo, posso chegar sim a pensar em uma vida plena e saudável. Que, gente, não é perfeita. Conformar-se NÃO É A RESPOSTA. Dizer "não há melhora e pronto" não ajuda ninguém. O que temos que compartilhar são mensagens de otimismo, de força! Vocês acham mesmo que eu sou assim, sempre alegre, otimista e tal? Não! Eu tenho meus momentos de desespero, de sofrimento, de impotência, mas estou escolhendo lutar por mim. Porque quero aprender que valho a pena.

Então este texto pra mim foi mais um motivo pra continuar. É difícil, mas eu quero sim uma vida que valha a pena ser vivida.

E você?

Ah!! Fiz mais um podcast curtinho, menos de dois minutos, com uma dica legal pra redirecionar os pensamentos quando estamos nos sentindo pra baixo. Só apertar o play!





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21 de ago de 2013

Do amor, da amizade e da colaboração





Todo mundo já sabe a luta inglória que me levou a mergulhar com toda a vontade e, por que não dizer, quase com desespero, no “mundo border”. Minha ex namorada, portadora do TPB, me motivou a buscar toda a informação possível a respeito e, esta busca me fez querer ajudar não apenas a ela, mas a quem mais eu pudesse... Nesse caminho, conheci a Fernanda, de quem falei no último post, de quem me orgulho imensamente pela rapidez do progresso na sua busca que se irmana a minha. E muita coisa aconteceu de lá pra cá.

Como todo mundo sabe, o fim do meu relacionamento se deu por conta de uma ação de autosabotagem de minha então namorada que, ao ver-se me prendendo em uma continuidade de situações dolorosas, fez uma postagem dizendo que “apesar de me amar, querer passar a vida a meu lado e precisar de mim, precisava me libertar”. Naquele momento não compreendi a gravidade do pedido de socorro e reagi, não como parceira de border... mas como mulher... apaixonada e cheia de ímpeto de mostrar a ela o quanto significava pra mim... Naquele momento o que eu queria dizer era “Não importa o que você faça! Amo você e estarei ao seu lado!”... o que ela entendeu foi: “Independente do que eu precise fazer, vou livrar você da minha desdita mesmo que tenha que fazer odiá-la por isso!” Resultado: Ela me traiu e o fez de uma forma consideravelmente humilhante... Consequência??? Reagi e fui cobrar explcicações... Desfecho??? Depois de ela me entregar uma garrafa de ácido para que eu fizesse com ela “o que deveria fazer” acabei perdendo o controle e a agredindo. Se estava certa ou não, não vem ao caso... nem eu nem ela precisamos de culpados... No entanto, o que importa é que, mesmo afirmando não acreditar no amor nessa forma pura e incondicional, foi em mim que ela veio buscar socorro quando tudo ficou pior.

Numa sexta-feira qualquer, bateu em minha porta e, como sempre a acolhi. Alimentei-a, a acalmei, a fiz dormir e passado o primeiro choque, conversamos e, naquele momento, vi nela algo que não via há muito tempo... Algo nela queria gritar! Algo nela queria desesperadamente sair!!! Durante a conversa, pude ver a guerra que se travava dentro dela. Por vários momentos, percebi a ausência e o vazio, enquanto em outros percebia-a viva e lutando contra o que havia se instalado nela... Saiu de minha casa, me prometendo que pensaria sim em tudo que eu falei, que ia pensar sim em buscar uma ajuda terapêutica o que, honesttamente, me encheu de esperança de vê-la bem. Segundo relato dela mesma, tão logo saiu día minha casa, o vazio tomou seu espaço (paradoxal essa informação mas....) e não sentia mais nada... Os dias foram se passando sem notícias... Até que alguns dias atrás ela veio a mim novamente... E o que aconteceu, foi um pedido claro de socorro ao qual não poderia jamais ignorar. A aceitei de volta no facebook e propiciei a ela o acolhimento terapêutico necessário, com a devida assistência... Conversamos e ela teve seu momento de lucidez e decidiu dar uma guinada em seu caminho, parar de beber, encarar a terapia a sério e voltar à academia. Isso deveria ser motivo de alegria a todos que a conhecem... mas... NÃO FOI!!! Tão logo saiu da academia, a enxurrada de recriminações por ter voltado ao meu convívio, quase a fez naufragar... 

Felizmente, nossos cuidados para que a recuperação fosse focada nela e não em mim, fez com que, mesmo eu estando na estrada, ela tivesse na Aline, a sustentação necessária para manter-se firme em seu propósito de melhoria e evolução...

Qual minha motivação para estar relatando isso??? Simples! As vezes, não nos aparcebemos do quão danosas podem ser os julgamentos de verdades que conhecemos apenas parcialmente... E, bem... basta pensarmos na seguinte possibilidade: e SE o atendimento a ela não tivesse sido estruturado solidamente??? E se não tivessemos tido o cuidado de não embasar o processo no relacionamento dela comigo??? E se nós não tivessemos tomado o cuidado de deixar um outro sustentáculo para ela???

Não tenho o devaneio de acreditar que ela jamais terá um dia de crise, ou de retrocesso.... Recaídas existem... em todos os processos patológicos. Eu, fibromiálgica em franca remissão, tive a minha recaída e me vi, mais uma vez precisando de quem fizesse minha comida, limpasse minha casa e me ajudasse até a tomar banho... Mas, honestamente? Meus amigos (obrigada Alines, Márcio, Eilan, Di, Faby, Nelinha, Ana Paula e outros tantos!!!) me deram o suporte necessário e eu pude ver o quanto isso foi importante... agora... você que convive com uma patologia, tem o cuidado de não desconstruir os avanços??? Ou de valorizar os avanços???

Boa noite de reflexão!


PS: Gracias a la vida pelos amigos maravilhosos que me deu!!!







20 de ago de 2013

Você já se sentiu assim?



Você já se sentiu sozinha? Não naquela tarde chata de terça-feira, quando o mundo parece ocupado de mais para notar sua existência, mas sim no meio de uma festa, no meio de um abraço que deveria te consolar, em uma roda de grandes amigos ou no meio de um sorriso. Não uma solidão comum e passageira, ou até boa às vezes, mas uma solidão profunda e completa, como se não existisse pessoa alguma na multidão que te cerca. Uma solidão que apaga tudo o que pode existir de bom em você, porque te mata a cada segundo que dura. Uma solidão que destrói tudo o que toca, que preenche seus ouvidos com um silêncio ensurdecedor, que faz seu peito doer como se você estivesse levando uma facada, que, enfim, acaba com qualquer esperança de dias melhores. Você já se sentiu triste? Não só triste, mas algo além disso, uma dor e um desespero tamanhos que te fazem pensar que só a morte poderia servir como remédio. Não um simples vazio, mas sim um verdadeiro buraco negro em seu peito. Você já se sentiu assim? Já se sentiu assim tantas vezes e tão intensamente que pensou que fosse enlouquecer? Se sim... Como você aguenta? O que faz para suportar? Por favor, me conte o segredo. Eu não sei lidar com isso, pelo menos não sem me cortar compulsivamente.

Eu não quero mais me sentir assim dia após dia, me afundando na dor e na tristeza cada vez mais. O que eu mais quero na vida é ter a porcaria de uma vida normal e eu simplesmente não consigo, não importa o que eu faça. Essa maldita doença já destruiu minha vida por tempo demais. Eu preciso saber qual é o grande segredo, preciso aprender a suportar o mundo, preciso iluminar minimamente meu caminho, saber para onde estou indo, essas coisas. Eu não quero viver assim... Remédios, terapias, hospitais e internações, nada parece resolver. Já se foram mais de três anos de luta, quantos mais me esperam pela frente? Eu tenho medo do futuro, tenho medo das crises que eu ainda vou ter e do quanto eu ainda posso piorar, tenho medo de toda a dor que eu ainda vou sentir e de todas as lágrimas que eu ainda vou derrubar. Tenho medo porque toda a vez que eu surto, eu sei que não foi nem vai ser a última vez. O amanhã sempre me espera com uma surpresa que pode ser nada boa.

É claro que as coisas sempre podem dar certo no final, e pode ser que eu nunca mais precise ser internada, pode ser que eu nunca mais me corte, pode ser que com o tempo eu encontre o equilíbrio e aos poucos consiga sobreviver sem tantas muletas a minha volta... Mas eu duvido muito. A história nos mostra como o futuro tende a ser, e a minha história é uma tragédia, eu sou uma tragédia. Pode-se dizer que minha vida é uma combinação de fatores que deram errado, que muito dificilmente conseguirão se resolver e dar certo. Enfim, sou uma grande pessimista também, claro. Mas como não ser? É isso que eu quero saber, como não ser como eu sou, como suportar todas essas coisas ruins a minha volta, como dar a volta por cima, como superar obstáculos, esquecer traumas e, finalmente, crescer. É isso que eu preciso saber.

[Visite meu blog! -> http://yoyo-sah.blogspot.com.br/]
19 de ago de 2013

Uma Carta Aberta de nós com Transtorno de Personalidade Borderline:


(Carta escrita por Debbie Corso, border escritora de livros sobre a recuperação do TPB e blogueira)

Queridos amigos, parentes, amantes, ex-amantes, colegas, filhos, e outros conhecidos de nós com TPB,
Vocês podem estar frustrados, sentindo-se incapazes de ajudar e prestes a desistir. Não é sua culpa. Vocês não são a causa do nosso sofrimento.Vocês podem achar difícil de acreditar, já que nós podemos atacar vocês, mudar de ser amável e generoso(a) para não-confiável e cruel em um piscar de olhos, e nós podemos até imediatamente culpá-los. Mas não é sua culpa. Vocês merecem entender mais sobre essa condição e o que nós desejos poder dizer mas talvez não estejamos prontos.

É possível que algo que vocês tenham dito ou feito ativou nosso “gatilho”. Um gatilho é algo que ativa em nossa mente um evento traumático do passado ou nos faz ter pensamentos angustiosos. Mesmo vocês podendo tentar ser sensíveis com as coisas que dizem ou fazem, não é sempre possível e não é sempre claro o porquê de algo ativar um gatilho.

A mente é muito complexa. Uma certa música, som, cheiro ou palavras podem rapidamente disparar conexões neurológicas que nos trazem de volta a um lugar onde nós não nos sentimos seguros, e nós podemos responder no presente com uma reação similar (pense nos militares que entram em combate – um simples barulho estranho no carro pode leva-los a um flashback. Isso é conhecido como TEPT, e acontece com muitos de nós também).

Mas por favor, saibam que ao mesmo tempo que nós empurramos vocês para longe com nossas palavras e comportamento, nós também desesperadamente esperamos que você não vá nos deixar ou abandonar em nosso tempo de aflição e desespero.

Esse pensamento preto e branco extremo e experiência de desejos completamente opostos é conhecido como dialética. Cedo em nosso diagnóstico e antes de realmente entrar com TCD (Terapia Comportamental Dialética), nós não temos ferramentas necessárias para dizê-los isso ou pedir pelo seu apoio em jeitos saudáveis.

Nós podemos fazer coisas bem dramáticas, como nos machucar em algum jeito (ou ameaçar fazê-lo), ir ao hospital, ou algo similar. Mesmo que esses pedidos de ajuda devem ser levados a sério, nós entendemos que vocês possam se desgastar com a preocupação em relação à nós e esse comportamento repetitivo.
Por favor, confiem que, com ajuda profissional, e apesar do que vocês possam ter ouvido ou passado a acreditar, nós podemos e ficamos melhores SIM.

Esses episódios podem se alongar ou encurtar entre si e nós podemos ter longos períodos de estabilidade e regulação de nossas emoções. Às vezes o melhor a fazer, se vocês conseguirem acumular toda a força em sua frustração e dor, é nos pegar e abraçar e dizer-nos que vocês nos amam, se importam e não vão embora. 

Um dos sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline é o intenso medo de ser abandonado, e nós, por causa disso, (na maioria das vezes inconscientemente) nos comportamos extrema e freneticamente para evitar que isso aconteça. Mesmo nossa percepção de que abandono é iminente pode nos tornar inquietos.

Outra coisa que vocês possam achar confusa é nossa aparente inabilidade de manter relacionamentos. Nós podemos pular de um amigo para o outro, indo de amar e idolatrá-los para desprezá-los – deletá-los de nossos telefones e excluí-los no Facebook. Nós podemos evitar vocês, não atender suas ligações, e negar todos os convites para estar perto de vocês – e outras vezes, nós só queremos estar perto de vocês.

Isso se chama splitting, e faz parte do transtorno. Ás vezes nós tentamos nos prevenir renegando as pessoas antes que elas nos rejeitem ou abandonem. Nós não estamos dizendo que está “certo”. Nós podemos nos livrar desse padrão destrutivo e aprender como ser mais saudável no conceito de relacionamentos. Não vem naturalmente para nós. Vai levar um tempo e bastante esforço.


É difícil, logo, se relacionar propriamente quando não se tem um entendimento sólido de si mesmo e de quem você é, sem falar de todo mundo à sua volta.

No Transtorno de Personalidade Borderline, muitos de nós apresentamos problemas com confusão de identidade. Nós podemos “pegar emprestado” atributos daqueles à nossa volta, nunca sabendo realmente quem NÓS somos. Vocês se lembram daquelas pessoas no ensino médio que iam de gostar de rock à pop à gótico, pertencendo sempre com um grupo – se vestindo como eles, arrumando o cabelo como eles, usando os mesmos maneirismos? É como se nós não tivéssemos crescido disso.

Às vezes nós até pegamos os maneirismos de outras pessoas (nós somos alguém no trabalho, outro em casa, outro na igreja), que é parte de como nós conseguimos o apelido de “camaleões”. Claro, pessoas agem diferentemente em casa e no trabalho, mas vocês podem reconhecer-nos pelo jeito que nos comportamos no trabalho versus em casa. É esse extremo.

Para alguns de nós, nós tivemos infâncias em que, infelizmente, pais ou responsáveis iriam rapidamente alternar de amáveis para abusivos. Nós tivemos que se comportar em jeitos que iriam agradar essas pessoas à qualquer momentos para que ficássemos safos e sobrevivêssemos. Nós não superamos isso.

Por causa de toda essa dor, nós normalmente apresentamos sentimentos de vazio. Nós não conseguimos imaginar o quão perdidos vocês possam se sentir ao testemunhar isso. Talvez vocês tenham tentado tantas coisas pra passar essa dor, mas nada funcionou. Novamente – NÃO é sua culpa.

A melhor coisa que podemos fazer durante esses tempos é lembrar-nos que “Isso também há de passar” e praticar habilidades de TCD – principalmente se acalmar – coisas que nos ajudam a sentir um pouquinho melhor apesar do vazio. O tédio é normalmente perigoso para nós, já que pode levar a um sentimento de dormência. É sensato para nós ficarmos ocupados e distrair-nos quando o tédio chega.

No outro lado da moeda, nós podemos ter uma explosão de raiva que pode ser assustadora. É importante que nós fiquemos seguros e não machuquemos vocês ou nós mesmos. Essa é outra manifestação do TPB.
Nós somos muito emocionalmente sensíveis e temos extrema dificuldade regulando/modulando nossas emoções. Dra. Marsha Linehan, fundadora do DBT, nos compara à vítimas emocionais de queimaduras de 3º grau.

Pela Terapia Comportamental Dialética, nós podemos aprender a regular nossas emoções  para não ficarmos fora de controle. Nós podemos aprender a parar de sabotar nossas vidas e circunstâncias... e nós podemos aprender a nos comportar de maneira à ser menos nocivos e assustadores para vocês.

Outra coisa que vocês podem ter notado é o olhar distraído em nossas faces. Isso se chama dissociação. Nossos cérebros literalmente desconectam, e nossos pensamentos vão parar em outro lugar, enquanto nossos cérebros estão tentando nos proteger de trauma emocional adicional. Nós podemos aprender exercícios que nos tragam de volta à realidade e aplicar nossas habilidades para ajudar durante esses episódios, e então podem tornar-se menos frequentes enquanto melhoramos.

Mas, e quanto à você?

Se você decidiu reunir suas forças e ajudar seu ente querido com TPB, você provavelmente também precisa de apoio. Aqui vão algumas ideias:

- Lembre-se que o comportamento da pessoa não é culpa sua.
- Mostre sua compaixão pelo sofrimento da pessoa entendendo que o comportamento         dele(a) é provavelmente uma reação intensa desse.
- Faça coisas para cuidar de SI MESMO. Na página de recursos desse blog, tem uma porção de informação em livros, CDs, filmes, etc (em inglês) para você entender esse transtorno e tomar conta de si mesmo. Confira!
- Além de aprender mais sobre TPB e como se cuidar em volta disso, faça coisas que você goste e que te acalme, como sair para uma caminhada, ver um filme de comédia, comer uma boa refeição, tomar um banho quente – qualquer coisa que você goste de fazer para se cuidar e se sentir confortável.
- Faça perguntas. Há bastante equívoco sobre TPB aí fora.
- Lembre-se que suas palavras, amor e apoio ajudam a pessoa a se curar, mesmo que os resultados não sejam imediatamente evidentes.

Não todas as situações que eu descrevi se aplicam a todas as pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline. Uma pessoa precisa apenas ter 5 dos 9 sintomas para qualificar para um diagnóstico, e as combinações entre esses 5 e 9 são muitas. Esse post é apenas para dá-los uma ideia do sofrimento típico e pensamentos de nós com TPB.

Esse é meu segundo ano na TCD. Há um ano atrás, eu não teria conseguido escrever essa carta, mas representa muito do que esteve no meu coração que eu não conseguia notar ou expressar.

Minha esperança é que vocês vão ganhar uma nova perspectiva na condição de seu ente querido e crescer em compaixão e enter para ambos que essa não é uma estrada fácil.

Eu posso lhes dizer, por experiência própria, que trabalhar essa doença pela TCD faz a luta valer a pena. Esperança pode ser retomada.

Uma vida normal pode ser vivida. Vocês podem ter vislumbres e mais vislumbres do que aquela pessoa realmente é conforme o tempo, se vocês não desistirem. Eu os desejo paz.





15 de ago de 2013

Por que as pessoas com o Borderline tem problemas com relacionamentos?




Relacionamentos são um milagre: dois seres se juntam, trazendo todas as suas opiniões, bagagem emocional e traços de personalidade com eles. De algum jeito algo acontece e uma parceria nasce.

Os primeiros meses - muitas vezes chamados de "lua-de-mel" - geralmente são os melhores. Porém, mais cedo ou mais tarde, quando as coisas ficam mais confortáveis e as pessoas vão se mostrando mais, os relacionamentos podem ficar mais difíceis. As barreiras e as fronteiras se quebram, danço espaço para mal - entendidos e sensações de estar sendo desrespeitado ou negligenciado.

Claramente os relacionamentos são difíceis pra todo mundo. Mas não é surpresa saber que as pessoas diagnosticadas com TPB tem um padrão de relacionamentos extremamente tensos.

Os sintomas do TPB que fazem os relacionamentos serem um desafio:

De acordo com o Instituto Nacional da Saúde (National Institutes of Health - NIH), o transtorno de personalidade borderline é caracterizado por sintomas que desafiam relacionamentos, como:

- Problemas em regular as emoções e pensamentos.
- Comportamento impulsivo e imprudente.
- Medo do abandono

Porque os relacionamentos são intrinsecamente baseados em confiança e comunicação, os elementos acima são um peso a mais nos desafios comuns existentes em qualquer relacionamento.

Pra transformar os relacionamentos em algo ainda mais desafiador, aqueles com o TPB tem altas taxas de:

- Abuso de substâncias
- Auto-mutilação
- Tendências suicidas
- Depressão
- Ansiedade
- Transtornos alimentares

Qualquer relacionamento lidando com estes desafios tem um caminho duro pela frente. Some isso aos sintomas do TPB, e as coisas podem ficar fora do controle rapidamente.
Melhorando os relacionamentos
Se há o desejo de ter um relacionamento significativo e completo, é possível tê-lo. Se pode até reparar certos erros cometidos no passado, antes que houvesse uma compreensão melhor do problema.

Com certeza, os relacionamentos mais difíceis de reconstruir são aqueles onde não há mais nenhum contato. Mas até mesmo nestas circunstâncias, existem coisas que você pode fazer.

Aqui vão dez dicas para melhorar/ter de volta/encontrar o relacionamento que você quer: 

1. Aprenda a tolerar as dificuldades um pouco mais. Alguns conflitos e circunstâncias difíceis são parte de um relacionamento normal e saudável. Se você focar neste ponto de vista e não explodir depois, estas ocorrências aparecerão e irão embora. Elas também podem servir como um momento para desenvolver a intimidade, aprender a solucionar os problemas e aprender a confiar e apoiar um ao outro.

2. Trabalhe seu senso de auto-estima. Mais do que tolerar as dificuldades, não há nada que ajude mais do que isso. Por que? Porque quando uma pessoa tem um forte senso de quem é, não se preocupa com outro que possa estar julgando, deixando ou criticando quando oferece sua perspectiva. Ela valoriza (na maioria das vezes) as opiniões dos outros, pode considerar, mas estas opiniões não a definirão ou darão seu valor. 

3. Melhore suas habilidades para validação. Validação é uma habilidade de comunicação onde você escuta alguém sem julgá-lo, e o faz saber que o que ele está experienciando é real e compreensível. Isso não significa que você concorda com sua posição. Esta habilidade é muito útil para diminuir emoções fortes no outro, negar ou afirmar um pedido.

4. Pergunte-se: "e daí?" - Estar certo ou ter as coisas feitas de forma perfeita vale o relacionamento? Mesmo? Se vale, vá em frente e mantenha a posição. Mas se numa próxima vez que uma tarefa não for feita exatamente da maneira certa, pergunte-se: "e daí?" Isso é mesmo importante?

5. Aprenda como pedir habilidosamente para que suas necessidades sejam encontradas. Isso requere uma habilidade em balancear seu pedido com firmeza e gentileza, ser claro e torn-alo a seu respeito, não a respeito das falhas. Ser capaz de articular claramente a recompensa pela concessão de seu pedido também é muito importante. 

6. Pratique dizer "não." Na verdade, ser capaz de dizer "não" sem se desculpar pode ajudar a fortalecer seu relacionamento. Você se sentirá mas forte e mais satisfeito e seu parceiro(a) vai sentir que pode contar com você para fazer a coisa certa, qualquer que seja a pressão. 

7. Experiencie a gratidão e mostre-a. Faça uma lista de coisas que você valoriza e aprecia naqueles que ama e expresse sua gratidão a eles frequentemente. Bem frequentemente.

8. Aprenda como ser uma pessoa que se doa. Isso é bem diferente do que ser um capacho ressentido. É ser capaz de observar as necessidades do outro e as conceder sem que isso tenha lhe sido pedido e sem esperar nada específio em troca. E também ser um vaso para receber amor.

9. Aprecie as diferenças. Somos feitos para sermos inter-dependentes com os outros. Aqueles de nós que tem o TPB realmente amam estar em relacionamentos e geralmente não são feitos para ser uma ilha. Celebre isso, celebre o que realmente fazemos para completar um ao outro. Mostre isso liberalmente permitindo que os outros façam suas próprias escolhas e serem eles mesmos, e colha os frutos das maravilhosas coisas novas que isso vai trazer a sua vida.

10. Pratique a compaixão e toma uma postura de não julgamento para com os outros. Se você conseguir fazer estas duas coisas, a recuperação é sua.


* Quisera eu ter podido pensar e refletir sobre estas coisas há muito tempo. Ter podido ser capaz de treinar isso, aplicar isso e quem sabe melhorar meus relacionamentos. Hoje eu tenho 34 anos. Não estou dizendo que está tarde demais, porém digo que eu poderia ter tido a chance mais cedo. Tenho total consciência que perdi meu primeiro namorado e ex-noivo pro borderline. Por isso que eu falo e repito como um mantra aos mais novos: vocês tem uma chance que eu não tive. Vejo MUITA gente com 17,18,20 anos que não se trata, muitas vezes porque não quer ou não acha que pode melhorar. Bem, eu, com 6 meses de terapia e remédios, estou me preparando para recomeçar a trabalhar. Tá difícil? Simmmm!!! Claro que sim! Eu tenho crises de ansiedade, vontade de me cortar, mudanças de humor o dia inteiro, vontade de chorar por nada, medo de ir para certos lugares por causa do C., pressão da minha mãe... Mas tô me agarrando a este lampejo de forças, de oportunidade. 

Cubro-me de apoio. Semana que vem começo a Yoga. Vou começar a fazer terapia cognitivo comportamental. Acabei de comprar incenso (que me acalma) e baixei megas e megas de músicas de meditação e celta para relaxar e prevenir/acalmar crises. Não me corto a 18 dias e só deus sabe o quanto isso é complicado. Se não fosse meu novo emprego eu ia começar logo logo o hospital-dia.

Não estou estabilizada. Nem curada. Porém estou tentando. Gente, não adianta ter uma crise e recusar ajuda. Querer jogar os remédios no mar, querer parar terapia, se drogar e achar bonito (afffe), trepar com meio mundo. A gente é border, mas não é burro. A gente não consegue parar, mas dizer que não tem consciência do que faz depois do diagnóstico é forçar a barra. 

Não tem dinheiro pra fazer yoga, mais terapia? Vá pro sol e aproveite por uns minutos. Assista coisas alegres, escute músicas que não sejam deprimentes/depressivas. Se não tem ânimo pra sair, tente fazer algo, assistir uma série legal, um filme de comédia. Coma chocolate, frutas, verduras (essa parte eu peco, como só o chocolate mesmo hehehe). Informe-se sobre seu transtorno, troque experiências com quem está melhor do que você. Tenha um bicho de estimação (ADOTANDO), uma plantinha pra cuidar, aprenda a tricotar ou a fazer ponto cruz. Se estiver numa crise, bem, deixa passar. Porque só com os remédios e a terapia acaba passando. Eu entendo a dor, e não acho que a gente não tenha nossas razões pra sofrer. Cada um, afinal, sabe a dor que sente. Nós só não podemos ser desistentes.

Força. Luz. Eu acredito em vocês. Como espero que a recíproca seja verdadeira.