Amigos:

31 de mar de 2013

Change the World

Não, não estou no ânimo de postar. Amanhã (no caso hoje) seria meu aniversário de namoro. Eu só quero que este domingo passe logo. A partir de segunda voltarei às minhas atividades normais. Ou a partir de amanhã.
Só algumas considerações:
- Mais de mil visualizações no blog. Tenho medo disso.
- Ainda estou ruminando a idéia de fazer vídeos. Boa? Ruim?
- Mudei minha identidade no blog. Fiquei traumatizada depois de ver tanta gente usando pseudônimos.
- Alguém tem a fórmula pra se ter vontade de viver?

Agora os deixo com o Mestre Eric Clapton.


"...That I can change the world,
I would be the sunlight in your universe.
You would think my love was really something good,
Baby if I could change the world..."

(Eric Clapton - Change the World)
30 de mar de 2013

Música Borderline: Creep - Radiohead


Tradução:


Verme


Antes, quando você estava aqui
Eu nem conseguia te olhar nos olhos
Você é como um anjo
Sua pele me faz chorar

Você flutua como uma pena
Em um mundo maravilhoso
Eu queria ser especial
Você é especial pra caralho

Mas eu sou um verme, sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

Eu não ligo se isso machuca
Eu quero ter o controle
Eu quero um corpo perfeito
Eu quero uma alma perfeita

Eu quero que você perceba
Quando eu não estiver por perto
Que você é tão especial
Eu queria ser especial

Mas eu sou um verme, sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

Ela corre pela porta
Ela corre
Ela corre, corre, corre, corre
Corre...

Seja lá o que te faça feliz
Seja lá o que você deseje
Tão especial...
Eu queria ser especial

Mas eu sou um verme, sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

Eu não pertenço a este lugar






*Não tô no ânimo de escrever hoje. Down.
29 de mar de 2013

O que uma propaganda de limonada pode ensinar sobre o Transtorno de Personalidade Borderline.




Recentemente eu vi uma propaganda e me me pareceu que ela se contradizia: "Limonada de morango para sempre"* era orgulhosamente estampada sob uma figura do produto, com a informação que ela estava disponível "por tempo limitado". O que significa isso? A limonada de morango era para sempre ou por tempo limitado?

Isso é o "pensamento preto e branco". A crença de que há somente duas opções, quando, na realidade, há mais do que só duas, é um sintoma do Transtorno de Personalidade Borderline.

As pessoas diagnosticadas com o TPB frequentemente não conseguem integrar mais do que um lado da situação. Uma semana perfeita de terapia pode ser a tortura na próxima semana, sendo a terapia um processo útil porém difícil.

Por que isso? Uma vez uma enfermeira psiquiátrica/ tenente do Exército me disse: "Com você é ou jejuar ou muita fome". Eu logo dei a resposta que disparou na minha mente: "É isso que tem sido minha vida."

As evidências sugerem que o TPB possa ser um tipo de estresse pós-traumático causado por uma infância com eventos turbulentos. Esse estresse é melhor descrito como segue: "Eu pulei para fora de minha pele e continuei pulando". Enquanto a reintegração de corpo e mente é possível, a disconexão entre eles causa um problema maior para uma pessoa com TPB.

A criadora da terapia dialética comportamental Marsha Linehan contou à revista Time: "Os indivíduos borderline são equivalentes à pacientes com queimaduras de terceiro grau. Eles simplesmente não tem, ao pé da letra, pele emocional. Até mesmo o mais suave movimento pode criar um sofrimento intenso."

Por que as pessoas com TPB tem tamanha dor? Quando uma pessoa com este transtorno "pula para fora de sua pele", o tempo pára emocionalmente. Ela está presa num momento e não mais crescendo ou se desenvolvendo. Nesse ínterim, o tempo continua passando em todos os aspectos da existência, e ela nunca desenvolve a maturidade emocional necessária para responder ao que está acontecendo ao seu redor. Ela não está falhando em usar as habilidades de se lidar com situações, pois estas habilidades nunca foram desenvolvidas. Ela é largada com uma percepção de mundo de uma criança: algo é simplesmente bom ou mal.

Parte da cura começa em aprender a ver todos os lados de uma situação. Por exemplo, ambas afirmações na propaganda da limonada podem estar certas. O nome do produto poderia ser "Limonada de morango para sempre" enquanto o produto estivesse disponível por tempo limitado. Ou a promoção para um produto de duração limitada poderia ser uma referência pobre aos Beatles** (talvez "nothing is real"*** não funcionasse bem no público alvo). Perceber que há múltiplas opções permite a uma pessoa com TPB entender o mundo em volta dela e a responder a ele adequadamente.

* Strawberry lemonade Forever
** Os Beatles tem uma canção chamada "Strawberry Fields Forever" - notem que pode ser um trocadilho.
*** Nothing is real - nada é real. Parte da letra da música "Strawberry Fields Forever"


(tradução livre do artigo "What a Lemonade can teach about BPD symptoms")


PS: Depois do texto profundo de ontem, resolvi ser um pouco mais leve. Ah sim, a Tadlla, linda, escreveu um texto e me dedicou lá no blog dela. Me fez chorar, pois remete bem ao que sinto. Fica o convite para colaborar aqui, se você quiser.

Ah. Notem que a foto ao lado da coluna de posts as vezes muda. Resolvi colocar coisas que estão sendo importantes na minha vida, ou marcantes. A primeira era uma de minhas gatas, Eilan.

Outra coisa, tô pensando em fazer um canal de vídeos. O que acham?

Pra terminar, a música dos Beatles (amo) citada no texto, que para mim pode ser entendida como música borderline também...




Campos de morango pra sempre

deixe eu te levar
Pois estou indo aos
Campos de morango
Nada é real
E não há nada para se apegar
Campos de morango pra sempre

é fácil viver com os olhos fechados
Sem entender o que se vê
está ficando difícil ser alguém
mas tudo parece funcionar bem
não é muito importante pra mim

Deixe-me te botar pra baixo
Pois estou indo aos
Campos de morango
Nada é real
não há por que esperar
Campos de morango pra sempre

Acho que não tem ninguém na minha árvore
Quero dizer, dever estar alto ou baixo
Ou seja, você sabe que não pode entoar
mas tá tudo certo
Assim, penso que não é tão ruim

Deixe-me te botar pra baixo
Pois estou indo aos
Campos de morango
Nada é real
não há por que esperar
Campos de morango pra sempre

Sempre sabe que às vezes sou eu
Mas sabe, eu sei quando é um sonho
Acho que um Não valerá um Sim
mas tá tudo errado
Por isso eu acho que discordo

Deixe-me te botar pra baixo
Pois estou indo aos
Campos de morango
Nada é real
E não há por que esperar
Campos de morango pra sempre
Campos de morango pra sempre
Campos de morango pra sempre
28 de mar de 2013

Borderline e a auto-imagem




Eu passei o dia inteiro lendo e vendo vídeos sobre o TPB, que me deu várias idéias para posts. O primeiro deles será falando sobre auto-imagem.
O indivíduo Borderline precisa da opinião e aceitação do outro para definir quem é. Temos um problema de aceitação e confiança em nós mesmos, fora um problema com a própria identidade. Sem saber quem somos, o outro nos define. Por isso é tão grande o problema com a rejeição, pois o abandono, real ou imaginário, significa uma perda de nós mesmos, visto que o outro muitas vezes nos define.

Queria falar um pouco da minha experiência sobre isso. Desde criança sou gordinha, muitas vezes muito gordinha, as vezes pouco. Tenho uma mãe que é muito ligada ao corpo e estas idéias acabaram por meio que me traumatizar um pouco. Sou colocada em dietas desde que me entendo por gente, desde comer só frutas à contagem de calorias diárias. Não como legumes nem verduras e, hoje em dia, os associo com dietas, pois era a única hora em que eu me via obrigada a comê-los. Sofri muito na minha pré-adolescência e adolescência, pois na escola eu sempre fui o patinho feio. As crianças colocavam apelidos em mim, riam, eu quase não tinha amigos, minhas paixonites eram sempre pelo menino mais lindo da escola, que não me dava a menor bola, obviamente. Sofria muito bullying calada, e cada vez mais acreditava que você precisava ser magra para ser feliz.

Minha mãe não me ajudava muito. Ao me colocar em intermináveis dietas, reforçava o quanto eu era imperfeita aos olhos do mundo. Até hoje, se alguém me chama de bonita, eu não acredito. Lembro de uma vez em que ela me obrigou a comer espinafre, eu querendo vomitar e ela insistindo.

Sempre me liguei aos outros excluídos das turmas, pois neles eu encontrava um pouco de aceitação. Com 15 anos me mudei de Brasília para Recife. Foi então que este bullying diminuiu um pouco, eu me aproximei de duas pessoas que também eram excluídas a seu modo, mas com a ajuda delas acabamos por construir uma estória na escola. Mas mesmo assim, nunca havia beijado ninguém.

Com 17 anos conheci meu primeiro namorado, cuja estória contei neste post aqui e para mim foi um mundo novo. Alguém que me amava, apesar de eu ser gorda! Porém eu sempre tive o medo que ele me trocasse por outra, principalmente mais bonita do que eu. Eu já morava em Curitiba nesta época. Bem, terminamos e minha insegurança aumentou. Porém tive a sorte de conhecer muitas pessoas legais que não se importavam pelo fato de eu estar acima do peso. Conheci outros meninos, beijei muito, namorei... Mas sempre com aquele pensamento que eu era gorda e que em qualquer momento iriam me deixar pelo fato de eu não me encaixar no padrões de beleza "aceitáveis".

Voltei pra Recife, foi tudo difícil pois sentia falta de meus amigos, comecei a ter a idéia fixa de me mudar até que... conheci meu ex-namorado. Ele é uma pessoa extremamente cativante, cabelo longo, toca violão, enfim. Muito político e preocupado com a opinião das pessoas, tanto que toda vez que eu contava a alguém o quanto ele era grosso e insensível, as pessoas se espantavam e diziam: "nossa, eu nunca podia imaginar!!". eu me sentia insegura 90% do tempo, como se qualquer menina com um corpinho mais esbelto pudesse tomá-lo de mim. Não ajudou muito o fato dele ter seus problemas com sexo e ficarmos 1 ano sem relações. Minha auto-estima, já baixa, foi pro chão.

E é assim que ela continua. Como falei acima, o border precisa da opinião das pessoas para definir seu "eu" e, as opiniões que eu tinha eram muito negativas. Meu ex não me elogiava muito, minha mãe... Bem, minha mãe continuou a mesma. Lembro de estar indo ao trabalho e ela me ver com um vestido e dizer algo como: "nossa, se você estivesse 5 quilos mais magra ia ficar tão melhor!" ou "murcha esta barriga!". Estes comentários acabavam com meus dias, pois me sentia feia e gorda.

Na verdade ainda me sinto assim. Mesmo tendo perdido muitos quilos nessa minha depressão, ainda me sinto feia. Tenho certeza que meu ex está com alguém mais bonita e principalmente mais magra do que eu. Olho no espelho e vejo alguém sem atrativos, nada além de belos olhos verdes (a única parte de mim que admiro). Vou para as lojas e me frustro por não terem meu número, me envergonhava em comprar roupas com meus namorados pra eles não saberem o número de minhas calças, ou não presenciarem a minha decepção por ver uma roupa e não poder comprá-la porque esta não cabia em mim.

Sei que devia terminar este longo post com uma mensagem tipo: "então eu aprendi a me amar blablabla" mas não me sinto assim no momento. Ainda me olho no espelho e vejo alguém que fisicamente e psicologicamente não merece ser amada. Ainda não acredito em elogios, nem que eu vá conseguir me ver de forma diferente, pois esta é a minha realidade. Espero que, com a terapia isso mude e que o espelho melhore a imagem que eu sempre vejo...
27 de mar de 2013

Carta


Eu ando lendo bastante sobre o Borderline, vendo vídeos também, sabe? E cada vez que eu leio ou aprendo, mais assustada eu fico.
Talvez tudo pudesse ter sido evitado se eu soubesse tudo que sentia, ou por que sentia tanta coisa. "O Border não tem pele emocional", eu li. Não tem mesmo. então pra mim tudo é um turbilhão, um medo, uma aflição, agora entendo, agora ficou claro, inclusive porque eu fiquei por tanto tempo. Pois você também não foi fácil. Eu aguentei por muito tempo ofensas, frieza, xingamentos, humilhações. E estava lá. Talvez eu tivesse por você ou por outro, eu fico confusa quanto a isso. O amor é muito grande em mim, assim como a dor. Cada vez que você ia embora, eu realmente achava que não voltarias. Cada vez que eu escutava uma palavra ruim saída da sua boca, eu tomava como certa. eu vestia aquilo como se fosse eu. Quem sabe não seja por isso que eu até hoje precise ouvir de ti que signifiquei algo, pois a meu próprio espelho mostra só a imagem que alguém coloca nele. Infelizmente as coisas são assim.

Então entenda, eu não gosto de ser deste jeito. Porém o mundo por enquanto se mostra com estas cores. Queria muito mudar, queria não me sentir perdida, queria não me cortar, queria não ficar paranóica, queria não achar que um amigo não gosta de mim porque ele não me respondeu uma mensagem ou não atendeu a um telefonema. Sabe o que é pior? Eu estou conseguindo enxergar o que é extremado, o que é o transtorno. Meu consciente enxerga. Mas o inconsciente não. Então eu faço, eu me frustro, pois todos me dizem que o tratamento é lento, no entanto não sabes o quão desesperador é ver o tempo passar e não conseguir mudar, sabendo (pelo menos um pouco) o que há de errado comigo.

Não é drama. Não é manipulação, falta de noção, o que seja. É real. Pra mim é bem real, é o modo que as coisas se encaixam pra mim agora e eu ainda não consigo controlar isso. Na verdade não consigo controlar nada. Então, não se ofenda se você receber uma mensagem minha, ou um e-mail. Não ache que eu quero atrapalhar a sua vida. Eu realmente queria parar, queria saber refrear este impulso que toma conta do meu racional, mas não consigo. Acredite, eu sofro tanto quando mando a mensagem, quanto quando não obtenho resposta, ou se obtenho, ela não é a que esperava.

Não posso ser culpada por algo em que não tenho culpa, que é inerente a mim e eu sequer sabia que existia. Mas ainda assim me sinto culpada. Ainda assim queria ter feito, pelo menos do meu lado, as coisas de um modo diferente, com mais calma, com mais racionalidade, menos paixão e mais pé no chão. Queria muito que entendesses isso. 

Enfim. Esta carta é só eu abrindo o coração. Tenho muitas dúvidas, muitas inseguranças, muito, mas muito medo de tudo que estou enfrentando agora. O que vais fazer com estas informações, está a seu cargo. Eu só precisava desabafar.

Ah sim. Against all odds, ainda te amo.



(e-mail que fiz de post e acabei de enviar ao meu ex.)

Pra embalar, uma das músicas de minha vida.



P.S. - Vou abrir uma campanha pra TADLLA postar mais, porque menina, você escreve muito bem. Se quiser colaborar por aqui, sinta-se a vontade, pois seu último comentário também vai virar post.
P.S 2 - Aos que vem aqui, obrigada. Vocês são minha rede de apoio.


26 de mar de 2013

Presença Ausente.



Estou menos descontrolada mais calma. Ainda revoltada com tudo, mas um pouco melhor. Entre vodka, cortes e feridos, salvaram-se todos. Amanhã tenho psicóloga e vou botar tudo pra fora.

Na minha revolta nem comentar nos blogs amigos eu fui. Não tinha uma palavra amiga pra dar...


Quem não entendeu do que estou falando, é só olhar o post anterior.

Ainda não sei bem o que dizer. Então posto este poema que reflete bem o que sinto.




Presença Ausente


A minha presença,

mesmo presente,

torna-se ausente

à procura de você


E, assim,

dois valores surgem:

um inconsciente

feito de presença;

outro consciente

feito de ausência...


E no lapso do tempo

e desses valores

vivo sob a neblina

da ilusão e da saudade.


( Maria do Céu de Ataíde Vasconcelos )
25 de mar de 2013

Crise Existencial


ATENÇÃO:

O post a seguir vem recheado de palavras de baixo calão e provavelmente será bem mal escrito. Aos sensíveis a este tipo de coisa, recomendo não ler as linhas a seguir.




Estou cansada. Cansada desta merda toda. O tempo passa e eu continuo aqui, fodida de sofrer, sem sair de casa, sem fazer porra nenhuma. Com álcool, sem álcool, nada muda. Tomo meus remédios, tomava antes de recomeçar a beber, vou pra merda da terapia 2 vezes na semana, choro, me descabelo e tudo continua a mesma merda. Sério. Cansada de me sentir assim. Vontades imensas de mandar tudo se foder, entregar meu apartamento, carregar os gatos debaixo do braço e vir mesmo morar com minha mãe. Vendo minhas coisas, arranjo um emprego em qualquer escola de inglês fundo de quintal pra ganhar uns 800 reais por mês e tá valendo. Encontrei no mercado um amigo do meu ex, tive que ouvir a famigerada pergunta: "cadê seu namorado?" e precisei dar a resposta "terminamos". Pirei. Nem sei como cheguei em casa. Chorava, suava em bicas. domingo meu digníssimo ex me manda uma mensagem por engano. Pirei novamente. Ele obviamente não perdeu a oportunidade de dizer para eu parar de mandar mensagens pra ele, que era incoveniente e sem cabimento. Sim, porque ELE conseguiu me apagar da vida depois de 5 anos de relacionamento como num passe de mágica. É. Fiquei do lado deste filho da puta por todas as vezes que ele precisou, arranjei emprego pra ele, ensinei, dei apoio. Pra no final ele me tratar que nem merda. Não, não tenho esperanças de voltar. Queria ao menos escutar que eu tinha significado alguma coisa. QUALQUER coisa. Pra eu não me sentir esta merda que ficou na vida de um ser por tanto tempo e não conseguiu fazer a diferença.

Pra que tentar? Tenho esta sina de ser border. Mandei msg pra vários amigos ontem quando estava mal. Algum me respondeu? Nãããão. Silêncio. Eu que sempre ajudei a todos, me fodia muitas vezes pra ajudar, agora eu recebo o que? Nada. Porra nenhuma. O que fica? Não posso confiar em ninguém. Live together, die alone. Nada mais verdadeiro.

Tá chegando a Páscoa. eu, no auge do meu desespero (burrice) ainda pensei em comprar um ovo de páscoa pra ele e deixar na portaria do prédio. Seriously. Pessoa assim não merece mesmo ter vida. Mereço morrer mesmo. Ou ficar neste limbo em que me encontro, suando frio quando entra numa porra duma padaria porque a cabeça paranóica (louca) vou encontrar alguém que ele conheça ou quem sabe ele. Porque esta doida burra que vos escreve ainda fica pirando porque a mensagem que ele me mandou por engano dizia que ele ia se atrasar. Aí eu: Se atrasar pra que? Quem ele vai se encontrar? E por aí vai.

Acho que vou começar a me cortar valendo, quem sabe minha família não pira, me interna numa porra de uma clínica e eu fico lá, saindo mais doida desestabilizada ainda. This is so fucking incredibly bad. Can´t take it anymore.

#prontofalei
24 de mar de 2013

Música Borderline

E eu tentei me apegar a um texto antigo sobre o amor e a TADLLLA me dá uma boa dose de realidade nos comments.


Nada mais real.

Nós vivemos de mentiras. Nos comerciais, aquele produto que promete tirar a mancha da tua roupa em apenas uma lavagem, é mentira. Naquele comercial que o biscoito parece ser enorme, mas quando você compra é menor que a roda do carrinho do teu primo. Nos filmes, sempre tem um final feliz, todo mundo sai ganhando -menos o vilão- todo mundo sempre fica feliz. Em desenhos, nos anúncios da internet. Você mente pra si mesmo, finge que no dia seguinte vai melhorar o seu jeito, que vai parar de ser besta e que não vai acreditar em mais nada. Mas é mentira, você sabe que amanhã estará exatamente do mesmo jeito. Com as mesmas esperanças e ilusões, com os mesmos medos. Vai continuar a mesma pessoa, literalmente. Mente pra você e pras pessoas ao teu redor. Vive afundada nas mentiras e ilusões, coleciona suas mentiras em um vidrinho na prateleira de cima do computador. Todo mundo é feito de mentiras, tem aquela menina que o cabelo é de mentira, aquele menino que os músculos são de mentira, aquela que os peitos são de mentira e aquele que é bonito de mentira. Se você achar alguém que não tenha nenhuma mentirinha, pode dar uma coroa pra essa pessoa. Porque mentiras são como um modo de venda, você mente pra vender teu produto, mente pra se salvar de alguma coisa que não queria fazer. Mente porque não queria levar a culpa de um vaso que quebrou. Você pode mentir pra se salvar, mas nunca pra machucar alguém.”— Aquela tem o peito de mentira, o outro tem os músculos de mentira e você felicidade de mentira.



Tradução:
Telas vazias, folhas de argila intactas
Espalhadas na minha frente como o corpo dela um dia esteve
Todos os cinco horizontes girando em torno de sua alma
Como a Terra ao redor do Sol
Agora o ar que experimentei e respirei mudou de repente

E o que ensinei a ela era tudo
Sei, ela me deu tudo que ela tinha
E agora minhas mãos ásperas tremem sob as nuvens
O que foi tudo isso?
Todas as imagens tornarem-se pretas, tatuando tudo
Saio para passear
Sou cercado por crianças brincando
Posso sentir suas risadas, então porque não ligo

E pensamentos confusos invadem minha cabeça
Estou girando, oh, estou girando
Como pode o Sol se por tão rápido?
E agora minhas mãos machucadas seguram com cuidado os vidros quebrados
O que foi tudo isso?

Todas as imagens tornaram-se pretas, tatuando tudo
Todo o amor tornou-se mal, transformou meu mundo em escuridão
Tatuando tudo que vejo, tudo o que sou, tudo o que serei

Sei que algum dia você terá uma vida maravilhosa, sei que você será uma estrela
No céu de outra pessoa, mas por que, por que, por que
Não pode ser, não pode ser no meu?

Minha música oficial para dias de depressão.



23 de mar de 2013

Amor...



... como provar se é verdadeiro, se é amor? Amor não precisa de provas, de dúvidas, amor é, coexiste simplesmente com a existência do ser amado, e por si só começa e termina. É piegas, é ridículo, é entregue e egoísta, ao mesmo tempo altruísta e desprendido, não se mede por fatos, por palavras, por prazeres. Amor que é amor simplesmente é, sem razão, direção, necessidade de ver ou ser visto, ele está lá, presente, todos os dias, todos os minutos. É se gostar e ainda assim adorar o outro, é alma, é espírito, união, sorriso, olhar, não machuca, eleva; não sofre, enobrece. É dedicação, depêndencia independente do momento, é uma paz de espírito que não se define. É a multidão desnecessária. Amor não precisa de gritos aos 4 ventos, pois estampado em sua face estará escrito que amas, seu sorriso será marca de sua doce culpa. Amor, que é amor... em si mesmo se completa. E se basta.


Eu não ia postar. Aí vi este post feito por mim em meu antigo fotolog e achei que valia a pena.
21 de mar de 2013

Música Borderline

Eu ainda não estou muito inspirada (ou bem) pra postar. Então resolvi roubar uma idéia do Re-tecendo a vida e postar minhas músicas Borderline. Essa é BEM border e me faz nostálgica, pois eu cantava ela para o meu melhor amigo (que já me ajudou e teve paciência em minhas crises), irmão de alma (e hoje ele mora em Londres).



"E por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais"

(Exagerado - Cazuza)

Equívocos comuns sobre o Borderline:



Devido ao comportamento de indivíduos com um transtorno de personalidade, eles são frequentemente chamados de manipuladores, sedentos por atenção, exigentes e obstrutivos. Gostaria de comentar sobre estes aspectos individualmente. 
 Manipuladores
Esta é uma opinião muito dura para se ter de alguém que está se valendo de suas melhores habilidades disponíveis. Tente imaginar o que alguém com um transtorno de personalidade já passou, e então pense nos extremos que você iria para se proteger. Não é verdade que a vida é uma luta pela sobrevivência ou isso só pode ser vista desta forma pelos olhos de alguém com um transtorno? 
Sedentos por atenção
Há muitas pessoas com transtornos de personalidade; eles podem ser considerados como indivíduos sedentos por atenção, mas deixa eu te perguntar uma coisa: se você está  fortemente resfriado, o que você espera de seu parceiro ou amigos? Não é conforto e atenção? Então porque seria diferente vindo de alguém que sofre de um grave stress emocional? Outro ponto é que pessoas com transtornos tem este comportamento reforçado devido a certas atitudes. Por exemplo: se alguém com um transtorno de personalidade ameaça de se cortar com uma faca se o parceiro sair para beber com um amigo e este parceiro concordar em ficar em casa, este comportamento é reforçado e muito facilmente pode se repetir no futuro.
Exigentes
Imagine que você quebrou a perna. Sabes que há um tratamento e que com um pouco de paciência vais melhorar antes que você se dê conta. Com um transtorno de personalidade você tende a ter este problema por muitos anos com nenhuma esperança real de cura, mas seus sintomas provavelmente diminuirão a medida que você fica mais velho. Ao contrário da perna quebrada, não se vê exatamente o que está errado, mas definitivamente se sente. Eu tenho certeza que todos vão concordar que isso faria de qualquer um um tanto exigente e impaciente. 
Obstrutivos
Pessoas com problemas mentais encaram os tratamentos por anos. Os que tem um transtorno provavelmente vão passar por estes tratamentos por um período ainda maior que o padrão de pacientes com doenças mentais. A eles são oferecidos tantos serviços e terapias que tem tantos nomes mas geralmente significam a mesma coisa; eles acabam se sentindo um pouco como cobaias e relutantes a prosseguir em outro tratamento.

(minha tradução livre do artigo: Common Misconceptions no BPD World)

.
20 de mar de 2013

Saudades.



Saudade é um eterno desconforto. É acordar querendo dividir algo com quem não está lá, é a memória muda de alguém que está longe... É se apegar às lembranças e fazer delas seu refúgio em tempo melhores. É se apegar a um lugar, uma música, um cheiro, um por-do-sol, uma brisa.

É o tempo que não corre, se arrasta. O tempo cura? Podia se apressar então. Pois saudade é ansiar por aquilo que não já se tem e viver na melancolia. 
É não saber. Não saber se ele está comendo, indo ao trabalho, ensaiando, sorrindo, vivendo. É viver na expectativa tola de uma notícia qualquer para animar o dia, para abrandar a dor da falta que corrói o peito. dor essa que remédio nenhum cura, que deixa de cama, que faz tudo adquirir tons de cinza-escuro, uma meia-noite eterna, uma lágrima que se não corre solta, corre muda...
É se estar perdido agora que não se tem. Então, sem destino, a gente vaga, lembrando, pois tudo que resta está na memória. Memória de um sonho desfeito, memória de sorrisos mortos.
É ver em cada esquina o rosto perdido, é chorar escondido, é mentir que está tudo bem. Mas não fica tudo bem, nunca.
Saudade é simplesmente não saber. E por não saber, sangra por dentro, devasta a alma.


"And all the roads we have to walk are winding
And all the lights that lead us there are blinding
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how
Because maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall"

( Wonderwall - Oasis )
18 de mar de 2013

Noite longa.



... Ela chora. Se enebria de álcool pra tentar escapar da dor, mas ela está lá, insistente e presente. As lembranças a assustam, cortam o peito. Ela no fundo quer sair, quer achar a luz no fim do túnel, mas está perdida. Anda em círculos, está sem forças, arrastada por uma areia movediça de sombras.
Tenta se distrair, lê um livro, fuma, mas nada a leva pra longe do vazio que é sua alma. Não se acha digna de nada nem ninguém, mas não quer ficar sozinha. Tem medo. Tenta sorrir, tenta fingir para si mesma, mas a quem ela quer enganar, se a imagem no espelho mostra a realidade? Ela não está mais lá, em algum lugar no caminho substituíram sua alma pela de um cabritinho perdido.
O sofrimento aumenta, ela nada ajuda. Procura por mais lembranças. Seu peito dói quase que fisicamente, como dormir?
Mais uma vez pega a faca. Está suficientemente alcoolizada para fazer de novo. Um corte. Dois, três... Sangue. Aquilo a acalma. Sorri. Percebe que está mesmo louca, sentindo satisfação no ardor de sua pele. Olha pra trás e lembra da ilusão que tinha uma vida.
Ela não podia estar mais errada. Ela não tinha nada. Não perdeu nada, pois não se perde o que nunca se teve.


"...Truth or consequence, say it aloud..."

( My Hero - Foo Fighters )

Amigos.




Hoje vou novamente usar meu blog como quando eu o pensei da primeira vez: meu espaço para desabafo, minha segunda terapia.
O final de semana foi negro, parado, enebriado pelo álcool (eu sei, eu sei, não faz nada bem beber e tomar remédios, beber pensando em morrer boa parte do dia, enfim. Eu sei.). Mas eu fiz um grande avanço.

Desde que fui diagnosticada borderline, me bateu um medo que eu externei na minha última sessão de terapia: se eu não consigo sentir as coisas na intensidade que elas devem ser sentidas, se tenho este medo absurdo de rejeição e abandono, melhor mesmo é não ter ninguém ao meu redor, namorado, amigos, nada. Pois se eu não conseguir lidar bem com meus sentimentos, vou sofrer e fazer outros sofrerem. Para que tentar ter qualquer tipo de relação se a intensidade dos meus sentimentos e meu nível de expectativas é bem maior que o dos que rodeiam?

Mas então algumas coisas mudaram. Acho que já falei aqui que discuti com 3 amigos meus, no auge de minha crise (bêbada e dopada) porque eles não estavam fazendo por mim o que eu esperava que eles fizessem. Um deles é meu melhor amigo aqui em Recife, meu braço direito, psicólogo particular (sim, ele é formado), uma das pessoas mais doces e leais que já conheci, cavaleiro que me salvou inúmeras vezes com seu cavalo branco. Ou negro, se for julgar pelo seu humor sombrio. Casava com ele fácil.
Enfim. Tenho este defeito: espero dos outros o exatamente o que eu faria por eles. As vezes esqueço que somos todos diferentes. então o acusei de estar pendendo pro lado de meu ex (eles são amigos), disse que ele não se importava comigo, discutimos e a pelo menos um mês não falava com  ele.

Este fim-de-semana resolvi mudar isso. Escrevi para ele, contando do transtorno e pedindo desculpas. Fui sincera ao extremo para dizer que no fundo eu ainda acreditava nas coisas que eu havia lhe dito, mas que tinha consciência que minha lógica estava deturpada. Voltamos a nos falar.

Esta coisa de ser borderline é muito louca. Estou aqui apavorada pois sei do meu nível de expectativas, sei também que posso exigir demais, mais do que podem me dar. Dá um medo absurdo. Muito mais fácil ficar no mundo virtual, onde a única coisa que espero é um comentário legal para meus posts. Ontem mesmo quase que escrevi pra ele às 3 da manhã dizendo que o melhor era ele se afastar, que eu não servia pra ser amiga de ninguém. Mas não o fiz.

Estou precisando de muito. De ser pega no colo mesmo, de conversar, de chorar no ombro... coisas que eu já fiz por muitos amigos meus. Eu não sei o que esperar agora dos que me cercam, como também tenho medo da minha reação pelo que eles podem me dar. E estou sempre esperando que o que quer que seja, acaba rápido.

Mas enfim. Foi um passo. Pequeno, porém ainda um passo. Estou tentando lutar contra este turbilhão de sentimentos que tenho dentro de mim. Só estou cansada... Muito cansada.
16 de mar de 2013

Queria...

"Acordar, abrir a janela, deixar o Sol entrar... dar bom dia para minha família, ter uma manhã agradável com uma refeição saudável e leve...
Queria que alguém que eu gosto muito me chamasse para sair, e eu alegre me arrumar e ir de encontro à pessoa que me chamou...
Queria receber flores, e ouvir coisas bonitas... Fazer palhaçadas, rir alto, não reclamar uma vez sequer.
Viajar para um lugar bem limpo, calmo e relaxante... No fim da noite fazer uma caminhada na praia e pedir desculpas a alguma pessoa que eu gosto e que estivesse comigo nesse momento. Pois eu sempre cometo algum erro com todos que convivem com a minha pessoa...
Queria viver pelo menos um dia, queria sentir como é essa sensação de ainda achar que estou viva, e que não é só o meu corpo que está presente, queria ficar cheia de vida, autoestima, paz interior, e liberdade... Uma pessoa com amigos verdadeiros, e um convívio familiar saudável, que pense mais nas atitudes que toma só pelo impulso da raiva, tristeza ou ódio...
Uma pessoa que tire das dores e decepções um bom proveito, invés de lamentar, lamentar e lamentar, cada dia mais...
Uma pessoa que quando obter um sofrimento que não conseguiu tirar proveito, apenas passar um band-aid e sorrir, tocar para frente.
Uma pessoa que, acima de tudo, saiba viver. Pois ninguém escolhe ser assim."


Eu ia escrever um post inteiro. Aí vi um comentário da TADLLLA no blog da Juzi que traduziu tudo. 

Noite de vodka.
15 de mar de 2013

Cortando a dor.



"...Eles descrevem estas situações como algo feito para dar alívio a um intenso mal-estar interno, uma mistura de vazio e angústia  de caráter extremamente desconfortável..."
"...Existem diversos estudos investigando os tipos de substâncias liberadas pelo corpo em resposta a esse tipo de agressão (autoflagelo), bem como seus efeitos de metabolismo cerebral. Esses pesquisas visam buscar um entendimento, bem como uma justificativa fisiológica, para este comportamento."

(Corações Descontrolados - Ana Beatriz Barbosa Silva)

Apesar dos comentários sobre a leveza de meu post anterior, infelizmente chega o final de semana e eu fico mais sombria. Vou falar sobre algo que aconteceu esta semana e que eu omiti porque valia um post inteiro.

Segunda passada fui para o meu apartamento (lembrem-se que estou na casa de minha mãe) cuidar de meus gatos, mas desta vez fiquei sozinha, pois minha mãe tinha que ir para uma consulta. foi simplesmente horrível. A casa respirava lembranças de uma vida que não tenho mais, de sonhos desfeitos, expectativas mortas... E é claro, lembranças de meu ex. É como se ele estivesse pela casa toda, como um fantasma, a me lembrar de momentos felizes e infelizes, uma presença invisível de um amor que eu tenho ainda em meu peito.

Chorei descontroladamente. Tentava me acalmar fumando um cigarro atrás do outro, mas a dor era muito maior que a nicotina. Sentei-me no chão, sem forças, sabendo que precisava me levantar, mas cada vez que eu olhava em volta enxergava os sorrisos que eu nunca mais dei. E então procurei a minha faca mais amolada. Parecia que era destino, não a encontrava em lugar nenhum, sabia que minha mãe chegaria a qualquer instante e eu precisava ser rápida. Como não achava a faca, cravei as unhas com toda a força no meu braço. Então a encontrei, mas não para me matar, mas para me cortar. Fiz 3 cortes no braço esquerdo, sem serem muito profundos.

Eu havia me esquecido de como era. A última vez que fiz isso foi há mais de 10 anos. A dor física foi como um bálsamo pra minha dor, o ardor dos cortes conseguiram desviar minha atenção e por um momento fugaz eu me senti bem. Viva. É como se fosse uma droga. A dor me acalmou. E quanto mais ardia, melhor era. Me lembrava que eu ainda tenho sangue. que não sou um corpo oco que vive grande parte do dia imersa em sofrimento. Naquele momento não havia ex-namorado, emprego perdido, falta de dinheiro. Havia eu e meu braço cortado.

Minha mãe chegou minutos depois e não notou nada. Eu tenho arranhões na mão por conta dos gatos, então alguns cortes mais profundos passaram despercebidos. Obviamente ela viu minha cara inchada de choro, porém nada perguntou naquele momento.

Hoje olho para os meus cortes e lembro da angústia seguida de alívio. Lembro que o final de semana ainda está começando. Quando será a próxima vez?


"Darling, I forgive you after all
anything is better than to be alone
and in the end I guess I had to fall
always find my place among the ashes"

(Lithium - Evanescence)

Corações Descontrolados e outras estórias.

Janis Joplin













Tô meio sumida, não? É que meu pai, que mora em Brasília, veio me visitar. Aí fico o dia todo com ele.
A vida anda meio que na mesma, com algumas luzes salpicando no caminho. Me alimentei melhor nestes dois dias, o que acabou resultando numa dor de estômago absurda. Depois de dias comendo parcamente, exagerar na quantidade de carne (e de caipiroskas) me custou uma noite mal dormida.


Também tive o retorno na minha psiquiatra. A minha dosagem de antipressivos e estabilizadores de humor aumentou.  Foi bom desta vez, ela me tranquilizou muito, me mandando ficar calma com relação ao tempo de melhora. Ando muito ansiosa com o tempo que isso está levando.


Além disso comprei um livro que fala sobre o TPB, "Corações Descontrolados". Vou começar a ler logo e postar partes interessantes pra os borders que me visitam.

A boa notícia tem a ver com meu post anterior, sobre meu trabalho com os felinos. Lembram do gato que eu disse que encontrei na rua, com um ferimento e gripe felina? Pois bem, desde antes de ontem eu e minha mãe estamos tratando dele na rua mesmo. Tenho antibiótico e anti-inflamatório em casa (fruto de meu passado de protetora) e depois de dois dias de tratamento, ele está bem melhor! O ferimento está desinflamando, ele está ficando sem secreção no nariz e está mais esperto. Vê-lo melhorar me fez um bem enorme, pois com o marasmo que minha vida está, poder fazer a diferença na vida de um animal de novo é reconfortante e animador.

E tem mais: ontem, quando eu e minha mãe estávamos voltando para casa depois de tratar do gato, passamos pela frente de um colégio em que as pessoas jogam muitos gatos pois sabem que tem gente que alimenta. Os portões estavam fechados, já que era tarde. Escutei um miado de filhote de gato, desesperado. Fiquei louca. Queria pular o portão pra resgatar o bichinho. Então chegaram os seguranças e pedimos para eles pegarem o bichinho. Acabou que o bichinho era bichinha, uma pequena gatinha braba "como um siri na lata", segundo minha mãe. Resultado: mais um felino pra família, a pequena "Janis Joplin".

Ainda assim, correndo o risco de ser repetitiva, bate a melancolia. Hoje fui ao shopping e olhava para os lados a todo minuto, morrendo de medo de encontrar meu ex, mesmo sabendo que as chances de isso acontecer são quase iguais a zero. Ainda falando nele, outra conclusão: muitas vezes escrevo aqui o que normalmente estaria contando para ele. Ainda não me desapeguei e a dor da perda dói como uma faca.

Para tentar descontrair, minha música favorita da Janis Joplin:


11 de mar de 2013

Gatos e Bugalhos



Meu amigo do blog (IN)FELIZ me perguntou porque eu não postava mais no meu outro blog, o "Gatos e Bugalhos".

Bem, o blog já estava parado fazia um tempo, mas ele pertence a uma parte da minha vida que também perdi depois de minha crise. Eu era o que chamam de protetora. O que é isso? Pessoas que, em grupo ou isoladamente, ajudam os animais de rua. Resgatam animais em situação de risco, arranjam lares temporários, arrecadam dinheiro para o tratamento...

Na verdade sempre resgatei mais gatos. Hoje tenho 7, dois na casa de minha mãe e 5 na minha casa, todos resgatados do abandono. Tenho uma que não move as patas traseiras, outra cega de um olho... fora o sem número que resgatei e achei um lar e alguns que não resistiram. antes de minha crise eu estava arrecadando dinheiro para a construção de um GATIL e também para o tratamento da Amy (na foto), a minha gatinha que só anda com as patas da frente.

Aí veio a crise e eu caí... Perdi a esperança, achava que ia me mudar para outro estado, bebia e tomava remédios o dia inteiro, perdi a chance de emprego que tinha, fechei meu perfil no Facebook para não ver coisas do meu ex-namorado, porém perdi o contato com toda a rede de protetores que se ajudam e usam o Facebook como ferramenta. Larguei a construção do GATIL, não comecei o tratamento da Amy, joguei tudo pro alto, se eu não dava conta de mim, como poderia dar conta de qualquer outra coisa??

Então hoje estou voltando do posto (comprar cigarros) com o cachorro da minha mãe  (também de rua) e vejo um gato, com um ferimento na barriga, magrinho... Fui pra casa e voltei com ração pra ele, pobrezinho, fora o machucado, tem um inchaço do lado interno de uma das patas traseiras e está com rinotraqueíte, que é uma espécie de gripe de gatos. E eu agora não páro de me culpar, porque eu não posso fazer muito por ele... Sem emprego, tendo que depender dos meus pais aos 33 anos, com meus 5 gatos para alimentar, sem estrutura psicológica... Senti falta da minha vida antiga, onde eu pegaria o telefone e pediria ajuda, então levaria o gato para um veterinário que é parceiro da causa e poderia ajudar mais este anjinho... Mas eu não posso. Estou devendo ao veterinário, não tenho mais a quem recorrer... 

Parece que eu vivo um pesadelo eterno, onde tudo que eu julgava certo na minha vida me foi arrancado. Eu queria muito ficar indiferente ao sofrimento destes animais, mas eu não consigo e me culpo pois pela minha inércia quem paga agora são inocentes.

Eu daria tudo pra acordar e perceber que tudo não passou de um sonho muito ruim.
10 de mar de 2013

Devaneios entre um cigarro e outro...

Pensei em escrever sobre muitas coisas, mas acho que vou apelar pra primeira utilidade deste blog pra mim: o desabafo. Hoje o dia passou lento, se arrastando. Quase não comi. Ficava alternando do computador para o celular e como excluí meu perfil no Facebook, resta-me pouca diversão online.

Estou cansada. Ontem eu estava melhor, mas estou caindo novamente. Bate o desespero de perceber a vida passando, os dias se acabando e eu estou exatamente no mesmo lugar que eu estava a 40 dias atrás: num quarto. A diferença é que estou sóbria, não por vontade própria, obviamente (a uma garrafa de vinho ontem se transformou em duas. Nunca uma ressaca foi tão bem-vinda).

Fumo compulsivamente. Tento ocupar a mente com qualquer coisa para não pensar. Porque se eu penso, ou fico pior ou faço merda. Ontem mesmo mandei uma mensagem pra um amigo de meu ex (que eu já ajudei HORRORES) dizendo que ele nunca havia sido meu amigo, pois sumiu depois do término. Ele me respondeu que queria ter vindo me ver mas "todo mundo" havia dito a ele que eu estava arredia e grossa com todos. Oi? Todo mundo quem, cara-pálida? A maioria das pessoas que eu conhecia não se incomodaram de me ligar nem uma vez. E eu liguei para muitas. Sim, tive meus atritos com dois amigos, mas é porque uma queria me ajudar mas não parava de julgar minha situação e o outro, que era meu melhor amigo, bem, ele foi bem ausente, tinha os motivos dele, mas eu, bêbada e dopada que estava, não lidei bem com isso. Fiquei muito irritada. Será que é isso que meu ex está dizendo para as pessoas? Chegaria a este ponto? Ou é a paranóia tomando conta de mim?

Agora, uma coisa aprendi. Não é interessante para as pessoas ter alguém down do lado. Principalmente quando o que enxergam é "ela está assim porque acabou o namoro". Como se fosse escolha minha. Então é mais fácil fechar os olhos, fingir que não é com você e esperar a outra pessoa melhorar porque, aí sim, vamos beber, festar, conversar sobre trivialidade, uau! Let's drink to that!

Eu sei. Este é um post sem muito sentido. Mas eu não faço muito sentido.

Boa noite.
9 de mar de 2013

Adolescência eterna




Sobre o Transtorno de Personalidade Borderline: 
"Diz a psicóloga Jonia Lacerda, do Ambulatório de Família do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo: "É como se eles vivessem uma adolescência vinte anos mais longa do que as pessoas sem o transtorno". Vinte anos não é força de expressão. Por motivos ainda insondáveis, a partir dos 41 anos, boa parte dos pacientes tem atenuado não só esse como os demais sintomas que definem a sua condição. O problema, claro, é chegar até lá razoavelmente inteiro."

(Fonte: VEJA)

Então, a adolescente de 33 anos aqui esperou a mãe sair, foi escondido para o mercado, comprou uma garrafa de vinho e pretende tomá-la assim que gelar um pouco. Eu sei, estou repetitiva. Mas não aguento ficar lúcida. 

Final de semana é muito duro pra mim. Era o tempo em que eu passava com meu ex. Apesar da minha lógica tentar me lembrar que a maioria destes finais de semana foram fazendo o que ELE queria. Que era sempre assim, chegava sexta e ele me comunicava que queria sair com fulano, ensaiar, beber com sicrano, visitar beltrano ou simplesmente ficar em casa. Eu simplesmente acompanhava estas decisões. Poucas as vezes em que ele fez algo que eu queria. 
É, a lógica seria pensar assim. Mas eu teimo em lembrar somente de quando era bom. E dói agora estar sozinha. 

Então, vou me jogar nos braços de Dionísio e perder a lucidez, para não pensar.
7 de mar de 2013

Eu e o amor borderline




Eu sempre tive relacionamento conturbados. Meu primeiro namorado morava em Curitiba e eu em Recife, nos conhecemos pela internet e eu acabei num arroubo me mudando para lá, apesar de nosso namoro estar em crise. Nossa vida foi extremamente difícil, eu tinha surtos onde ele tinha que me segurar para eu não correr pra janela me jogar, então eu o esmurrada, arranhava, batia na cara... Muitas vezes me cortava no braço com uma faca para poder suportar a dor. Hoje, olhando pra trás, vejo que todos estes acontecimentos estão relacionados com o TPB (transtorno de personalidade borderline), era um medo irracional de ser abandonada, de ficar sozinha numa cidade que eu não conhecia direito, ao mesmo tempo uma raiva louca quando ele ameaçava me deixar. comecei a fazer chantagens dizendo que se ele me deixasse eu me mataria (já havia tentado uma vez, quando ele me traiu). Isso me fazia muito mal, pois meu ego estava despedaçado pelo sentimento que alguém só estava comigo porque eu ameaçava me matar.

Um dia as ameaças não surtiram mais efeito, ele arranjou outra pessoa e me deixou. Fiquei um mês no quarto, com minhas companheiras que eu dividia apartamento a me alimentar na boca. Elas não me deixavam chegar perto nem de uma faca de pão, com medo de eu tentar suicídio de novo. Mas graças a Deus ele foi muito compreensivo comigo, eu ligava constantemente e ele me atendia, conversava, sem me dar esperanças, mas me ouvia... Então eu fui compreendendo que o relacionamento havia acabado, porém eu era importante para ele (eu tenho essa necessidade de saber meu valor pelo outro, meu julgamento não importa, até porque este vai ser com certeza depreciativo) e que seria para sempre. Voltei a estudar, pouco a pouco conseguia sair de casa. Ainda fiquei ligada a ele por um ano inteiro. Mandava presentes e deixava no apartamento dele, chorava constantemente, mas consegui trabalhar, recomeçar a vida.

Nesta época eu não estava em tratamento. Hoje, analisando, penso que foi o começo dos sintomas do TPB. A dor que eu sentia, não dá pra explicar. Cada briga nossa era épica, eu totalmente descontrolada, graças a Deus ele era bem calmo, pois se ele resolvesse revidar os tapas que eu dava na cara dele, eu estaria ferrada. Mas eu não sabia o que estava acontecendo. Pra mim, esta dor, este sofrimento absurdo era parte de mim, por "sentir tudo com muita intensidade". Eu havia feito terapia antes e, se eu tivesse sido diagnosticada, talvez muito seria evitado. Na verdade um bom pedaço de minha vida teria sido mais leve, sem este sofrimento que me perseguiu e me persegue até hoje. Não dá pra falar sobre a dor, o desânimo, a sensação de que estamos sozinhos e um desespero por isso...

E meu primeiro namorado, o que aconteceu? Ele hoje está casado, com a mulher pela qual ele me trocou. Sou extremamente grata pela paciência dele comigo, pela compreensão mesmo sem sabermos os porquês de minhas reações extremas. Acho que foi o namorado que mais me ajudou e hoje me dou conta disso, do fardo que ele carregava.

Mais um pouco da trilha sonora destes meus dias...

Adele - Turning Tables



6 de mar de 2013

Devaneios na madrugada




Madrugada de 05 para 06/03:

Acho que descobri os efeitos da falta da Quetiapina: uma noite sem dormir. Não preguei o olho. Fico eu e meus demônios a me atormentar.
Vejo fotos antigas minhas e tudo parece que foi há uma vida atrás.
Eu queria que a dor passasse. Eu queria sorrir outra vez, eu queria viver outra vez. A angústia é tão grande que me sufoca, eu queria sair disso, eu queria, mas parece que uma força invisível me puxa pra baixo e me faz toda a sorte de pensamentos negativos. Que eu não serei feliz. Que isso vai ser pra sempre. Que eu vou acabar sozinha porque ninguém me aguenta. Que eu não tenho ninguém porque espantei todos ao meu redor.

Me disseram que há luz no fim do túnel. Bem, parece que meu túnel não tem fim.
5 de mar de 2013

Devaneios no divã


Então, eu estava pensando... Tudo aconteceu porque eu tenho um comportamento borderline, então minhas reações são mais extremas que o normal?
Eu fiquei 5 anos num relacionamento com um cara que muitas vezes era grosso, não me apoiava em muita coisa, mandava eu me foder ou tomar no cu em discussões muito frequentemente, suportei 1 ano sem sexo (por neuras dele) sem traí-lo por medo de ficar sozinha, do abandono? Por que eu não fiz o que qualquer uma teria feito nessa situação, que seria EU terminar? Por que agora eu sofro e minha mente fica me pregando peças fazendo-me lembrar só dos momentos legais, para então sofrer miseravelmente?

Então ser Borderline é isso? É grudar nos amigos, é se sentir rejeitada ou mal-amada por qualquer "não" que falam? É se sentir incapaz no trabalho e logo depois muito mais capaz que os outros?
Não dá pra explicar como me sinto. Na verdade como sempre me senti. Como se eu não pertencesse a lugar nenhum. Faço um esforço imenso para me encaixar, mas no fundo sempre sei que meu lugar é lugar nenhum. Ou sou muito gorda, muito feia, pouco interessante, pouco inteligente ou muito inteligente, ou muito velha, ou nova demais ou...ou...

Coisas que a terapia faz com a gente. Fico pensando, lembrando das coisas que falei, (re)passando tudo como uma cena de filme em que assisto de longe para tentar entender de onde vem este sofrimento todo. Faz um mês que houve o término de meu namoro e ainda dói como se tivesse sido ontem. As lembranças são tão nítidas, a dor e tão real, outro filme passando na minha cabeça sem parar. Ele se mescla a tantas outras passagens da minha vida aonde tudo foi terrivelmente insuportável que eu pensava que a morte seria um presente.

Espero mais devaneios. Um de meus remédios acabou, a Quetiapina, meu antipsicótico amado. Não tenho receita, pois minha psiquiatra me deu as caixas e aparentemente ela não fez as contas direito. Ah claro, como devia ser, ninguém atende no consultório dela. Delícia. Alguém sabe as consequências disso?

Agora um pouquinho de Adele, que acompanhou minhas lágrimas de hoje. Acho que ela é a companheira perfeita das almas atormentadas e de corações despedaçados.





3 de mar de 2013

Morte e cerveja




Eu penso em maneiras de morrer todos os dias. Pra me acalmar ao dormir, a visão que tenho é eu num caixão e todos a minha volta. Meu ex-namorado também, mas as pessoas barrariam ele no enterro, pois eu me matei depois de nosso término. É muito louco como a imagem da morte pode ser tão reconfortante.

Me lembro a primeira vez que tentei me matar. Tomei todos os remédios que eu tinha e, na minha imagem romântica de suicídio, achei que iria desmaiar instantaneamente. Obviamente não foi o que aconteceu e o instinto nato de sobrevivência me impeliu a buscar ajuda. Vale salientar, tentei me matar quando meu primeiro namorado me traiu e ele próprio me levou ao hospital. A sensação de fazer uma lavagem gástrica me segue até hoje, os tubos enfiados no nariz, o enjôo...
Eu me cortava frequentemente. Havia uma faca afiada na casa deste meu ex, a qual eu usava pois a dor de brigar com ele era tão insuportável que eu preferia a dor física.

Hoje eu bebo. Sim, eu ainda bebo mesmo tomando minhas medicações. Minha psiquiatra disse que eu podia ter uma parada cardio-respiratória e eu pensei:  "yey! já sei como morrer!". Mas acontece que não morri. Não até agora. Bem, se for parar pra pensar não morri fisicamente. Nem devia estar dando idéias aqui, mas a questão é que continuo bebendo. Não quero a consciência. Não quero pensar. O álcool me afasta da dor. Das lembranças. Ontem consegui sair com minha mãe pra o evento de dança de salão e ouvia de longe as pessoas rindo, felizes. Comecei a chorar, pois faz tempo que não me sinto feliz. Não há nada que me tire um sorriso verdadeiro do rosto. Riso então, nem pensar. Minha vida é de sombras, é meu mundo em meu quarto, vendo o tempo passar por mim.

Sim, estou meio alta. Meio alcoolizada. Só assim pra suportar mais um domingo sozinha. Que tipo de pessoas depende da mãe para ter onde ir num sábado a noite? Meu tipo. Eu. 
Vou buscar mais cervejas antes da minha mãe voltar para casa.
Antes que eu comece a chorar.
Antes que eu me lembre mais dele, pensando como ele deve estar feliz agora e eu no chão.
Antes que eu me arrependa da sobriedade que possa chegar.
Antes que eu ligue pra ele pra ver ele não atendendo o celular porque sabe que sou eu.
Antes que eu comece a me culpar mais.
1 de mar de 2013

Sou Borderline

Há cerca de um mês me descobri diagnosticada com o transtorno de personalidade Borderline. Como se deu isso? Após o término de meu namoro de 5 anos, fiquei por cerca de 12 dias em casa, sem comer, bebendo alucinadamente e tomando todos os remédios que eu tinha em casa, de Rivotril a Dramin. Algo me fazia não me matar de uma vez, ao invés disso preferi me matar aos poucos.

Já fazia terapia e fui convencida pela minha psicóloga a ir a uma psiquiatra. Lá então descobri meu problema e, depois de ler sobre o assunto, percebi que a descrição de um borderline é praticamente a estória de minha vida: impulsiva, que ia de mudar de cidade em um mês a esbanjar o dinheiro que tinha/tenho, auto-depreciativa, carente ao extremo, sufocando amigos, desesperadamente apavorada pela ameaça de solidão. Isso sem contar os episódios que aconteceram há alguns anos, quando eu me cortava com uma faca quando sofria pelo meu primeiro namorado, pois achava que a dor física era mais suportável que a da alma. Bem, isso eu ainda acredito.

Atualmente estou tomando medicações, indo a terapia 2 vezes por semana, porém estou a mais de um mês praticamente sem sair de casa. Larguei uma oportunidade de emprego, meus amigos, bem, ou eu os afastei ou eles se afastaram de mim, meu ex-namorado não fala muito comigo e quem fala acha que estou assim simplesmente porque meu relacionamento terminou.

Resolvi escrever este blog porque eu costumava ter outros, era uma terapia para mim... Porém aos poucos fui largando... E encontrei tantos outros blogs de pessoas que sofrem do mesmo problema que eu que resolvi me juntar a elas e escrever aqui o que eu não posso falar em voz alta. A dor que me consome ainda, uma "areia movediça de sombras" (citando "Garota Interrompida") que me engole e suga minha vontade de viver. Sobrevivo dia a dia, com alguns altos e muitos baixos, a me perguntar quando ou se terei uma luz no fim do túnel.